Sete especialistas em engenharia sísmica escreveram ao Presidente e ao primeiro-ministro de Portugal. Não é alarmismo. É um aviso que o país já ouviu antes, e que a fé sempre soube como responder.

Uma carta chegou ao Palácio de Belém e a São Bento nesta semana. Não veio de um profeta nem de um vidente. Veio de sete professores universitários, especialistas em Engenharia Sísmica e Ciências da Terra, de instituições como o Instituto Superior Técnico e a Universidade de Lisboa.
O pedido é simples e grave ao mesmo tempo. Uma audiência urgente com o Presidente da República e o primeiro-ministro, para apresentar o que a ciência já sabe há décadas sobre o risco de um grande terremoto em Portugal.
Um alerta que nasceu de uma tragédia alheia
Os cientistas recordam o terremoto recente na Venezuela, onde pesquisadores também identificaram, durante anos, prédios vulneráveis e infraestruturas em risco, sem que os alertas se transformassem em medidas de prevenção. A frase que escolheram para descrever aquele país serve como espelho para Portugal. A Venezuela não falhou por falta de conhecimento. Falhou porque o conhecimento nunca virou ação.
A metade sul de Portugal é uma região de elevado risco sísmico. A história recorda isso. A ciência confirma. O país voltará a sofrer terremotos de magnitude semelhante aos de 1531 e 1755, que devastaram Lisboa e a região sul. A única incerteza é quando.
Os números por trás do alerta impressionam. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil estima que um grande terremoto poderia causar danos em trezentas e trinta e quatro mil habitações, apenas na Grande Lisboa, atingindo seiscentas mil pessoas. Escolas, hospitais, quartéis de bombeiros e redes de água e eletricidade estão entre as estruturas apontadas como frágeis.
Não é medo. É responsabilidade
Os próprios especialistas fazem questão de dizer que o objetivo não é alimentar alarmismo, nem apontar culpados do passado. É defender prevenção, enquanto ainda há tempo de reduzir o impacto de um terremoto futuro.
Não existe previsão de data. Ninguém está dizendo que o terremoto vai acontecer amanhã, ou este ano, ou nesta década. O que existe é um risco real, conhecido, documentado, e ignorado por décadas por quem deveria agir.
A terra onde Nossa Senhora apareceu
Esse alerta chega precisamente à terra onde, em 1917, Nossa Senhora apareceu a três pastorinhos em Fátima, e pediu oração, penitência e conversão.
É preciso dizer com honestidade que não existe nenhuma ligação entre esse aviso científico e as revelações de Fátima. Nenhum cientista mencionou a Mensagem. Nenhum documento da Igreja apontou esse risco sísmico como cumprimento de profecia. Seria desonesto afirmar o contrário.
Mas há algo que a fé pode dizer, mesmo sem inventar conexões que não existem. Em Fátima, Nossa Senhora pediu que os homens rezassem o terço todos os dias, que fizessem penitência pelos pecadores, e que oferecessem sacrifícios como reparação.
Não porque Deus precise de sofrimento, mas porque o coração humano, quando se converte, muda o destino das nações.
Um país que se prepara para o risco material de um terremoto faz bem. Um país que também se prepara espiritualmente, através da oração e da conversão, faz ainda melhor. As duas coisas não se excluem. Ciência e fé, aqui, apontam na mesma direção, a da responsabilidade diante do que pode vir.
Portugal já foi arrasado por um terremoto antes, em 1755, e se ergueu. A fé do povo português, marcada por Fátima, sempre soube transformar a tragédia em oração, e a ameaça em conversão.
Nossa Senhora de Fátima, que chorou pelos pecados do mundo e pediu conversão, intercede também por Portugal, para que a prudência humana e a confiança em Deus caminhem juntas diante do que ainda está por vir.
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