Quando o amor de Deus feriu para sempre o coração do Santo Padre Pio.

Padre Pio ferido no coração
Para unir-se mais perfeitamente à Paixão de Jesus Cristo, Padre Pio passou por duas experiências místicas, a transverberação e a impressão dos estigmas.
A primeira dessas experiências ocorreu no pequeno convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, e se prolongou da noite de 5 de agosto de 1918 até a manhã do dia 7.
A transverberação abrangeu, portanto, toda a festa da Transfiguração do Senhor, celebrada em 6 de agosto.
Padre Pio, um jovem frade capuchinho que ainda não havia se tornado famoso mundialmente, ouvia confissões dos jovens.
No entanto, naquela noite, algo extraordinário aconteceria. Sem aviso, diante de seus olhos, apareceu uma figura celestial que Padre Pio não soube descrever muito bem se era um anjo ou o próprio Jesus.
Padre Pio descreveu ao seu diretor espiritual com simplicidade o que ocorreu. Em carta do dia 21 de agosto ao Padre Benedetto de San Marco in Lamis, relatou:
““Por obediência, sou levado a revelar-vos o que me aconteceu desde a noite do dia 5 até ao final do dia 6 deste mês (…)
Estava a ouvir a confissão dos nossos filhos na noite do dia 5, quando, subitamente, fui tomado por um terror extremo ao ver uma figura celestial que apareceu diante dos meus olhos. Segurava na mão uma espécie de ferramenta, semelhante a uma longa chapa de ferro, com uma ponta muito afiada que parecia cuspir fogo.
Ver tudo isto e observar a referida figura arremessar a ferramenta com toda a violência contra a minha alma foi uma só coisa. Mal consegui emitir um gemido, senti como se estivesse a morrer. (…) Este martírio durou, sem interrupção, até à manhã do dia 7. O que sofri durante este período tão doloroso, não posso dizer.”
Diante da dor causada por causa desta “ferida”, Padre Pio dispensou o penitente que estava com ele no confessionário, alegando não ter mais forças para continuar.
O que é a transverberação?
O fenômeno que atingiu Padre Pio é chamado, na linguagem mística, de transverberação.
Segundo o Padre Royo Marin, grande teólogo espanhol, no seu livro “Teologia da Perfeição Cristã”, esse fenômeno é uma ferida de amor infligida no coração da alma por um serafim ou pelo próprio Jesus, geralmente com um dardo divino de fogo.
Esta ferida produz um incêndio espiritual, que consome tudo dentro da alma, menos a sede de Deus.
Por ser uma experiência que acontece na alma, não no corpo, não deixa marcas visíveis, mas no Padre Pio teve efeitos corporais [dores físicas] como ele mesmo descreveu.
Trata-se de uma graça rara, mas que também é vivenciada por outros santos como São Francisco de Assis e Santa Teresa de Jesus.
Porém, ainda existem dúvidas acerca de quem perfurou o coração do Santo Padre Pio. Teria sido um Serafim? São Miguel Arcanjo? Outro anjo? Ou o próprio Jesus?
Independentemente de quem tenha perfurado o coração do nosso santo, é sempre o Amor divino que age para purificar e elevar a alma.
O sentido espiritual da transverberação
A transverberação é, portanto, a intervenção direta de Deus na alma: Ele fere para curar, queima para purificar e causa dor para aumentar o amor.
O amor de Deus que feriu a alma do Padre Pio tornou-se visível a muitos através do seu apostolado: curas, milagres, confissões, conselhos.
Ao contemplarmos a transverberação de Padre Pio, somos lembrados de que as feridas que carregamos, quando unidas às de Jesus Cristo e de Seus santos, deixam de ser meros fardos e tornam-se escadas para o Céu.
Você também tem uma dor que parece não ter nome? Uma ferida que a alma guarda em silêncio? Padre Pio entende isso melhor do que ninguém e ele quer ser seu amigo e intercessor diante de Deus.
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Padre Pio conhece o peso do sofrimento e deseja estar ao seu lado, assim como esteve com tantos que o procuraram.




