Ele Tinha Quatro Empresas e Um Futuro Garantido. Deus Pediu Tudo de Volta

A história do jovem empresário espanhol que ouviu o Evangelho do jovem rico em Lourdes, e desta vez a resposta foi diferente

 

O grupo de peregrinos se acomodava diante da gruta. Álvaro Ferraro, de acólito, segurava o livro do Evangelho enquanto o padre se preparava para proclamar o texto do dia. Era mais um serviço entre tantos que já havia prestado. Ele tinha trinta anos, quatro empresas fundadas, uma vida construída à base de trabalho e ambição, e nenhuma razão aparente para esperar que aquele momento fosse diferente de qualquer outro.

 

Então veio a leitura. O jovem rico se aproxima de Jesus e pergunta o que falta para alcançar a vida eterna. Cristo responde: vende tudo o que tens, dá aos pobres, e vem, segue-me. O jovem do Evangelho ouviu aquilo e foi embora triste, porque possuía muitos bens.

 

Álvaro Ferraro não foi embora.

 

Um empresário e o Evangelho que ele já conhecia de cor

 

Ferraro nasceu em Sevilha, cresceu em família católica, estudou em colégio religioso e, como acontece a tantos, se afastou da Igreja ao longo dos anos de faculdade e trabalho. Mudou-se para Madrid em 2013 para estudar administração. Fundou empresas, entre elas uma dedicada a acessórios artesanais para cães. Viajou e trabalhou na Irlanda, na França, em Singapura, na Austrália, na Holanda. Teve namoradas, festas, a vida que qualquer jovem de sucesso teria.

 

Ele já tinha ouvido a passagem do jovem rico antes. Todo católico já ouviu. A diferença é que, daquela vez, em Lourdes, o texto deixou de ser uma história antiga para se tornar uma pergunta pessoal e concreta.

 

Em setembro do ano passado, ele anunciou nas redes sociais o que havia decidido. Em poucos dias eu começo no seminário, escreveu. Vamos viver e ser santos. Numa entrevista concedida pouco depois, resumiu o que sentia com uma frase sem meias palavras: quero ser padre e santo.

 

O que a Igreja chama de discernimento

 

Ferraro está hoje no propedêutico, a primeira etapa da formação sacerdotal, no seminário de Alcalá de Henares. Ele mesmo descreve esse tempo como um noivado. Ainda não sabe se será padre. Sabe que este é o caminho que precisa percorrer para descobrir.

 

Essa honestidade importa. A vocação não nasce pronta. Ela é podada, testada, purificada ano após ano, num processo que a Igreja construiu justamente para proteger o candidato de decisões precipitadas e para proteger o povo de Deus de pastores mal formados. Ferraro sabe disso. Por isso não promete um sacerdócio que ainda não existe. Promete apenas obediência ao chamado que já reconheceu.

 

Ele próprio resume o que esse caminho está custando: preciso me desprender de tudo o que tenho. Não é retórica. É o mesmo pedido que Cristo fez ao jovem rico, aplicado a uma vida real, com empresas reais, com um futuro real que ficou para trás.

 

A pergunta que o jovem rico não respondeu

 

O Evangelho não termina com a conversão do jovem rico. Termina com sua tristeza. Ele ouviu o convite de Cristo, mediu o preço, e escolheu ficar com o que já tinha. É um dos poucos momentos das Escrituras em que alguém se retira da presença de Jesus por vontade própria, sem ser expulso, sem ser corrigido, apenas triste demais para dizer sim.

 

Esse final incomoda porque é comum. A maioria de nós já ficou triste diante de um chamado que exigia mais do que estávamos dispostos a entregar. Não precisa ser um chamado ao sacerdócio. Pode ser um pecado que não largamos, um tempo de oração que não abrimos espaço para ter, um perdão que não damos, uma vida inteira organizada em torno do que é nosso e não do que é de Deus.

 

A história de Ferraro interessa exatamente porque reescreve esse final. Ele ouviu o mesmo convite, sentiu o mesmo peso, e respondeu diferente.

 

O que fica para quem lê isto

 

Ninguém precisa vender uma empresa para levar a sério o que este empresário sevilhano viveu em Lourdes. Mas todo católico tem, guardado em algum canto da vida, algo que Deus está pedindo de volta. Um apego, um hábito, um medo de perder controle sobre o próprio futuro.

 

A pergunta que vale ficar é simples. Se hoje, numa igreja qualquer, alguém lesse para você a passagem do jovem rico, você sairia triste ou responderia?

 

Que Nossa Senhora de Lourdes, que já testemunhou tantas conversões junto àquela gruta, alcance para cada leitor a coragem que faltou ao jovem do Evangelho e que não faltou a Álvaro Ferraro.

 

Acompanhe mais histórias de fé e conversão em breve no Canal Regina Fidei no YouTube. Faça sua inscrição e ative o sininho para ser avisado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inscreva-se grátis

para receber os melhores conteúdos e orações

Últimos Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Inscreva-se grátis

para receber os melhores conteúdos e orações

Últimos Posts

Search

Para mais informações ligue:

Ligação gratuita


Atendimento: segunda a sexta, das 8:00 às 18:00.

A ligação é grátis para todo o Brasil.

INSCRIÇÃO REALIZADA

Se você gosta dos conteúdos da Regina Fidei e deseja manter esta obra na internet, por favor, faça uma doação simbólica.

Acesse esta página 100% segura 

Dependemos unicamente da generosidade de pessoas como você para continuar este trabalho de apostolado.

Sua pequena contribuição, aqui, será um combustível para estimular ainda mais os voluntários, religiosos e colaboradores que se dedicam fielmente a resgatar a Fé Católica.

Obrigado e conte com nossas orações.

Equipe de Conteúdo Apostólico
Associação Regina Fidei