Conheça os detalhes das terríveis perseguições diabólicas sofridas pelo jesuíta em sua cela em São Leopoldo, onde, assim como o Padre Pio, ele enfrentava agressões físicas e tentações para abandonar sua missão.

A vida de um místico da envergadura do Padre João Batista Reus nunca é feita apenas de consolações celestiais e êxtases de luz.
Para cada passo que ele dava em direção ao Coração de Jesus, o “inimigo da natureza humana” – como Santo Inácio de Loyola chamava o demônio – tentava retê-lo com violência.
Em São Leopoldo, as paredes do Colégio Conceição e da sua modesta cela foram testemunhas de batalhas espirituais e físicas que lembram os relatos mais intensos da vida de Santo Antão e do Padre Pio de Pietrelcina.
Agressões Físicas no Silêncio da Noite
Padre Reus não sofria apenas tentações mentais; ele era alvo de ataques físicos diretos.
Em seus escritos, ele relata episódios em que era jogado para fora da cama por mãos invisíveis ou sentia golpes brutais no corpo enquanto tentava repousar.
Muitas vezes, seus irmãos jesuítas ouviam barulhos estranhos vindos de seu quarto – estrondos, sons de móveis sendo arrastados e gritos sufocados.
Quando o questionavam no dia seguinte, o Padre Reus, com uma humildade heróica, tentava desconversar, mas as marcas de cansaço e, por vezes, hematomas em seu rosto e braços, denunciavam o combate noturno. Ele chamava essas investidas de “as carícias do inimigo”, minimizando o próprio sofrimento.
O “Cão Raivoso” e as Tentações contra a Fé
O objetivo do demônio era claro: tirar a paz do Padre Reus e fazê-lo duvidar da validade de suas visões e de sua vocação. As tentações eram cirúrgicas:
- A Tantação do Desespero: O inimigo tentava convencê-lo de que seus sacrifícios eram inúteis e que ele estava enganando a si mesmo e aos fiéis.
- O Ódio à Eucaristia: Nos dias de grandes festas litúrgicas ou quando se previa uma conversão importante no confessionário, os ataques se intensificavam. O demônio rugia de ódio contra a pureza com que o Padre Reus tratava a Sagrada Hóstia.
A Estratégia da Humildade e a Proteção de Maria
Como o Padre Reus vencia esses combates? Ele não confiava em suas próprias forças. Sua estratégia era a humildade absoluta.
Ele sabia que o demônio, sendo o rei do orgulho, não suporta ser desprezado por uma alma que se reconhece como “nada”.
Sempre que os ataques começavam, ele recorria imediatamente à Santíssima Virgem. Ele relatava que a simples invocação do nome de Maria ou o sinal da cruz feito com água benta eram suficientes para fazer as trevas recuarem, embora o inimigo sempre prometesse voltar.
Essas lutas, em vez de enfraquecê-lo, purificavam sua alma para as grandes graças que ele receberia durante a Missa no dia seguinte.
Por que Deus permitia tal sofrimento?
Para o Padre Reus, a resposta era simples: reparação.
Ele compreendia que, ao aceitar esses ataques sem reclamar, ele estava “pagando” pelas ofensas cometidas contra Deus por aqueles que se entregavam ao pecado.
Ele se tornava um para-raios da justiça divina, protegendo as almas dos pecadores ao atrair para si a fúria do inferno.




