Padre Pio, o São Francisco do século XX

É conhecendo o Fundador dos Franciscanos que você entenderá o Padre Pio, que em toda sua vida procurou ser um filho fiel de São Francisco de Assis.

 

Verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, e do pai e fundador dos franciscanos (São Francisco de Assis), o Santo Padre Pio vivia nesta miserável vida no empenho de seguir a Jesus, mestre insuperável de santidade.

Como prova de que Nosso Senhor aceitava essa busca de perfeição, o Padre Pio foi escolhido para dividir com ele as dores da Paixão, especialmente com o milagre dos estigmas (das cinco chagas de Cristo).

Outra semelhança com o Salvador e com São Francisco, é que em geral, quando realizava uma cura, sarava um corpo, Deus na mesma hora sarava aquela alma.

Então vamos conhecer um pouco mais sobre o modelo no qual o Santo Padre Pio se espelhava.

São Francisco de Assis

Um dos tipos de doentes mais  difíceis de tratar eram os leprosos, pois com a doença a vida do atingido era virada do avesso: um padecimento físico notório, que o tornava asqueroso, ao qual se juntava a exclusão do convívio com o próximo.

O Mestre Seráfico, assim, ordenara aos frades de sua ordem que servissem com especial solicitude aos leprosos. Lembrava a todos os seus filhos espirituais que o amor assim o exigia, de vez que o próprio Jesus Cristo quis ser por nós considerado um leproso.

Em cidade próxima a que morava São Francisco chegara ao hospital dali um leproso tão impaciente, arrogante, cheio de ira, que ao fim de pouco tempo os frades menores passaram a considerar que aquele paciente estava possuído pelo demônio.

O tal leproso aviltava com palavras ferinas e distribuía pancadas muito cruéis em quem se achegava a ele. Não só isso, rematava seu trato destemperado com ultrajes e blasfêmias a Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe, a Virgem Maria. Assim, não resultava estranho que a nenhum preço ou promessa permanecesse ali por muito tempo alguém que o ajudasse.

Ainda que os conselhos evangélicos professados pelos frades os inclinasse mesmo ao serviço dos mais injuriosos e vis, os frades não podiam com reta consciência ouvir repetidamente os ultrajes que o irascível leproso fazia contra Jesus e Nossa Senhora e, ao fim de pouco tempo, estavam abandonando o dito paciente ao mais árido isolamento.

A obediência franciscana

Entretanto, não o faziam sem antes se dirigirem, conforme a Regra da Ordem, a São Francisco, que afinal estava em um convento bem próximo dali. As repetidas deserções ao serviço daquele afamado leproso chamou a atenção do Mestre Seráfico.

O próprio Francisco resolveu procurar o perverso doente naquele hospital e, saudando-o, disse: “Deus te dê a paz, meu irmão caríssimo”.

Respondeu o leproso com azedume: “E que paz posso ter eu de Deus que me tirou a paz e todos os bens e me fez todo podre e asqueroso?”

Ao que São Francisco respondeu: “Filho, tem paciência; porque as enfermidades do corpo nos são dadas por Deus neste mundo para a salvação da alma, pois são de grande mérito quando suportadas em paz”.

Respondeu o enfermo: “E como posso suportar com paciência o tormento contínuo que me aflige de dia e de noite? E não somente me aflige essa enfermidade, mas muito pior fazem os teus frades, que não me servem como devem”.

O leproso estava possuído pelo demônio

Então São Francisco, conhecendo pela divina revelação que aquele leproso estava possuído do espírito mau, se pôs em oração e suplicou devotamente a Deus por ele.

E terminada a oração, voltou-se a ele e disse-lhe: “Filho, quero servir-te eu mesmo, porque não estás contente com os outros”.

“Está bem”, disse o enfermo, “e o que me podes fazer mais do que os outros?”

Respondeu São Francisco: “Farei o que quiseres”.

Disse o leproso: “Então quero que me laves todo o corpo; porque tenho cheiro tão ruim, que nem mesmo eu suporto”.

São Francisco expulsa os demônios de Arezzo

Então São Francisco mandou ferver água com muitas ervas aromáticas. Depois lhe tirou a roupa e o lavou com as próprias mãos, enquanto outro frade o enxaguava. E por divino milagre, onde São Francisco tocava com suas mãos, desaparecia a lepra e a carne ficava perfeitamente curada.

E quando começou a carne a sarar, também começou a alma a sarar. Ante essa maravilhosa cura, o leproso começou a ter grande compunção, arrependimento dos seus pecados e a cair em choro amaríssimo. De modo que, enquanto o corpo se limpava por fora da lepra pela lavagem com água, a alma se limpava por dentro do pecado pela contrição e pelas lágrimas.

E ficando completamente sarado quanto ao corpo e quanto à alma, humildemente reconheceu sua culpa e disse chorando em altas vozes:

“Ai de mim, que sou digno do inferno pelas vilanias e injúrias que fiz e disse aos frades e pela impaciência e pelas blasfêmias que disse contra Deus”.

E perseverou por quinze dias em amargo pranto por seus pecados e em pedir misericórdia a Deus, confessando-se ao padre inteiramente.

E São Francisco, vendo um milagre tão expressivo, o qual Deus tinha operado pelas mãos dele, agradeceu a Ele e partiu, indo daí a terras muito distantes. Por humildade queria fugir de toda a glória humana, e em todas as suas operações só procurava a honra e a glória de Deus, e não a própria.

Pois, como foi do agrado de Deus, o dito leproso, curado do corpo e da alma, após quinze dias de penitência, contraiu enfermidade terminal… Todavia, armado com os sacramentos da Santa Madre Igreja, morreu santamente.

E sua alma, indo ao Paraíso, apareceu nos ares a São Francisco, que estava em uma selva em oração, e disse-lhe:

“Reconheces-me?”

“Quem és?”, disse São Francisco.

E ele disse: “Sou o leproso, o qual Jesus Cristo bendito sarou por teus méritos, e hoje vou à vida eterna, pelo que rendo graças a Deus e a ti.

Bendito sejam tua alma e teu corpo e benditas as tuas palavras e obras: porque por ti muitas almas se salvarão no mundo. E saibas que não há dia no qual os santos anjos e os outros santos não deem graças a Deus pelos santos frutos que tu e a tua Ordem fazeis em diversas partes do mundo: e portanto toma coragem e agradece a Deus e fica com a sua bênção”.

E ditas estas palavras, subiu para o Céu; enquanto que São Francisco ficou muito consolado, rendendo louvores a Cristo Salvador.

(O texto base se encontra em:
https://contoselendasmedievais.blogspot.com/2018/11/como-sao-francisco-miraculosamente.html)


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