Com dois filhos e o marido gravemente doente, Maria recebeu uma visita inesperada que sua família jamais esqueceria.

Os primeiros passos em direção à fé
Paolo Nigro era um professor italiano que vivia com a esposa, Maria, e os dois filhos em Taranto, no sul da Itália. Havia estudado Letras e Filosofia e, durante parte de sua vida, defendia que Deus não existia. Chegara a sustentar essa ideia em um trabalho de conclusão de seus estudos.
Maria tinha uma formação diferente. Órfã, fora criada por religiosas carmelitas, com quem aprendera a fé católica. Mesmo casada com um homem que havia defendido o ateísmo, conservava sua fé.
Em 1946, Paolo começou a se aproximar da fé. Segundo o relato, afirmou ter visto Nossa Senhora de perfil numa visão e procurou o arcebispo de Taranto para contar o ocorrido.
Depois dessa experiência, passou a participar da Santa Missa, embora ainda de maneira irregular.
O tratamento consumiu quase todos os recursos
Na primavera de 1950, Paolo adoeceu de pleurisia seca, uma inflamação da membrana que reveste os pulmões. Seu estado piorou tanto que, segundo Santina, os médicos diziam já não poder ajudá-lo.
Maria acompanhava o sofrimento do marido enquanto cuidava dos dois filhos. A família havia gasto quase todo o dinheiro na compra de penicilina, um medicamento caro naquele tempo.
Mesmo com o tratamento, Paolo continuava muito doente. A febre alta persistia havia duas semanas e, em alguns momentos, ele delirava.
Dois homens enviados por Padre Pio
Num sábado de abril, por volta das dez horas da noite, Otello Risaliti e Carlo Lusardi bateram à porta.
Maria não os conhecia e hesitou em deixá-los entrar. Estava em casa com as crianças e o marido gravemente enfermo.
Eles explicaram que Padre Pio os enviara para rezar o Rosário pelo doente.
Maria ainda não conhecia aquele religioso. Pediu aos visitantes que esperassem e foi conversar com Paolo. Ao saber que desejavam rezar, ele permitiu que entrassem.
Os homens se ajoelharam e começaram o Rosário.
Durante a oração, Paolo ficou inquieto. Pediu à esposa que afastasse um frade encapuzado que ele via ao pé da cama.
Maria atribuiu aquelas palavras à febre. Santina Nigro, filha de Paolo e Maria, era ainda criança naquela época. Anos depois, relataria o episódio, conservando viva a lembrança dos dois homens que rezaram junto ao leito de seu pai.
A ajuda chegou também para os remédios
Antes de partir, os visitantes entregaram dinheiro a Maria. Disseram que Padre Pio o enviara.
Explicaram que parte da quantia serviria para uma viagem a San Giovanni Rotondo, onde o capuchinho desejava encontrar Paolo. O restante era destinado aos medicamentos.
Santina recordaria a impressão de que Padre Pio conhecia a dificuldade pela qual estavam passando.
Na segunda-feira seguinte, Paolo estava muito melhor. A febre havia cedido, e sua recuperação surpreendeu os médicos, conforme o relato.
Na quinta-feira, já tinha condições de viajar. Risaliti e Lusardi voltaram para acompanhá-lo, e os três partiram para San Giovanni Rotondo.
O reconhecimento que o fez chorar
No dia seguinte, Paolo foi levado à sacristia, onde Padre Pio atendia os homens em Confissão.
Quando o capuchinho apareceu, o professor o reconheceu imediatamente. Segundo Santina, era o mesmo frade que seu pai havia visto ao pé da cama durante o Rosário.
Paolo aproximou-se e caiu de joelhos, chorando.
Padre Pio o segurou pelos pulsos, ajudou-o a levantar e lhe disse, numa frase traduzida do dialeto da região:
“Se você chorar, não volto mais à sua casa.”
No dia seguinte, Paolo confessou-se com o capuchinho e foi acolhido como seu filho espiritual.
A mudança continuou depois daquele encontro. Santina contou que seu pai passou a participar diariamente da Santa Missa e a receber a Comunhão. Arrependia-se dos erros do passado e procurava levar outras pessoas a Deus.
Para Maria, que conservara a fé mesmo nos anos em que o marido defendia o ateísmo, a maior alegria não era apenas vê-lo recuperado da doença, mas testemunhar sua transformação espiritual e seu retorno à vida da Igreja.
Uma família espiritual sob a proteção do Padre Pio
Essa confiança na intercessão do santo inspira os Filhos Protegidos do Padre Pio, grupo da Associação Regina Fidei que reúne devotos em oração e promove a divulgação de sua vida e de seus ensinamentos.
Os nomes e as intenções dos participantes são lembrados em duas Missas por semana. As contribuições ajudam o apostolado a alcançar outras famílias e a propagar a devoção ao santo de Pietrelcina.
A participação no grupo é uma forma de cultivar essa devoção, apresentar a Deus as necessidades familiares e colaborar com uma obra dedicada à evangelização.
TORNE-SE UM FILHO PROTEGIDO DO PADRE PIO
Fontes:
Marcellino Iasenzaniro, Edizioni Padre Pio da Pietrelcina, “The Padre: Saint Pio of Pietrelcina — Testimonies”, obra indicada como origem do relato.
Mystics of the Church, “Little known stories of St Padre Pio”, reprodução do testemunho de Santina Nigro.
Kolbe Center, “Kolbe Report 8/6/22”, reprodução do testemunho de Santina Nigro.





