O Sinal da Mão Queimada em Foligno

Como a alma de uma religiosa deixou um testemunho que permanece, lembrando da necessidade de rezar pelos falecidos.

Ao longo da história da Igreja, Deus permitiu que algumas almas do Purgatório se manifestassem aos vivos para pedir orações ou recordar aos fiéis a realidade dessa etapa de purificação.

Esses acontecimentos são relatos preservados pela tradição espiritual católica e transmitidos por testemunhas dignas de crédito.

Em muitos casos, deixaram sinais tão impressionantes que se tornaram um poderoso lembrete da necessidade que as almas que aguardam a visão de Deus tem das nossas orações.

A Morte Repentina da Irmã Teresa Gesta

Em 1859, na cidade de Foligno, próximo a Assis, na Itália, deu-se uma daquelas terríveis provas pelas quais as almas do Purgatório, por permissão divina, atestam a realidade de seu fogo.

No convento das Terciárias Franciscanas de Foligno havia uma irmã chamada Teresa Gesta que, durante muitos anos, foi uma dedicada mestra das noviças e, ao mesmo tempo, responsável pela sacristia da comunidade.

No convento, todos a consideravam um modelo de fervor e caridade, inclusive seu diretor espiritual.

No dia 4 de novembro de 1859, Irmã Teresa Gesta, morre vítima de uma apoplexia fulminante (atualmente conhecida como AVC).

— Não precisamos ficar surpresos se Deus a glorificar por algum prodígio após sua morte, disse seu diretor.

A Primeira Aparição e o Sinal na Porta

Doze dias após seu falecimento, em 16 de novembro, a Irmã Anna Felícia, que a sucedeu no cargo de sacristã, subia à sacristia quando foi surpreendida por um gemido angustiante.

Com certo receio, apressou-se em abrir a porta, mas não havia ninguém.

— Jesus! Maria! Que é isto? — exclamou, assustada.

Mal havia terminado a frase e ouviu uma voz lastimosa:

— Ai, meu Deus! Meu Deus! Quanto sofro!

Imediatamente, a Irmã Anna reconheceu a voz da finada Irmã Teresa.

No mesmo instante, uma fumaça espessa e sufocante invadiu o ambiente, e o vulto da falecida surgiu junto à porta.

Ao tocar a madeira com a mão direita, declarou:

— Aqui fica a prova da misericórdia de Deus.

Dizendo essas palavras, ela bateu no painel superior da porta e deixou ali a marca de sua mão direita, queimada na madeira como se fosse um ferro em brasa. Então, a aparição se desvaneceu.

Essa marca não era apenas um sinal extraordinário. Era um pedido, um apelo que chegava às irmãs do convento e também até você.

Muitas almas ainda esperam o auxílio das nossas orações, não podemos permanecer indiferentes. Clique aqui e una-se à Liga de Resgate das Almas do Purgatório.

Em pânico, a Irmã Anna Felícia gritou por socorro.

Da Dor à Glória

A comunidade acorreu ao local, se comprimindo ao redor dela. Todas estavam surpresas pela presença de um forte odor de madeira queimada.

Pouco depois, Irmã Anna Felicia contou o que havia acontecido e mostrou-lhes a terrível impressão fixada à porta.

Ela foi imediatamente reconhecida por todas como sendo da Irmã Teresa, que era conhecida pelas mãos pequenas e delicadas.

Comovidas, as irmãs dirigiram-se ao coro para orar pela alma da querida mestra.

Passaram a noite em oração e penitência, oferecendo sufrágios por ela. No dia seguinte, ofereceram a Santa Comunhão em sua intenção.

A notícia se espalhou fora dos muros do convento e muitas comunidades da cidade uniram as suas orações às das terciárias franciscanas.

Dois dias depois, em 18 de novembro, Irmã Anna Felicia, indo à noite para sua cela, ouviu ser chamada pelo nome outra vez e reconheceu imediatamente a voz da Irmã Teresa.

Voltando para onde vinha a voz, viu novamente a Irmã Teresa, agora radiante de glória, envolta em beleza celestial. Com uma voz suave, a alma liberta disse:

— Morri numa sexta-feira, dia da Paixão, e eis que, numa outra sexta-feira, entro na glória eterna! Sede fortes e corajosas na luta, firmes em carregar a cruz!

Em seguida, acrescentou afetuosamente:

— Adeus, adeus, adeus!

E, dizendo isso, ela se transfigurou e, como uma nuvem clara, branca e deslumbrante, elevou-se em direção ao Céu e desapareceu.

Aquilo que antes era dor tornou-se glória. E essa passagem não aconteceu sem ajuda: houve oração, sacrifício, caridade.

Também hoje, muitas almas aguardam esse mesmo auxílio. Se você deseja ajudá-las, clique aqui e ingresse na Liga de Resgate das Almas do Purgatório.

A Investigação e o Reconhecimento do Milagre

Uma investigação foi realizada imediatamente a seguir, no dia 23 de novembro do mesmo ano, na presença de um grande número de testemunhas.

Foi aberto o túmulo da Irmã Teresa Gesta e constatou-se que a impressão na porta correspondia exatamente à mão da falecida.

Este acontecimento nos recorda duas verdades da fé católica: a realidade do Purgatório, onde as almas se purificam antes da visão beatífica, e a eficácia das orações e sufrágios pelos fiéis falecidos.

A marca queimada na madeira permaneceu como um sinal palpável de que Deus permite que as almas do Purgatório intercedam junto aos vivos para despertá-los à conversão e à caridade fraterna.

Que a história da Irmã Teresa Gesta nos inspire a rezar com fervor por aqueles que já partiram, confiando que, assim como ela, também eles alcançarão um dia a glória eterna.

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