Onde o sagrado vira entretenimento e o padre se torna animador de auditório.

O sol bate forte no asfalto. O barulho de um motor pesado corta o silêncio que deveria ser de oração.
No alto de um caminhão-pipa, um homem de camiseta segura uma mangueira de alta pressão, rindo, como se estivesse em um bloco de carnaval.
Ele mira o jato nos fiéis lá embaixo. As pessoas levantam as mãos, gritam, empurram-se para receber o impacto da água.
O que deveria ser um sacramental vira um banho coletivo, uma cena que agride os olhos de quem ainda guarda o temor de Deus.
Será que Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu Seus mistérios para serem tratados como diversão de rua? Ou será que estamos diante de um plano arquitetado para esvaziar a Igreja de toda a sua sacralidade?
O veneno da dessacralização
Olhar para a imagem do “banho de bênção” em Passa e Fica (RN) é ver o triunfo do mundano dentro do que deveria ser santo. A água benta existe para expulsar o demônio, para proteger a alma e preparar o corpo para a oração.
Quando um padre utiliza um caminhão-pipa para “jorrar” bênçãos, ele não está glorificando a Deus. Ele está cumprindo um desígnio das trevas: transformar o mistério em palhaçada. A água que deveria purificar torna-se instrumento de deboche.
Quem perde a noção do sagrado, perde o rumo do Céu. Se tudo é festa, se tudo é brincadeira, então nada é realmente santo. O próximo passo é o vazio espiritual total.
O drama da senhora que buscava Deus
Dona Maria caminhou quilômetros na “Caminhada da Luz”. Ela levava no peito uma angústia real, um peso que só a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo poderia aliviar. Ela queria um encontro com o divino, um momento de silêncio e contrição.
Ao chegar, deparou-se com o caminhão. Viu o padre rindo com a mangueira na mão. Em vez de um sinal da cruz respeitoso, recebeu um jato violento que a deixou encharcada e humilhada.
Ela voltou para casa com as roupas molhadas, mas com a alma seca. O entretenimento religioso não cura feridas; ele apenas anestesia a consciência por alguns minutos. Dona Maria precisava de um pastor que lhe desse sustento espiritual, mas encontrou um animador de eventos.
Água benta ou água do mundo?
O demônio não precisa fechar as igrejas se ele conseguir convencer os padres a tratarem o que é santo como se fosse lixo. Ele ri quando vê o povo de Deus sendo tratado como plateia de um show de variedades.
A dessacralização é um câncer que corrói a fé por dentro. Quando o altar não é mais respeitado e os sacramentais viram folclore, a porta para o pecado fica escancarada. É preciso recuperar a gravidade e o respeito diante das coisas de Deus.
A verdadeira bênção requer um coração arrependido, não uma mangueira de incêndio. Alguém deve avisar aos fiéis que a salvação é um assunto sério demais para ser tratado com gargalhadas em cima de um caminhão.
Hoje, não fique só na curiosidade. Dê um passo. Olhe para a sua vida e decida se você quer a fé dos santos ou a religião do espetáculo.
Santíssima Virgem, dai-nos luz para enxergar o sagrado e força para defendê-lo contra toda profanação.




