Uma escultura monumental chega a Praça da Matriz de Alto Araguaia e reencontra a história de um povo

Na manhã de quarta-feira, 13 de maio, quem passava pela Praça da Matriz em Alto Araguaia (MT) se deparou com uma cena incomum.
Um guindaste içava uma escultura monumental de hábito escuro sobre um caminhão de plataforma.
Era a chegada da imagem de Santa Rita de Cássia – a santa que, antes de a cidade se chamar Alto Araguaia, já emprestava seu nome a ela.
O município que hoje conhecemos já foi chamado de Santa Rita do Araguaya, em devoção à santa e ao Rio Araguaia que margeia sua sede e dividia Mato Grosso de Goiás.
Em 1921, foi criado oficialmente o município. Em 1938, veio o nome Alto Araguaia – mas a devoção à santa nunca foi embora.
A instalação da imagem na praça central fecha um ciclo.
Devolve ao coração da cidade a presença daquela que esteve na origem do seu nome, da sua fé e da sua identidade.
Santa Rita de Cássia viveu entre 1381 e 1457, na Itália.
Casou-se por obediência aos pais, perdeu o marido e os filhos, e só então realizou o sonho de vida religiosa no convento agostiniano.
Foi canonizada em 1900 e ficou conhecida como a “Santa dos Impossíveis” – invocada em causas sem saída, em sofrimentos que parecem não ter resposta.
Seu dia é celebrado em 22 de maio, data que, em cidades com forte devoção, costuma reunir fiéis em procissões, missas e festas populares.
A expectativa é que a escultura se torne não só um ponto de devoção, mas um novo símbolo da cidade para moradores e visitantes.
Para Alto Araguaia, não é só uma estatueta nova na praça.
É a santa que nunca deveria ter saído.
Assista aqui o seriado sobre Santa Rita de Cássia e descubra como ela pode te ajudar: https://www.youtube.com/watch?v=0AaI6XL215s&list=PLFlB4tT5xHlGEMzbetN3mfcaWtRKvNW0l




