A incrível história extraída do Epistolário Secreto do Padre Pio e a lição espiritual para vencer as acusações do Inimigo na sua mente.

Em 1912, o jovem Padre Pio de Pietrelcina enfrentava um dos períodos mais densos de combate espiritual de sua vida. Isolado e sofrendo dores físicas misteriosas, sua principal fonte de orientação e consolo na terra era a correspondência que mantinha com seu diretor espiritual, o Padre Agostino.
O Inimigo sabia que, para abalar a fé de Padre Pio, precisava destruir a ponte de confiança e obediência que o ligava ao seu orientador.
Foi então que o demônio utilizou uma das armadilhas mais astutas registradas na história dos santos: a falsificação.
O Envelope Sem Palavras e a Revelação da Fraude
Certo dia, o correio entregou ao Padre Pio um envelope vindo de seu diretor. No entanto, ao abrir a carta, o capuchinho teve uma surpresa perturbadora: as páginas estavam completamente em branco, sem uma única gota de tinta.
Percebendo que havia algo de sobrenatural e maligno naquela situação, Padre Pio pegou a água-benta e aspergiu sobre o papel. Imediatamente, diante de seus olhos, a tinta começou a emergir. Porém, o que estava escrito era estarrecedor.
A carta continha palavras duras, cheias de desprezo, acusações de que o Padre Pio era um “iludido” e ordens para que ele abandonasse a vida de oração e as mortificações. A caligrafia e a assinatura eram idênticas às do Padre Agostino.
A Carta do Epistolário Secreto
Em vez de ceder ao desespero, o Padre Pio recorreu à oração e ao seu Anjo da Guarda para discernir a verdade. No Epistolario I (na célebre carta datada de 5 de novembro de 1912), o próprio santo relata ao seu diretor o que de fato havia acontecido:
“O ‘barrabás’ [nome com que Padre Pio costumava se referir ao demônio] tentou me enganar novamente. Chegou a falsificar a sua caligrafia para me fazer crer que o senhor tinha me abandonado e ridicularizado minhas dores. Mas a oração e a ajuda do meu Anjo da Guarda me fizeram ver a fraude antes que a dúvida entrasse no meu coração.”
As “Cartas Falsas” que o Inimigo Entrega na Sua Mente
Este fato histórico da vida de São Padre Pio nos deixa uma lição espiritual valiosíssima para os dias de hoje.
Quantas vezes o diabo não tenta entregar “cartas falsificadas” no seu coração e na sua mente?
- Quando ele sopra na sua cabeça que Deus se esqueceu de você…
- Quando ele faz você acreditar que suas orações são inúteis e não são ouvidas…
- Quando ele coloca pensamentos de que as pessoas que amam você na verdade o rejeitam…
Todas essas sugestões são fraudes das trevas, disfarçadas com a nossa própria voz interna, projetadas para nos afastar dos Sacramentos e da confiança na Misericórdia Divina.
Como Vencer a Fraude Espiritual
O conselho deixado pelo Padre Pio para esses momentos de desânimo é límpido: não dialogue com a tentação e não aceite as acusações do Inimigo.
Frente às dúvidas e acusações que surgirem na sua mente, recorra imediatamente à água-benta da oração, peça o auxílio do seu Santo Anjo da Guarda e firme seus passos na certeza de que Deus jamais abandona uma alma que nEle confia.
São Padre Pio de Pietrelcina, rogai por nós!
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Fontes
Epistolario I: I corrispettivi con i direttori spirituali (1910-1922) — Carta de 5 de novembro de 1912.
Edizioni Padre Pio da Pietrelcina, San Giovanni Rotondo.




