Uma antiga narrativa dominicana conta como o encontro com uma alma sofredora marcou um religioso e despertou seus confrades para a oração pelos falecidos.

Frei Estanislau Chocosca, religioso dominicano na Polônia, estava rezando o Rosário quando viu uma alma envolta em chamas. Segundo a tradição recolhida pelo padre François Xavier Schouppe, ela lhe pedia auxílio para aliviar os sofrimentos do purgatório.
O frade ouviu a súplica e perguntou se aquele fogo causava mais dor do que o fogo conhecido na Terra.
A resposta foi surpreendente: comparadas àquele sofrimento, as chamas terrenas seriam como uma brisa refrescante.
Estanislau pediu então que, se Deus permitisse, pudesse experimentar uma pequena parte daquela dor, para ajudar a alma e compreender melhor sua aflição.
A gota que atingiu sua mão
A alma o advertiu de que ele não suportaria aquele sofrimento em sua intensidade. Entretanto, poderia senti-lo em pequena medida.
O religioso estendeu a mão. Sobre ela caiu uma gota de líquido semelhante a suor.
A dor foi tão intensa que Frei Estanislau gritou e caiu desacordado.
Seus confrades correram para socorrê-lo. Quando recuperou os sentidos, contou o que havia acontecido e os exortou a evitar o pecado e a fazer penitência.
Segundo a narrativa, a ferida continuou dolorosa durante o ano que ainda viveu, e sua experiência despertou maior fervor nos conventos da região.
A oração pode socorrer essas almas
A narrativa chama a atenção para o sofrimento daqueles que ainda aguardam a plena união com Deus.
As almas do purgatório já têm assegurada a salvação eterna, mas precisam passar pela purificação necessária para entrar no Céu. A Igreja ensina que podem ser auxiliadas pelas orações dos fiéis, especialmente pelo Santo Sacrifício da Missa.
Por isso, a lembrança dos falecidos pode se transformar em uma intenção na Santa Missa, um Rosário ou uma oração cotidiana. Pais, avós, familiares e amigos que partiram continuam sendo destinatários dessa caridade.
É para incentivar essa oração perseverante que a Associação Regina Fidei mantém a Liga de Resgate das Almas do Purgatório.
Por meio de uma contribuição mensal, os participantes ajudam a sustentar esse apostolado e as Santas Missas oferecidas pelas almas recomendadas à Liga.
A compaixão despertada por uma história como a de Frei Estanislau pode dar início a um compromisso duradouro: recordar diante de Deus os falecidos, inclusive aqueles por quem ninguém mais se lembra de rezar.
PARTICIPE DA LIGA DE RESGATE DAS ALMAS DO PURGATÓRIO
Fontes:
Padre François Xavier Schouppe, O Purgatório ilustrado pela vida e pelas narrativas dos santos, parte I, capítulo XV: relato de Frei Estanislau Chocosca, atribuído pelo autor ao historiador Bzovius.
Padre François Xavier Schouppe, mesma obra, parte I, capítulo III: purificação das almas e auxílio pelos sufrágios dos fiéis.





