O convite de Padre Pio para abandonar a tristeza do pecado e abraçar a alegria da Páscoa com propósitos renovados.

A Páscoa chega até você e convida a recomeçar diante de Deus.
Quem o afirma é São Pio de Pietrelcina, ainda jovem frade, mas já com a alma inflamada pela graça.
Numa homilia pouco conhecida, pronunciada em Pietrelcina, ele resume o espírito da solenidade com estas palavras exatas:
“Depois da justa e santa tristeza dos dias passados, consagrados à paixão de Jesus Cristo, desponta a alegria desta Páscoa, memória da ressurreição de Cristo, e motiva todos nós, seus seguidores, a ressurgir espiritualmente para a graça.”
Essa tristeza santa, explica ele, ficou nos dias da Paixão. Agora, porém, irrompe a verdadeira alegria.
“Ressuscitou!”, o grito que explode no coração
Padre Pio continua:
“Ressuscitou! Eis o grito de júbilo que a Igreja eleva neste dia de todos os cantos da terra, e todos os povos cristãos, irmanando-se entre si, solenizam de modo especial este santo dia.”
Padre Pio recorda que a ressurreição é um acontecimento absolutamente único na história.
Nenhum outro evento se compara, nem mesmo as maiores maravilhas humanas. E, diante desse mistério, o católico não pode ficar indiferente.
O apóstolo São Paulo já havia recomendado o que é preciso fazer agora, e Padre Pio a repete:
“Assim também nós andemos em novidade de vida: ressurgamos nós também em vida nova, mortificada e santa.” (cf. Rm 6,4).
Portanto, não basta apenas festejar a ressurreição do Senhor: é preciso ressurgir com Cristo, deixando os maus hábitos e buscando uma vida realmente transformada pela graça.
Atenção, católicos: não se distraiam!
Padre Pio, ao explicar o que somos chamados a vivenciar a partir de agora, faz um apelo direto aos seus ouvintes:
“E nós, meus senhores, que tivemos esta graça de ser uma porção desta imensa multidão de povos, festejemos solenemente este dia. E eu, vosso irmão em Jesus Cristo, rogo a todos neste dia que deem ouvidos às exortações e augúrios que vou fazer-vos.”
Ele sabe que o mundo tenta sequestrar o sentido da Páscoa, minando sua força espiritual e reduzindo-a a comemorações vazias e troca de ovos de chocolate.
A Igreja, porém, celebra a Páscoa como o início de uma nova criação: com a ressurreição, Nosso Senhor começa a obra que culminará nos novos céus e na nova terra.
Por isso, não devemos perder de foco o convite de São Paulo:
“Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres” (Cl 3,1-2).
Jesus está entre nós, mas pertence ao Alto. Ele veio para nos elevar aos Céus e recordar que, de lá, viemos e para lá voltaremos.
Por que Jesus morreu? E por que ressuscitou?
Padre Pio responde com clareza desarmante:
“Por que Jesus Cristo se sacrificou até a morte? Para expiar nossas culpas, responde-me a fé. Por que ressuscitou com tamanho estrépito de prodígios? Para testemunhar-nos a obtenção da nossa redenção.
Na morte dele nos recorda que estávamos mortos pelo pecado; na sua ressurreição temos, ao contrário, um perfeitíssimo modelo da nossa ressurreição para a graça.”
Isso toca diretamente a nossa vida espiritual: cada queda não precisa ser o fim. Para o católico, sempre existe a possibilidade de recomeçar na graça de Deus.
Acenda a sua vela de Páscoa como um gesto concreto desse novo começo que você deseja viver.
E aprofunda essa lição prática:
“Assim como Jesus Cristo ressuscitou imortal para a vida da glória, assim, devemos nós também ressurgir imortais para a vida da graça, com firme propósito de nunca mais, para o futuro, sujeitar-nos à morte espiritual da alma.
E verdadeiramente a vida da graça, para a qual ressurgimos, é por sua natureza imortal, assim como imortal por sua natureza é a vida da glória, para a qual Cristo ressuscitou.”
Ressuscitou e Apareceu por Quarenta Dias… Para quê?
Padre Pio destaca um ponto surpreendente: Jesus poderia ter subido ao céu imediatamente após a ressurreição.
Seria justo, afinal Ele já havia sofrido a cruz. No entanto, por quarenta dias, Ele apareceu.
“O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu durante quarenta dias. E para quê? Para estabelecer, como diz São Leão [Magno], com tão excelso mistério, todas as máximas da sua nova fé.
Acreditou portanto, não ter feito o bastante para nossa edificação se, depois de ressuscitado, não tivesse aparecido.
Digo isto para nossa edificação, porque não nos basta ressurgir à imitação de Cristo, se, à sua imitação, não comparecermos ressuscitados, mudados e renovados no espírito.”
Porque a fé precisa ser visível e nossa conversão e mudança de vida, testemunhada a todos que vivem a nosso redor, aparecendo na vida concreta.
Viver em amizade com Deus
Padre Pio conclui com realismo e esperança:
“Este empenho, este esforço de perseverar no bem, por mais que nos possa custar sacrifício, não nos parecerá demasiado longo.
Passarão também para nós estes quarenta dias que faltam para a nossa subida ao céu. Não serão dias, depois, mas serão meses, serão talvez anos: eu vos auguro, ó irmãos, uma vida longa e próspera, cheia de bênçãos celestiais e terrenas.
Mas, finalmente, esta vida terminará! E então felizes nós, se tivermos assegurado a alegria de uma feliz passagem para a eternidade. Então a nossa ressurreição será completa.”
Breve ou longa, a existência só tem sentido se vivida em amizade com Deus.
Agora, com o Tempo Pascal iniciado, uma questão se impõe:
Você realmente ressuscitou com Cristo… ou continua vivendo como antes?
Porque celebrar a Ressurreição sem mudar de vida é ilusão, pois vivencia da Páscoa quando é concreta, nunca nos deixa como antes.
Marque este tempo com um gesto concreto de fé. Clique aqui e acenda a sua vela de Páscoa.




