Conheça a história impressionante do jesuíta que viveu a Paixão de Cristo em solo gaúcho, manifestando dons de bilocação, leitura de almas e êxtases que desafiam a ciência e alimentam a fé de milhares de brasileiros.

O Brasil é terra de santos, mas poucos nomes carregam uma carga mística tão avassaladora quanto o do Padre João Batista Reus. Se na Itália o século XX foi marcado pelas chagas de Padre Pio, no Rio Grande do Sul, mais especificamente em São Leopoldo, Deus enviou um “irmão de alma” do santo capuchinho.
Padre Reus não foi apenas um sacerdote piedoso; ele foi uma vítima de amor que carregou em seu próprio corpo o peso da Redenção.
A Missa: Um Espetáculo do Sobrenatural
Para quem assistia a uma Missa celebrada pelo Padre Reus, a sensação era de que o véu entre o Céu e a Terra se rompia. Diferente de uma celebração comum, as Missas do Padre Reus – muito semelhantes às Missas do Padre Pio – eram marcadas por êxtases profundos.
Muitas vezes, no momento da Consagração, ele perdia a noção do tempo e do espaço. Há relatos documentados de que ele chegava a levitar ou permanecia em total rigidez física, contemplando visões que só ele podia ver. Para o povo, era a prova viva de que o Sacrifício do Calvário estava acontecendo ali, diante de seus olhos.
Os Estigmas Invisíveis e a Humildade
Uma dúvida comum é: “Se ele era como o Padre Pio, por que não tinha as chagas nas mãos?”. A resposta reside na sua humildade heroica. Padre Reus sofria, sim, todas as dores da Paixão – as perfurações dos pregos, a agonia da coroa de espinhos e o golpe da lança.
No entanto, ele pediu a Nosso Senhor que essas feridas fossem invisíveis aos olhos dos homens para evitar a curiosidade pública e o orgulho.
Ele queria sofrer com Cristo, mas sem o “brilho” externo da chaga aberta. Era um sofrimento puramente místico e físico, compartilhado apenas com Deus.
Bilocação e o Dom de Ler Corações
Os fenômenos que cercavam o Padre Reus eram de uma classe impressionante:
- Leitura de Consciências (Cardiognose): Assim como o Padre Pio, ninguém conseguia esconder nada dele no confessionário. Ele interrompia penitentes que tentavam ocultar pecados ou que simplesmente se esqueciam de faltas graves, revelando detalhes que apenas a própria pessoa (e Deus) poderia saber.
- Bilocação: O Padre Reus foi visto diversas vezes em locais diferentes ao mesmo tempo. Enquanto estava em sua cela ou no confessionário em São Leopoldo, ele era visto assistindo moribundos em outras cidades, realizando batizados de emergência ou confortando almas em desespero.
A Perseguição e a Obediência
Como todo grande místico, Padre Reus não foi poupado de provações. Ele enfrentou incompreensões, inclusive dentro da própria estrutura eclesiástica, e ataques furiosos do demônio, que o agredia fisicamente durante a noite. Sua resposta era sempre a mesma: silêncio e obediência total.
Seu legado não está apenas nos milagres, mas na sua entrega total ao Sagrado Coração de Jesus, devoção que ele propagou com todas as suas forças até o seu último suspiro em 1947.
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