Padre Pio: O Missionário que nunca saiu da Itália

Como Padre Pio jamais deixou a Itália mas, ao mesmo tempo, viajou pelo mundo inteiro.

Um jovem frade com coração missionário

O jovem Frei Pio nutria, desde os primeiros anos de sua vida religiosa, o sonho de ser frade missionário.

Seu coração ardia com um fogo santo, e ele desejava gastar os seus dias levando almas a Deus nos confins da terra.

Em maio de 1904, uma visita especial chegou ao convento de Sant’Elia a Pianisi, região de Campobasso, onde Frei Pio vivia à época.

Frei Bernardo de Andermatt, ministro geral dos Capuchinhos, foi recebido com grande expectativa pelos capuchinhos que habitavam naquela localidade.

Uma noite, no recreio após o jantar, Frei Pio fez seu pedido com a sinceridade que o caracterizava:

— Frei Bernardo, desejo ir para as missões!

Diferentemente do consentimento tão esperado, o jovem frade obteve do Ministro Geral, apenas um silêncio desconcertante.

Quando a missão é ficar

Padre Pio, que tinha cerca de dezoito anos, lidava com uma constante tensão.

Devido aos seus estudos de filosofia e à luta incessante entre as suas limitações humanas e seu desejo de alcançar a santidade, vivia doente.

Sua saúde frágil era um obstáculo real e decisivo para ser enviado às missões na América, na África ou na Ásia. Por isso, nunca o deixaram sair da Itália.

Os dias e meses se arrastavam lentamente e Frei Pio experimentava o que tantos santos já haviam vivido antes dele: o aparente conflito entre sua vontade e a de Deus.

É justamente aí que muitos desistem… Torne-se um Filho Protegido do Padre Pio e conte com um aliado poderoso nas suas batalhas espirituais.

Deus tinha outros planos para aquele que seria conhecido por carregar os estigmas de Jesus por 50 anos.

A Primeira Bilocação do Padre Pio

Então, na noite de 18 de janeiro de 1905, aconteceu algo que Frei Pio contou ao Padre Agostinho, seu diretor espiritual, através de um bilhete.

Frei Pio rezava no coro do Convento quando, de repente, ele se viu em Udine, do outro lado da Itália.

Estaria sonhando? Teriam seus olhos se fechado enquanto rezava? Não! Ele mesmo não saberia explicar o fenômeno, mas a experiência era real: tratava-se de sua primeira bilocação.

Estava na casa senhorial do Marquês Giovanni Batista Rizzani, um lugar de realeza e opulência.

Diante de si, a cena que seus olhos contemplaram era de cortar o coração: o marquês agonizava à beira da morte, enquanto sua esposa sofria em trabalho de parto.

Minutos depois nasceu uma menina, que recebeu o nome de Giovanna, em homenagem ao pai.

Intercedendo pelo Moribundo

Foi então que o milagre se tornou ainda mais sublime. No local do parto, Maria Santíssima, a Doce Mãe de Deus apareceu.

Ela, então, voltou-se para Frei Pio e falou com doçura e autoridade:

— Vê naquela sala um homem morrendo? É o pai da família. Reza por ele!

Sem hesitar, Frei Pio dirigiu-se para perto do moribundo e obedeceu à Nossa Senhora, intercedendo por sua alma.

Contudo, sua missão ali ainda não terminara, pois havia também uma batalha espiritual em curso.

O moribundo era maçom convicto, e seus confrades bloqueavam o pároco, tentando desesperadamente impedir sua conversão de última hora.

A brecha providencial

A esposa, Leonilde, recém-saída das dores do parto, exigiu do marido moribundo ao menos uma coisa:

— Quero o batismo da menina, que nasceu prematura!

Este pedido, inesperadamente, quebrou o cerco hostil. Os confrades maçons do marquês recuaram, deixando o pároco finalmente entrar.

O sacerdote administrou os sacramentos à menina recém-nascida e, em seguida, ao pai agonizante.

Pouco tempo depois, o marquês Rizzani fechou os olhos e, pela última vez, sussurrou uma oração de arrependimento:

— Meu Deus… meu Deus… perdoa-me.

Até o último instante, Padre Pio não abandona uma alma. Aproximar-se dele pode mudar tudo. Torne-se um Filho Protegido do Padre Pio agora mesmo.

Um diamante confiado ao Padre Pio

Olhando para a recém-nascida, a Mãe de Deus encarregou Frei Pio de uma missão:

— Confio-a a ti! É um diamante em estado bruto. Trabalha-a. Lapida-a. Quero enfeitar-me com ela.

Uma responsabilidade imensa pesava sobre os ombros do jovem frade.

Ele ainda não sabia se teria a felicidade de ser ordenado sacerdote, devido à sua débil condição física. Mesmo assim, ousou responder com humildade:

— Como será possível? Vivendo tão longe daqui? Nem sei se serei sacerdote!

A resposta de Nossa Senhora foi serena e definitiva:

— Não duvides, será ela que virá até ti!

Frei Pio consentiu, pois a garantia da Mãe de Deus lhe bastava.

Naquele momento, a marquesa Giovanna Rizzani Boschi tornava-se sua primeira filha espiritual. Essa menina teria a felicidade de vê-lo entregar a alma a Deus, 63 anos depois.

A volta ao convento e o sentido da missão

Sem que percebesse, Frei Pio estava de volta ao coro do convento de Sant’Elia a Pianisi.

Lá fora, o tempo não havia passado. Interiormente, porém, tudo havia mudado para sempre.

Aquele que fora impedido de ser missionário nos confins geográficos do mundo percorreria o mundo inteiro sem jamais pôr os pés fora de sua amada Itália natal.

Por meio da confissão, da direção espiritual, da correspondência e do dom de bilocação, Padre Pio alcançaria almas em todos os continentes.

E incontáveis outros diamantes, almas preciosas para Deus, seriam lapidados por aquele que a Igreja canonizaria como São Pio de Pietrelcina.

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