O Sangue no Altar e o Grito das Almas

O jesuíta que via o Purgatório e por que o seu silêncio deveria assustar você hoje.

A luz da manhã entrava fria pela janela da paróquia em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O Padre João Batista Reus, um homem de gestos contidos e olhar profundo, aproximava-se do altar para a Santa Missa.

O que os fiéis viam era um sacerdote piedoso; o que ele via, porém, faria qualquer homem moderno tremer.

Ao redor do cálice, ele não enxergava apenas pão e vinho, mas multidões de almas envoltas em chamas, implorando por uma gota do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O silêncio da igreja era cortado por gemidos invisíveis que a maioria de nós desaprende a ouvir.

Você já parou para pensar que, enquanto você toma o seu café, alguém que você amou pode estar gritando por socorro em um fogo que não consome, mas purifica com uma dor insuportável?

O Padre Pio dos Pampas

João Batista Réus não era um místico de gabinete. Nascido na Alemanha e radicado no Rio Grande do Sul, esse jesuíta carregava no corpo o que o mundo tenta esquecer: a Paixão de Cristo.

Assim como o Padre Pio de Pietrelcina, o Padre Reus recebeu os estigmas, as chagas de Nosso Senhor, embora as tenha pedido de forma invisível para não atrair a glória dos homens.

Ele vivia em dois mundos.

Enquanto caminhava pelas ruas de poeira do sul do Brasil, sua alma estava mergulhada em visões do Céu, do Inferno e, constantemente, do Purgatório.

Ele via anjos, mas também sentia o peso esmagador dos pecados que arrastam as pessoas para longe de Deus.

A semelhança com o Padre Pio não era coincidência. Ambos sabiam que a vida cristã sem sacrifício é uma mentira.

O Padre Reus não queria conforto; ele queria salvar almas da perdição eterna.

A eternidade não espera o seu cansaço passar.

O Diário que Revela o Invisível

No segredo de seus cadernos, o Padre Reus anotava o que Nosso Senhor lhe permitia ver.

Ele descrevia as almas do Purgatório não como conceitos teológicos, mas como pessoas em desespero real.

“Vi uma multidão de almas”, escreveu ele certa vez, detalhando como elas se aglomeravam perto do altar durante a Consagração, esperando que um pouco do valor infinito da Missa as libertasse.

Certa noite, em seu quarto austero, com o cheiro de cera gasta e o frio da madrugada, ele foi visitado por uma dessas almas.

O sofrimento era tão intenso que o Padre sentia a dor em sua própria carne.

A alma não pedia teorias, pedia sufrágios. Pedia que alguém se lembrasse de que a justiça de Deus é absoluta.

Nossa Senhora frequentemente aparecia ao Padre Réus para indicar quais almas estavam mais abandonadas.

Ela, a Mãe de Misericórdia, sofria ao ver seus filhos esquecidos por parentes que preferiam gastar dinheiro com flores no túmulo do que com Missas para o altar.

Onde estão os seus mortos agora?

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O Dilema de um Filho Esquecido

Imagine um homem chamado Antônio. Ele foi um “bom homem” pelos padrões do mundo, mas morreu com o coração ainda preso a vaidades e pequenas faltas não confessadas.

No funeral, todos disseram: “Ele já está no céu”. E pararam de rezar por ele.

Antônio foi para o Purgatório.

Lá, o fogo é o mesmo do Inferno, com a única diferença de que há a esperança da saída.

Ele via seus filhos em casa, rindo, vivendo a vida, enquanto ele queimava em sede de Deus. Ele tentava tocá-los, mas era apenas um sopro que eles ignoravam.

Antônio só saiu de lá meses depois, quando uma senhora desconhecida, por caridade, ofereceu um terço pelas almas mais abandonadas.

O Padre Reus via esses “Antônios” aos milhares. Ele sabia que o maior tormento não é o fogo, mas o sentimento de ser esquecido por quem se ama.

A caridade que você nega hoje será a que lhe faltará amanhã. 

A Missa como o Único Refrigério

Para o Padre Réus, a Santa Missa era o momento em que o Purgatório se abria. Ele via as almas se aproximarem do celebrante como mendigos famintos em torno de um banquete.

Uma única gota do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo é capaz de extinguir oceanos de chamas purificadoras.

Ele não celebrava para os bancos, mas para a eternidade. Cada gesto era lento, cada palavra pesada de significado. Ele sabia que, ao elevar a Hóstia, estava oferecendo a chave da prisão para milhares de cativos que dependiam da sua fé.

Se você soubesse o valor de uma única oração feita com o coração, você nunca deixaria passar um dia sem oferecer algo por aqueles que já atravessaram o véu.

O Purgatório é um lugar de espera terrível, mas você tem o poder de abrir o portão.

O tempo de agir é enquanto a luz do dia ainda toca o seu rosto. Inscreva-se na Liga de Resgate das Almas do Purgatório.

O Convite que Salva

Não seja como aqueles que acreditam que o Céu é automático. A santidade exige pureza total, e o que não for purificado aqui, será purificado lá, com juros de dor.

O Padre João Batista Réus deixou sua vida como um testemunho de que não estamos sozinhos e que nossos mortos precisam de nós.

Hoje, você pode ser o herói dessas almas. Você pode ser aquele que tira alguém do fogo e o entrega nos braços da Santíssima Virgem.

Não deixe para amanhã o que uma alma está implorando para que você faça agora.

Dê um passo concreto. Não deixe que o sacrifício do Padre Réus e as visões que ele teve caiam no esquecimento. Tire alguém da dor hoje mesmo.

Senhor, pelas mãos de Nossa Senhora, aceitai minhas pequenas dores e orações para que as almas do Purgatório contemplem hoje a Vossa Face.

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