Bispos europeus protestam contra uso de fundos sociais da União Europeia para financiar o aborto

Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia alerta para desvio de finalidade dos recursos e defende apoio integral às mães em situação de vulnerabilidade.

Uma decisão que merecia aplausos, mas veio com alertas

Era uma quarta-feira como outra qualquer em Bruxelas quando a Comissão Europeia anunciou sua resposta à iniciativa cidadã “Minha Voz, Minha Decisão”.

Essa proposta pretendia criar um fundo para financiar viagens de mulheres que vivem em países com legislação mais restritiva, para que pudessem realizar o aborto em países onde a prática é mais liberal.

No dia 26 de fevereiro, o órgão executivo da União Europeia descartou a criação desse fundo específico. A decisão da Comissão Europeia pareceu uma vitória para os defensores da vida.

Observando isso, a presidência da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) acolheu favoravelmente a decisão, considerando que o Parlamento Europeu já havia respaldado a iniciativa em dezembro do ano passado.

Parecia que a razão havia prevalecido. Mas o que parecia uma página virada logo revelaria um novo e preocupante capítulo.

A surpresa na entrelinha da decisão

No entanto, como numa trama que guarda suas reviravoltas para o final, a Comissão Europeia acrescentou algo que mudaria completamente o cenário.

Em sua resposta, o órgão incluiu uma alternativa: os Estados membros poderiam utilizar dinheiro de outros fundos sociais da União Europeia para “melhorar o acesso igualitário a serviços sanitários legalmente disponíveis e acessíveis, incluindo um aborto seguro”.

Foi como um balde de água fria para aqueles que comemoravam a decisão inicial.

A presidência da Comece não tardou a manifestar sua “séria preocupação”.

Os bispos europeus recordaram a finalidade para a qual existem esses fundos sociais: promover a inclusão social, apoiar o emprego e prevenir que as famílias caíssem na pobreza.

Agora, esse mesmo instrumento de solidariedade corria o risco de ser utilizado para financiar o que os bispos não hesitaram em chamar pelo nome correto: o assassinato de bebês não nascidos.

E é justamente assim que muitas dessas decisões avançam: discretas, quase imperceptíveis, até que seus efeitos já estejam instalados.

Tornar isso visível é uma necessidade urgente.

Se este tipo de denúncia continuar chegando até você, é porque ainda existem iniciativas que não se calam. Clique aqui e ajude a mantê-las vivas.

Uma posição clara e inegociável

A objeção dos bispos europeus, contudo, não se limita a uma questão contábil ou de destinação indevida de verbas públicas.

A presidência da Comece sublinhou algo que raramente aparece nos debates públicos: financiar abortos não constitui um verdadeiro apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Segundo o comunicado dos bispos europeus, a alternativa da Comissão Europeia é uma falsa solução, que elimina o problema em vez de acolher quem sofre.

Diante dessa constatação, os bispos propõem um caminho radicalmente diferente:

“O que as mulheres realmente necessitam é de assistência social, econômica e sanitária eficaz.”

Precisam de condições reais para seguir adiante com sua gravidez sem sofrer consequências sociais ou econômicas negativas.

As mulheres europeias, insistem os bispos, devem ser verdadeiramente ajudadas a acolher a maternidade, não sentir-se obrigadas a abortar devido a pressões econômicas ou sociais.

O risco da desagregação política

Há ainda uma dimensão política que preocupa os bispos católicos europeus.

Utilizar fundos sociais para financiar o aborto, advertem, corre o risco de gerar fricções políticas em vez de reforçar a coesão entre os Estados membros.

Em tempos de desafios comuns – imigração, crises econômicas, guerra –, a União Europeia deveria buscar aquilo que une, não o que divide.

E os bispos estão convencidos de que as políticas que verdadeiramente promovem a dignidade da mulher e fortalecem a coesão europeia são aquelas que reforçam a proteção da maternidade, o apoio à família e a inclusão social.

Com este pronunciamento, os bispos europeus deixaram algo claro: não basta rejeitar um fundo específico para o aborto se, pelas portas dos fundos, se permite financiá-lo com instrumentos criados exatamente para combater a exclusão e sustentar as famílias.

Os recursos financeiros da União Europeia devem servir para proteger a vida, ajudar as mães que enfrentam gravidezes difíceis e fortalecer o tecido social do continente.

Bruxelas quer financiar o aborto sob a aparência enganosa de política sanitária ou de igualdade, mas os bispos da Europa respondem que é preciso proteger os mais frágeis,  sobretudo aqueles que ainda nem nasceram.

Mas essa verdade precisa continuar sendo dita, mesmo quando se torna incômoda.

Se você acredita que esse tipo de denúncia não pode desaparecer, clique aqui e ajude a sustentar esse apostolado da Regina Fidei.

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