Em meio aos ataques e às restrições à prática religiosa, sacerdotes e religiosas continuam oferecendo os sacramentos e acompanhando famílias atingidas pelo conflito.

Desde a invasão russa em larga escala, iniciada em fevereiro de 2022, a guerra transformou a vida de famílias e paróquias na Ucrânia. Os bombardeios provocam deslocamentos. Perto da linha de frente, o perigo dificulta até as reuniões para a Santa Missa.
Nos territórios ucranianos ocupados, algumas comunidades enfrentam proibições ao culto e a expulsão de seus sacerdotes. Um relatório da ONU, publicado em março de 2026, documentou essas restrições.
Mesmo nessas condições, a Igreja procura manter o atendimento espiritual. Uma parte desse trabalho é realizada pela Igreja Greco-Católica Ucraniana, que está em comunhão com o Papa e celebra no rito bizantino.
Sacramentos em meio ao perigo
Em abril de 2026, o representante do Papa na Ucrânia relatou à fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre que sacerdotes acompanham soldados em posições expostas. Eles rezam e celebram a Santa Missa em espaços subterrâneos, sob a ameaça de ataques.
Um bispo que atua no leste do país explicou, em entrevista publicada em agosto, por que seus padres resistem a deixar as comunidades: quem ouvirá as confissões, visitará os enfermos e celebrará os funerais se eles partirem?
Nas áreas ocupadas, a ausência dos sacerdotes já é uma realidade. Em abril de 2026, a Igreja denunciou a tomada de uma igreja por clérigos ligados ao Patriarcado de Moscou. Os paroquianos foram impedidos de entrar, embora continuassem cuidando da igreja e rezando ali, mesmo sem padre.
Os leigos podem manter a oração, mas a celebração da Santa Missa e a confissão dependem da presença de um sacerdote.
A fé católica praticada no cativeiro
O padre Bohdan Heleta viveu essa perseguição. Detido em novembro de 2022 numa cidade ocupada, foi libertado em junho de 2024, após 19 meses.
À televisão pública ucraniana, contou que ouvia confissões enquanto caminhava com outros presos no pátio. Eles lhe falavam das torturas e das perdas em suas famílias. Quando não encontrava respostas para aquelas dores, convidava-os a rezar.
Fora das prisões, religiosas também acolhem famílias que precisaram abandonar suas casas. Num mosteiro ucraniano, crianças e adultos encontraram abrigo junto às freiras.
Elas ouviam suas histórias e acompanhavam o sofrimento de quem havia perdido familiares e deixado para trás o próprio lar.
Esse atendimento ajuda os fiéis a continuar vivendo a fé, recebendo os sacramentos e encontrando amparo espiritual em meio à guerra.
Padre Pio e os soldados
Durante a Segunda Guerra Mundial, militares americanos procuraram Padre Pio no convento onde ele vivia, na Itália. Participaram da Santa Missa e receberam sua bênção.
Um deles contou que servir à Missa celebrada pelo santo fortaleceu sua fé e lhe trouxe paz em meio aos perigos da guerra.
Hoje, na Ucrânia, sacerdotes também acompanham soldados com a oração e os sacramentos. Em guerras e épocas diferentes, a mesma fé oferece consolo às almas que convivem com o medo e a morte.
Essa fé também precisa ser cultivada em nossos lares. Ao divulgar a vida e os ensinamentos de Padre Pio, a Associação Regina Fidei incentiva as famílias a rezar, participar da Santa Missa e buscar os sacramentos.
Com sua contribuição mensal, os Filhos Protegidos do Padre Pio ajudam a manter esse apostolado. Esse apoio permite levar a mais pessoas os ensinamentos do santo e o convite a se aproximarem de Nosso Senhor.
TORNE-SE UM FILHO PROTEGIDO
Fontes:
Ajuda à Igreja que Sofre — atendimento espiritual na linha de frente
ONU — restrições religiosas nos territórios ocupados
Metropolia Católica Ucraniana no Brasil — identidade da Igreja
Ajuda à Igreja que Sofre — sacerdotes que permanecem junto aos fiéis
Igreja Greco-Católica Ucraniana — tomada de um templo
Suspilne — confissões no cativeiro do padre Bohdan Heleta
Canção Nova — acolhimento de famílias pelas religiosas
Padre Pio Devotions — encontro do soldado Joe Revelas com Padre Pio
Padre Pio Devotions — relato do soldado Jerry Berrigan, cuja fé foi fortalecida ao servir à Missa de Padre Pio




