O Que Acontece com as Chamas do Purgatório no Momento em que a Santa Missa é Celebrada

São Jerônimo revela uma verdade espantosa que deveria mudar a nossa relação com as Missas oferecidas pelos mortos

 

Há uma imagem que São Jerônimo propõe e que, uma vez vista, não sai mais da memória. Imagine seus pais em perigo de se afogar num lago. Imagine que basta estender a mão para salvá-los. 

Quem hesitaria nesse momento? Ninguém. O amor não deixa a gente parado diante do sofrimento de quem amamos.

Mas então vem a pergunta que o santo lança como uma flecha direta ao coração de quem tem fé:

Como é possível que, à luz da fé, vejamos tantas pobres almas, talvez as de nossos parentes mais próximos, ardendo vivas num lago de fogo, e nos recusemos a suportar o pequeno incômodo de ouvir com devoção uma Missa pela sua libertação?

Essa pergunta não foi escrita ontem. Tem mais de mil e quinhentos anos. E ainda assim soa como se tivesse sido feita para esta geração.

O que São Jerônimo ensinou sobre a Santa Missa e as Almas do Purgatório

São Jerônimo, um dos maiores Doutores da Igreja, viveu entre os anos 347 e 420 d.C. Foi tradutor da Bíblia para o latim, produziu a famosa Vulgata, e passou décadas em profundo estudo das Escrituras e da Tradição. Sua autoridade no ensinamento da fé é reconhecida pela Igreja há séculos.

E foi esse mesmo São Jerônimo quem deixou registrado um ensinamento que todo cristão deveria conhecer de cor. Vejamos suas palavras na íntegra:

“Quando se celebra a Missa por uma alma do Purgatório, aquele fogo tão abrasador suspende sua ação, e a alma cessa de sofrer todo o tempo que dura a celebração do Sacrifício.”(S. Hier., c. cum Mart. de celebr. Miss.)

Leia com cuidado. O santo não está dizendo que a Missa ajuda um pouco as almas. Ele está dizendo que o fogo suspende sua ação. Completamente. Por todo o tempo que dura a Santa Missa. É como se Deus, ao receber o sacrifício do Filho na celebração eucarística, concedesse àquela alma um intervalo de alívio total do sofrimento que a purifica.

E há ainda uma segunda revelação do mesmo Santo Doutor, igualmente espantosa:

“Por cada Missa que se diz, muitas almas saem do Purgatório e voam ao céu.” (São Jerônimo, obra citada)

Não uma alma. Não algumas. Muitas almas. A cada celebração.

O que isso significa na prática para nós

Nós vivemos numa época em que a morte foi empurrada para os cantos. Não se fala muito dela, não se a contempla, e quando alguém parte, a tendência é que o luto dure pouco e a vida siga depressa. Mas a fé católica sempre soube que a morte não é o fim da relação entre os vivos e os mortos.

Nossos parentes que partiram não estão simplesmente “descansando em paz”, como se diz hoje de modo vago. Eles estão, provavelmente, num processo de purificação. E esse processo pode ser encurtado, aliviado, acelerado pela nossa ação aqui na Terra.

A Missa é o sufrágio mais poderoso que existe. É o próprio sacrifício de Cristo, oferecido de novo de modo incruento sobre o altar. Quando oferecemos uma Missa por uma alma, não estamos simplesmente rezando por ela: estamos apresentando a Deus o único sacrifício que Ele não pode recusar.

À luz do que São Jerônimo ensinou, oferecer Missas pelos nossos mortos não é um gesto sentimental. É um ato de misericórdia eficaz. É, literalmente, estender a mão para salvar quem está se afogando, como na imagem que o próprio santo propõe.

Uma dívida que muitas vezes não percebemos que temos

Pense nos seus mortos. Seu pai. Sua mãe. Seus avós. Amigos que partiram cedo. Quantas Missas foram oferecidas por eles depois da morte? Quantas ainda são oferecidas regularmente?

São Jerônimo pergunta, com toda a franqueza de um Doutor da Igreja: que coração é o seu, se você pode fazer isso e não faz? A palavra que ele usa é dura, mas amorosa. Ele não condena. Ele sacode.

E a resposta que a Igreja oferece para esse sacode é simples: comece. Não é tarde. As almas do Purgatório estão à espera, e cada Missa ofertada é um alívio real, documentado pela Tradição, ensinado pelos santos.

Na Associação Regina Fidei, oferecemos Missas e orações constantes pelas almas do Purgatório por meio da Liga de Resgate das Almas. Se você deseja unir-se a essa corrente de caridade e sufrágio, saiba que cada Missa celebrada pela Liga é uma mão estendida para os que não podem mais pedir por si mesmos.

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