NATAL — Aos proprietários de estabelecimentos comerciais

Iniciando o mês natalino, vem a propósito a reprodução de uma carta muita antiga, mas de suma importância para os presentes dias.

A missiva é datada de quase 80 anos atrás. Ela foi endereçada por Plinio Corrêa de Oliveira aos comerciantes a fim de incentivá-los a, no mês de dezembro, aproveitar suas vitrines para prestar homenagem — assim como uma manifestação de gratidão — ao Menino-Deus que veio à Terra para salvar o gênero humano.

Sugestão que vale, evidentemente, para todos os pais e mães fazerem o mesmo em seus lares.

São Paulo, 5 de Dezembro de 1940

Prezado Sr.,

Aproximando-se agora as festas de Natal e de Ano Bom, todos os estabelecimentos comerciais da Cidade se aprestam a ampliar seus estoques, suas instalações e aperfeiçoar as exposições em suas vitrines, a fim de atender à imensa quantidade dos compradores que, por ocasião da festa do Menino Deus, querem proporcionar ao ambiente doméstico aquela fartura, aquela alegria e aquela serenidade própria das reuniões familiares felizes.

Entre estas famílias, que contam assim passar aos pés do Salvador algumas horas de tranquila satisfação, está certamente a sua.

Para todos, a vida traz, ao par de alegrias reais, também incontestáveis dissabores.

Não há uma única família que, fazendo junto à arvore de Natal ou ao Presépio a recordação dos fatos ocorridos durante o ano, não tenha a registrar satisfações verdadeiras e tristezas incontestáveis.

E não há uma família que não se lembre de agradecer ao Menino Jesus os favores recebidos e de Lhe pedir a conservação das graças obtidas e a mitigação das dores e dos revezes ocorridos.

Quanta esperança não brilha com luz mais viva, diante da lembrança desse Salvador benigno e misericordioso, vindo ao mundo para redimir os homens!

Quanta lágrima não se suaviza diante da convicção de que um Deus Bom, que governa todos os acontecimentos, sabe tirar o bem do mal e transformar em alegrias terrenas ou eternas os sofrimentos que são inseparáveis de toda a existência humana!

Tudo isto, o Sr. recebe de Deus, ou espera de Deus.

Mas… o que faz o Sr. por Deus?

Aproxima-se o Santo Natal.

Todos se preparam para a grande festa da Catolicidade. Qual o concurso que o Sr. vai dar a essa festa?

Permitirá que seus empregados lhe arranjem vitrines que, aos inúmeros transeuntes, não deem uma única ideia de Deus?

Permitirá que, sob o pretexto de lucros mais fáceis do que lícitos, suas vitrines exibam modelos que constituem um repúdio de todos os princípios que a festa de Natal santifica?

Porque, em lugar de vitrines que nada tem a ver com o Natal, e que traduzem apenas o desejo de vender, não organiza o Sr., além de vitrines que exponham artigos lícitos, também uma vitrine com um belo presépio, ou com qualquer disposição que lembre o Santo Natal?

Porque não prestar em sua própria casa de comércio, que é o campo de sua atividade, o terreno de uma grande luta, o meio de sustento de sua família, uma homenagem a Quem deu aos homens, fazendo-se Homem, uma prova suprema de Seu amor?

Preste a Deus esta homenagem: exclua de suas vitrines todos os objetos ou artigos contrários aos princípios cristãos, e coloque em alguma delas uma bela homenagem ao Menino Deus.

Será, antes de tudo e sobretudo, um preito de adoração a Deus. Mas será também, para si, para sua família, para seus trabalhos, uma benção que frutificará neste mundo, para a eternidade.

Ação Católica Brasileira

Junta Arquidiocesana de São Paulo

Fonte: Abim

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1 Comentarios

  • Tenho dois comércios diferentes e em todos eles coloco a Sagrada Família!!!!!! O nascimento de JESUS é a maior maravilha que pode existir!!!!!!!!! Gratidão ao nosso MARAVILHOSO DEUS, que nos salva e quis caminhar conosco , quis ficar conosco na simplicidade e humildade!!!!!! DEUS seja louvado e glorificado para sempre!!!!!!!!!!!💕🙏😇

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