Dois religiosos prometeram oferecer Missas um pelo outro depois da morte. Anos mais tarde, o primeiro a morrer apareceu para pedir o auxílio que ainda esperava.

No século XIV, dois amigos estavam prestes a se separar. Antes da despedida, abençoaram um ao outro e fizeram uma promessa que deveria acompanhá-los até depois da morte.
Um deles era o Beato Henrique Suso (1295–1366). O outro, um religioso cujo nome o relato não informa. Ambos eram dominicanos e haviam cultivado amizade durante os estudos.
Agora, cada um seguiria seu caminho. Combinaram, então, que quando um deles morresse, o que permanecesse vivo celebraria duas Missas por semana, durante um ano, pela alma do amigo falecido.
Às segundas-feiras, uma Missa pelos defuntos. Às sextas-feiras, outra em honra da Paixão de Nosso Senhor.
Despediram-se. Os anos passaram, e o companheiro de Henrique morreu primeiro.
Henrique continuou a rezar por ele. Entretanto, havia esquecido as Missas que prometera celebrar.
Uma visita na capela
Certa manhã, enquanto estava recolhido em sua capela, Henrique viu o amigo falecido diante de si.
Segundo o relato, a alma lhe falou em tom de sofrimento e lamentou que tivesse esquecido o compromisso.
Henrique respondeu que se lembrava dele diariamente na Missa.
O amigo pediu, porém, que cumprisse a promessa das celebrações oferecidas especialmente em seu favor. Falou do Sangue de Cristo como o auxílio que aliviaria o ardor de seu Purgatório.
Henrique acolheu o pedido, profundamente pesaroso pelo esquecimento, e passou a cumprir o compromisso com fidelidade.
Pediu também a outros sacerdotes que celebrassem pelo falecido.
Algum tempo depois, o amigo apareceu novamente. Seu rosto estava alegre, cercado de luz. Agradeceu pelo auxílio recebido e anunciou que iria contemplar no Céu Aquele que ambos haviam adorado na Eucaristia.
Henrique se prostrou para agradecer a Deus.
A oração que podemos continuar oferecendo
A promessa daqueles dois amigos nos faz pensar nas pessoas por quem também nos comprometemos a rezar.
Nos primeiros dias depois de uma perda, o nome de quem morreu acompanha nossas orações. Mais tarde, os compromissos voltam a ocupar os dias.
Uma fotografia sobre a mesa pode nos devolver a lembrança de um sorriso, de uma voz, de uma conversa. Esse mesmo instante pode se tornar ocasião de oração.
Podemos pronunciar aquele nome diante de Deus e pedir que uma Santa Missa seja celebrada por essa alma.
A Liga de Resgate das Almas do Purgatório, da Associação Regina Fidei, reúne fiéis que desejam perseverar nessa obra de misericórdia.
Os falecidos cujos nomes são incluídos no Velário Virtual são lembrados nas Santas Missas semanais da Liga e nas orações das Religiosas Carmelitas que apoiam o apostolado.
Com uma contribuição mensal a partir de R$ 30, você ajuda a manter essas celebrações e a divulgar a oração pelas almas do Purgatório, especialmente pelas mais esquecidas.
Confie às orações da Liga os nomes daqueles que você ama.
Continue oferecendo a eles esse auxílio de caridade.





