Ó Meu doce Redentor

 

Oh Deus! Oh Deus! Por onde voa meu pensamento;

o que será daqueles infelizes

vossos filhos,

e ainda meus irmãos,

que talvez já tenham merecido 

a vossa ira?

Vós o sabeis, ó meu doce Redentor,

quantas vezes a memória

daquele vosso divino semblante,

irado contra esses

meus infelizes irmãos,

fez-me gelar o sangue de pavor,

mais do que o pensamento dos eternos suplícios

e de todas as penas do inferno.

 

Tremendo eu sempre vos supliquei,

como vos suplico também agora,

que, pela vossa misericórdia,

vos dignei retirar

um tal fulminante olhar desses

meus infelizes irmãos…

Vós dissestes

ó meu doce Redentor, que

“o amor é forte como a morte,

duro como o inferno”,

por isso, olhai com olhos 

de doçura inefável

para esses mortos irmãos,

apertai-os a vós

como forte laço de amor.

 

Ressurjam todos

esses autênticos mortos, ó Senhor.

 

Ó Jesus, Lázaro não vos pediu

para que o ressuscitásseis;

para ele serviram as preces

de uma mulher pecadora.

Eis-me aqui, ó meu divino Senhor,

outra alma também ela pecadora

e sem comparação a mais culpada,

que vos pede por tantos mortos,

que nem sequer procuram suplicar-vos

a fim de serem ressuscitados.

Vós sabeis,

ó Senhor meu e meu Rei,

o cruel martírio que me provocam

esses tantos Lázaros:

chamai-os com um grito tão poderoso

que lhes dê a vida

e à vossa ordem saiam do túmulo

dos seus imundos prazeres.

 

Fazei isto, ó Senhor,

e assim todos bendirão

as riquezas da vossa misericórdia.

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