Depois de um acidente que o deixou paralisado, ele conta ter recuperado os movimentos numa peregrinação.

Um acidente que o deixou sem movimentos
Lourival Leonetti Júnior trabalhava numa colheitadeira de arroz quando a máquina apresentou um problema. Ao se levantar para verificar o que acontecia, foi arremessado contra as lâminas.
Segundo o relato de Lourival, o acidente provocou ferimentos no crânio e na coluna. Ele foi levado ao hospital em coma.
Quando despertou do coma, mais de dois anos depois, soube que estava paralisado.
A desesperança depois do coma
Lourival conta que entrou em profunda depressão e chegou a cogitar tirar a própria vida. A gravidade do acidente e a perda dos movimentos o haviam mergulhado em profundo desespero.
Foi nesse sofrimento que ele voltou a recorrer a Deus e a Nossa Senhora. A mudança começou numa conversa com o enteado. Ele o incentivou a rezar e pedir ajuda à Padroeira.
Lourival procurou uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Ali, chorou e tomou uma decisão: iria até o Santuário, mesmo na cadeira de rodas.
Uma cadeira de rodas na estrada
Para a viagem, procurou ajuda para reforçar a cadeira. Levou uma capa de chuva, provisões e um terço.
Em sua história, Lourival descreve uma peregrinação de cerca de nove meses, partindo de Bauru. Pelo caminho, recebeu ajuda de pessoas que conheceram seu sofrimento. Entre elas estava a apresentadora de TV Hebe Camargo, que lhe ofereceu uma cadeira de rodas nova.
Lourival continuou até o Santuário. Ele havia partido ainda sem andar. No caminho, começou a perceber os primeiros sinais de movimento nas pernas. Depois de tanto tempo convivendo com a paralisia, algo estava mudando.
Ao chegar a Aparecida, Lourival conta que conseguiu se levantar e dar alguns passos. Atribuiu aquela recuperação à intercessão de Nossa Senhora, a quem havia recorrido quando o desespero parecia tomar conta de sua vida.
Os passos da chegada foram seguidos por uma recuperação gradual. Lourival conta que, um ano e meio depois, já conseguia andar sozinho.
A partir de então, as romarias passaram a ser uma forma de agradecer.
A queda que mudou tudo outra vez
Em 2018, Lourival sofreu outro acidente. Caiu de uma torre de telefonia de 18 metros de altura.
As consequências foram graves. Perdeu a perna esquerda. Em setembro de 2020, a direita também precisou ser amputada. Ele voltou à cadeira de rodas.
Depois de recuperar os movimentos e voltar a caminhar, precisava enfrentar as consequências de outro acidente. Dessa vez, havia perdido as pernas.
Diante da nova situação, pediu a Nossa Senhora que preservasse os movimentos de seus braços. Sobreviveu à queda, conservou essa mobilidade e continuou suas romarias.
De volta à cadeira de rodas, firme na fé
Depois de recuperar os movimentos, Lourival continuou peregrinando a Aparecida para agradecer. Mas, anos depois, um novo acidente mudou sua vida outra vez.
Enquanto trabalhava numa torre de telefonia, caiu de uma altura de 18 metros. Sobreviveu, mas perdeu uma perna e voltou a usar uma cadeira de rodas.
Mesmo diante dessa nova perda, continuou encontrando motivos para agradecer a Nossa Senhora Aparecida. Em 2019, aos 59 anos, fez novamente o caminho até o Santuário.
A peregrinação tinha um propósito claro: agradecer por estar vivo.
“Eu vou para agradecer pela vida. Foi grave, mas perdi uma perna, e não a vida”, declarou.
O homem que antes procurara Nossa Senhora com o desejo de voltar a andar retornava agora para agradecer por ter sobrevivido. A cadeira de rodas voltara a fazer parte de sua vida. Sua devoção permanecia, expressa no esforço de percorrer novamente o caminho até o Santuário.
Levar às famílias esse convite à confiança e à oração faz parte do apostolado da Associação Regina Fidei. Os Missionários de Fátima contribuem mensalmente para sustentar essa obra, ajudando a divulgar a mensagem de Nossa Senhora e a incentivar a oração nos lares.




