Hospitais Italianos Oferecem Reiki a Doentes de Câncer. Os Exorcistas Dizem que Ali Mora o Perigo

Uma associação internacional de exorcistas rompeu o silêncio sobre uma prática que já entrou nos corredores da medicina pública, e revelou o relato de quem quase perdeu a paz da alma por causa dela.

 

Um doente de câncer está deitado numa cama de hospital. O corpo já não responde ao tratamento com a mesma força de antes. A dor é grande, o medo é maior ainda. E é exatamente nesse momento, quando a alma está mais aberta e mais frágil, que alguém entra no quarto e oferece uma sessão de Reiki.

 

Isso é o que já acontece em hospitais públicos da Itália.

 

A chamada “Sala do Bem-Estar” foi inaugurada nos Hospitais Reunidos Marcas Norte de Pésaro, oferecendo sessões de Reiki como apoio a pacientes oncológicos em estados avançados de sofrimento físico e psicológico. O Hospital Infantil Regina Margherita de Turim já usa a técnica há anos. O Hospital Carlo Poma de Mântua a oferece desde 2016 em suas unidades de oncologia e cuidados paliativos.

 

Diante disso, a Associação Internacional de Exorcistas decidiu falar. E falou sem meias palavras.

 

Uma técnica que não cura, mas promete curar

 

O comunicado da AIE, divulgado em 8 de julho, é direto: quem pratica o Reiki “cai no pecado de superstição e se expõe à ação extraordinária do maligno”.

 

A associação lembra que repetidas análises científicas já demonstraram que não existe nenhuma prova da eficácia do Reiki no tratamento de qualquer condição patológica, física ou mental. As próprias autoridades sanitárias internacionais reconhecem que a técnica não pode substituir o tratamento médico convencional.

 

Mas o problema não termina na ciência. Ele começa exatamente onde a ciência não alcança. O próprio nome da técnica denuncia sua natureza. 

 

Reiki vem de dois caracteres japoneses: rei, que significa “o espiritual”, e ki, que significa “energia vital”. Não se trata de uma massagem nem de um relaxamento inofensivo. É uma técnica de canalização, uma forma de espiritismo, na qual uma suposta energia é transmitida de quem aplica para quem recebe.

 

A Igreja já havia falado sobre isso

 

A AIE não inventou essa advertência. Ela se apoia num documento de 2009, publicado pela Comissão para a Doutrina da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, que declarou o Reiki incompatível com a fé cristã.

 

O texto é claro: a confiança depositada nessa suposta transmissão de força vital não pode ser admitida por um católico. Não porque a Igreja despreze o alívio da dor. Mas porque existe uma diferença entre aliviar o corpo e entregar a alma a uma força que ninguém consegue nomear nem controlar.

 

A associação de exorcistas fez questão de dizer que fala “com o máximo respeito” por quem sofre e se agarra a essa técnica com esperança. O problema não é a dor do doente. O problema é a porta que se abre quando essa dor é tratada com espiritismo disfarçado de terapia.

 

Um testemunho que ninguém quer ouvir, mas todos deveriam conhecer

 

Junto ao comunicado, a AIE publicou o relato anônimo de uma pessoa iniciada no Reiki através das artes marciais.

 

Numa cerimônia de iniciação, o mestre soprou sobre seus “chakras”. A partir dali começaram a insônia, as presenças inquietantes, as vozes, o choro incontrolável. “O Reiki me era apresentado como algo positivo, um instrumento para estar bem consigo mesmo e fazer o bem aos outros”, relata.

 

A virada aconteceu de um jeito que só a graça de Deus explica. Ao passar diante de uma igreja, essa pessoa sentiu uma força que a empurrava para dentro. Um padre a convidou a ficar para a Missa. Durante a liturgia da Palavra, teve a impressão nítida de que a Sagrada Escritura falava diretamente com ela.

 

Dali em diante veio a conversão. A oração retomada, os sacramentos frequentados. E, à medida que a fé voltava a ocupar o centro da vida, os transtornos foram desaparecendo.

 

“Para mim, o Reiki representou um engano que me afastou de Deus e da Igreja, provocando um profundo sofrimento interior”, conclui o relato.

 

O que fica para quem lê isto

 

Ninguém aqui está julgando o desespero de um doente terminal. A dor é real, e o desejo de alívio é legítimo diante de Deus.

 

Mas há uma diferença enorme entre pedir a cura a Nosso Senhor Jesus Cristo, através da oração, dos sacramentos e da intercessão dos santos, e entregar o próprio corpo a técnicas que se apresentam como neutras, mas carregam um nome espiritual que ninguém consegue explicar racionalmente.

 

Se um familiar seu estiver internado e alguém oferecer Reiki como terapia complementar, recuse com clareza e caridade. Peça, em vez disso, uma Missa. Peça a unção dos enfermos. Peça o terço.

 

A Igreja não abandona quem sofre. Ela oferece o único remédio que nunca engana: a graça.

 

Que Nossa Senhora, Saúde dos Enfermos, cubra com seu manto todo aquele que hoje está numa cama de hospital, e que São Miguel Arcanjo, protetor da Igreja contra as ciladas do maligno, afaste de cada doente qualquer engano disfarçado de cura.

 

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