Fragmentos venerados como partes das sandálias de Jesus Cristo são conservados há séculos na Alemanha. Análises científicas investigaram seus materiais e sua possível origem.

Na Alemanha, uma basílica conserva há mais de 1.200 anos fragmentos que, segundo a tradição, pertenceram às sandálias de Jesus Cristo. A relíquia encontra-se na Basílica de São Salvador, na cidade de Prüm.
A relíquia está no local desde 762, ligada a uma doação do rei Pepino, o Breve, pai de Carlos Magno. Atualmente, encontra-se em um relicário do século XIX, próximo ao altar-mor.
O que os pesquisadores descobriram?
O pesquisador francês Gérard Lucotte estudou a relíquia e apresentou seus resultados em encontros realizados em 2011 e 2013. O trabalho do segundo encontro foi publicado em 2014, no livro Actes II.
As amostras foram examinadas com um microscópio eletrônico, capaz de revelar detalhes que não podem ser vistos a olho nu. Os relatos das pesquisas mencionam fibras de cânhamo e palmeira, além de uma camada de madeira.
Uma das explicações propostas é que os fragmentos tenham sido colocados em uma peça decorada com ouro por volta do século VIII, na época de Carlos Magno. Essa peça serviria para guardar e apresentar as partes veneradas como relíquias.

Isso ajuda a entender por que o conjunto é tão enfeitado. Uma inscrição se refere a “partículas das sandálias do Santíssimo Salvador”, ou seja, pequenos pedaços atribuídos ao calçado de Nosso Senhor.
Lucotte também encontrou minerais que, segundo sua interpretação, poderiam indicar contato com a terra da região de Jerusalém. Para ele, esses vestígios favoreciam a possibilidade de uma origem na Terra Santa.
Em 2015, os responsáveis pelo acompanhamento das pesquisas também anunciaram a presença de pólens, pequenos grãos produzidos pelas plantas, e de vestígios descritos como células do sangue. Naquele momento, esses vestígios ainda estavam sendo estudados.
As análises oferecem pistas sobre a composição e a possível origem dos fragmentos, mas ainda não permitem afirmar que tenham pertencido a Jesus Cristo. Sua veneração permanece ligada à tradição histórica preservada em Prüm.
Levar o conhecimento de Nosso Senhor a mais famílias
A relíquia recorda os caminhos percorridos por Jesus Cristo, que atravessava cidades e aldeias ensinando, curando os enfermos e chamando à conversão.
Levar o conhecimento e o amor de Nosso Senhor a mais famílias é também a missão da Associação Regina Fidei, que conta com o apoio dos Filhos Protegidos do Padre Pio.
Com sua contribuição mensal, os Filhos Protegidos do Padre Pio colaboram para a continuidade do trabalho apostólico da Associação e têm suas intenções lembradas nas Santas Missas celebradas por suas intenções.
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Fontes:
Paróquia Prümer Land e Diocese de Trier: história, conservação e presença da relíquia em Prüm desde 762.
UNEC: apresentações de Gérard Lucotte e publicação dos trabalhos em Actes II.
Comunicados divulgados pela UNEC em 2012 e 2015: hipóteses sobre a montagem das peças e resultados anunciados das análises.





