Uma história real que revela o que acontece quando uma alma aprende a reconhecer a presença de Deus mesmo no silêncio da solidão.

Um Conselho Inesperado do Padre Pio
Tudo começou de maneira simples, quase comum.
Maria Merla, filha espiritual do Padre Pio, recém-formada como professora de alfabetização, iniciava sua vida profissional quando percebeu que um rapaz demonstrava grande interesse por ela.
Com o tempo, esse interesse se tornou mais claro: ele desejava se casar com Maria.
Diante de uma decisão tão importante, ela buscou orientação do Santo Padre Pio, que era seu diretor espiritual.
Após ouvi-la atentamente, o santo permaneceu em silêncio por alguns instantes, como era seu costume diante de questões profundas.
Em seguida, respondeu de forma direta e inesperada:
— Maria, você não deve se casar. O matrimônio não foi feito para ti.
Era um conselho claro. No entanto, Maria não conseguiu aceitá-lo de imediato.
A resistência de uma jovem obstinada
Apesar da firmeza do Padre Pio, Maria continuava presa ao desejo de se casar com ele.
Ela sabia que Padre Pio tinha dons extraordinários como o dom de profecia e que, provavelmente, tinha vislumbrado o futuro caso ela se casasse.
Mesmo assim, sempre que voltava ao confessionário, insistia no assunto com o Padre Pio.
Contudo, a reação do santo era sempre a mesma: ele simplesmente virava o rosto, recusando-se a alimentar aquela dúvida.
Não se tratava de dureza, de falta de sensibilidade com os sentimentos de Maria, mas de uma certeza sobrenatural. Padre Pio sabia exatamente o que havia aconselhado.
E se você, como Maria, busca luzes para discernir algum problema ou desafio que enfrenta, peça um Conselho ao Padre Pio.
Pedindo Graças para Obedecer
Certa tarde, Maria Merla foi ao convento dos capuchinhos para participar da Missa que seria celebrada pelo Padre Pio. Tratava-se de algo extraordinário, pois ele normalmente celebrava as 5 horas da manhã.
No momento da consagração, estando Padre Pio com a hóstia nas mãos, Maria fez essa oração:
“Senhor, se aquele jovem não é feito para mim, tira-o da minha mente, tira-o do meu coração.”
Logo depois, ao voltar para casa, ela percebeu algo surpreendente: o sentimento começava a desaparecer. Pouco a pouco, a inquietação deu lugar à paz. A lembrança do rapaz já não a dominava, nem a entristecia.
Era como se, finalmente, seu coração tivesse sido libertado da angústia e se confortado na obediência.
A solidão que parecia não ter fim
Algum tempo depois, porém, Maria Merla assumiu um novo cargo como professora em Motta Montecorvino, na província de Foggia.
Longe de casa, dos parentes e do Padre Pio, embora totalmente dedicada ao ensino, ela começou a sentir novamente aquela solidão.
Dessa vez, porém, era diferente. Maria não sentia mais a ausência de um amor específico, o desejo de casar-se e constituir família, mas a sensação de não ter ninguém a quem recorrer.
Assim, quando teve uma oportunidade, voltou a San Giovanni Rotondo e abriu seu coração novamente com o Padre Pio:
— Padre, eu não tenho ninguém, me sinto sozinha, não quero estar sozinha… estou sozinha!
Mas a resposta do Padre Pio mudaria sua vida para sempre.
A resposta que transformou uma vida inteira
Diante desse desabafo, o Padre Pio respondeu com uma pergunta:
— Você crê que Deus existe?
E, sem dar tempo para outra resposta, acrescentou algo que marcaria Maria para sempre:
— E eu, o que estou fazendo?
Essas palavras, aparentemente simples, continham uma verdade profunda.
Maria não estava sozinha. Nunca esteve. Como ensina o Catecismo, Deus está sempre ao nosso lado, protegendo-nos, guardando-nos, guiando-nos.
Como diz a Sagrada Escritura: “Ainda que o meu pai e a minha mãe me abandonem, o Senhor cuidará de mim” (Sl 26, 10).
Além disso, ela lembrou-se da promessa do Padre Pio de estar sempre ao lado de seus filhos espirituais.
Depois dessa confissão, Maria Merla não sentiu mais necessidade de constituir uma família.
Em vez disso, dedicou-se inteiramente à sua missão como educadora, servindo jovens e crianças com generosidade encontrando uma alegria profunda e duradoura.
Ajudando tantas famílias, ela percebia que sua vida tinha um propósito maior e que sua vocação era, de fato, aquela que o Padre Pio havia indicado desde o início.
Mesmo após a morte do santo, sua presença permanecia viva. Maria sentia como se ainda ouvisse aquela mesma pergunta: “E eu, o que estou fazendo?”
Você também não está sozinho
Essa história não é apenas sobre Maria Merla.
Na verdade, ela revela algo que muitos esquecem: a solidão nem sempre significa ausência. Às vezes, significa apenas que ainda não reconhecemos quem está ao nosso lado.
Deus continua presente, cuidando de cada um de seus filhos, além disso, temos os santos ao nosso lado, Padre Pio está ao nosso lado.
Pois como lembrou o Papa Bento XVI na homilia no dia 24 de abril de 2005:
“Quem crê, nunca está sozinho nem na vida nem na morte. […] Não estou sozinho. Não devo levar sozinho o que, na verdade, nunca poderia levar sozinho. A multidão dos santos de Deus me protege, me sustenta e me carrega.”
Por isso, não enfrente a solidão sozinho, pois você está rodeado por Deus e pelos seus santos, especialmente por São Pio de Pietrelcina.
E se precisar tomar alguma decisão importante, clique aqui agora e peça um conselho ao Padre Pio.
Busque a Deus, abra o coração e permita-se escutar Ele lhe fazendo a mesma pergunta que Padre Pio fez a Maria Merla: “E eu, o que estou fazendo?”




