Diante do pecado e da perda da fé, a mensagem confiada por Jesus a Santa Faustina é um apelo urgente à conversão

Hoje, 5 de outubro, a Igreja celebra Santa Faustina Kowalska, a apóstola da Divina Misericórdia.
Nascida em 1905, em Głogowiec, na Polônia, Faustina entrou, em 1925, para a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia.
Foi nessa vida humilde e escondida que recebeu de Jesus uma extraordinária missão:
Anunciar ao mundo que Deus é rico em misericórdia, que nenhum pecador deve desesperar de seu perdão e que todos são chamados a voltar para Ele com arrependimento e confiança.
É certamente uma mensagem de esperança, mas também um sério chamado dirigido a uma humanidade que se afasta de Deus.
Deus oferece perdão: mas é preciso acolhê-lo
Não há miséria, queda ou pecado que possa vencer o amor de Deus quando o pecador, verdadeiramente arrependido, volta para Ele.
Por isso, ninguém deve fugir por vergonha de suas faltas ou acreditar que já não pode ser perdoado. É precisamente a quem caiu que Jesus chama a aproximar-se d’Ele, pedir perdão e recomeçar.
Mas esse chamado exige uma resposta.
Confiar na misericórdia não significa acomodar-se ao pecado, mas deixar-se transformar por ela: arrepender-se, mudar de vida e procurar cumprir a vontade de Deus.
E há urgência nesse apelo. Não devemos adiar indefinidamente nossa conversão. O perdão nos é oferecido agora.
É nesse contexto que Jesus adverte:
“Quem não quiser passar pela porta da Minha misericórdia terá que passar pela porta da Minha justiça”.
Uma luz para um mundo que se afasta de Deus
Santa Faustina morreu em 1938, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. O que lhe fora confiado era urgente naquele tempo e continua atual.
Guerras devastam povos. A violência invade os lares. Crianças são privadas de nascer. Famílias se desfazem e a dignidade humana é sacrificada ao prazer e ao poder.
Mais grave é quando o homem deixa de reconhecer o próprio mal. Quando o pecado passa a ser apresentado como liberdade e Deus é afastado da vida e da sociedade, desaparece também o desejo de pedir perdão.
E como receber misericórdia quando já não se reconhece a necessidade dela?
É justamente para essa humanidade ferida que permanece a esperança anunciada por Santa Faustina: não é tarde para voltar para Deus.
Seu apelo combate dois perigos: a presunção de quem pensa não precisar do perdão divino e o desespero de quem acredita já não poder recebê-lo.
“Jesus, eu confio em Vós!”
Jesus pediu a Santa Faustina que mandasse pintar a imagem de Jesus Misericordioso, conforme Ele lhe havia aparecido.
Nela, Cristo é representado com uma das mãos erguida em bênção e a outra junto ao peito, de onde partem dois raios, um vermelho e outro pálido.
Aos pés da imagem estão as palavras que resumem a atitude esperada de cada um de nós: “Jesus, eu confio em Vós!”
Façamos nossas essas palavras. Procuremos Deus na Confissão e rezemos por nossas famílias, pelos pecadores e pela conversão do mundo.
Não deixemos para amanhã a conversão que Deus nos pede hoje.
Santa Faustina, rogai por nós!




