A Moeda que Libertou um Pai do Purgatório e Salvou uma Família

Como uma única Missa pode abreviar as penas do Purgatório e transformar uma vida.

São Pio de Pietrelcina mantinha uma conexão intensa com as almas do Purgatório e afirmava que elas lhe apareciam com tal frequência que, às vezes, tinha a impressão de conviver mais com essas almas do que com pessoas vivas.

Por isso, ele dedicou muitas orações, missas e sofrimentos físicos para acelerar a libertação dessas almas, incentivando os fiéis a rezarem e oferecerem sacrifícios por elas.

Algo que ele dizia com frequência é que essas almas são gratas e poderosas intercessoras junto a Deus. E costumava repetir: “Rezemos pelas almas do Purgatório, pois elas jamais se esquecem de quem as socorre.”

O próprio Padre Pio experimentou muitas vezes essa gratidão manifestada pelas almas, como no episódio em que soldados já falecidos teriam ido ao convento agradecer-lhe pelas orações oferecidas por eles.

O Desespero de uma Mãe

O padre jesuíta Gregório Rossignoli, no seu livro “Maravilhas de Deus com as almas do Purgatório”, conta o seguinte testemunho:

Nápoles, sul da Itália. Em um modesto casebre, uma mulher olhava para o prato vazio e para os filhos com fome.

O marido estava preso e ela, sozinha, precisava sustentar a numerosa família.

Sem saber a quem recorrer, bateu à porta de um homem muito rico, conhecido na cidade por sua fortuna.

Mas a resposta que recebeu foi fria como o vento que entrava pelas frestas de sua casa: apenas uma única moeda.

Com as mãos trêmulas, a mulher napolitana segurou a pequena quantia. Era quase nada diante de suas dívidas, mas era tudo o que tinha.

O Que Fazer com a Última Moeda?

Ela poderia ter comprado pão, voltado para casa e alimentado os filhos com aquela miséria.

Mas algo maior movia seu coração: a compaixão pelas Benditas Almas do Purgatório.

Educada cristãmente, tinha o piedoso costume de fazer celebrar missas de réquiem pelos defuntos, assistindo ao Santo Sacrifício e unindo suas orações para obter a libertação da alma que mais necessitasse.

Ao passar por uma igreja, entrou, fez uma genuflexão e, num gesto de fé, entregou aquela moeda ao padre, pedindo uma Missa pelas Almas do Purgatório.

Sim, mesmo angustiada pelos próprios filhos, ela encontrou forças para lembrar-se das almas esquecidas, daqueles que já partiram e talvez não tivessem quem rogasse por eles.

Muitos poderiam pensar que era loucura deixar de lado os filhos que passavam necessidade, mas ela conhecia a bondade de Deus para quem tem compaixão das Almas.

O Encontro com um Ancião

Ao sair da igreja, sua bolsa continuava vazia, mas seu coração, agora, estava cheio de paz.

No caminho de volta para casa, um ancião de olhar sereno e porte nobre aproximou-se dela e lhe perguntou de onde vinha e para onde ia.

A infeliz mulher explicou-lhe a sua aflição e o uso que tinha feito da pequena esmola que recebera.

O velho pareceu profundamente sensibilizado com a sua miséria, disse-lhe algumas palavras de encorajamento e deu-lhe um bilhete fechado num envelope, dizendo:

— Faça a gentileza de entregar esta carta ao destinatário — pediu, com voz calma.

A mulher pegou o envelope e, antes que pudesse perguntar qualquer coisa, o ancião já havia desaparecido entre as ruas estreitas de Nápoles.

O Retrato na Sala

Intrigada, mas obediente, a boa mulher dirigiu-se, de imediato, ao endereço informado e tocou a campainha com o coração acelerado.

Um homem atendeu com uma expressão endurecida. Observando seus trajes, acreditava que a mulher tivesse vindo pedir-lhe uma esmola.

— O senhor me perdoe, mas um ancião pediu que eu entregasse isto, disse ela, estendendo a carta.

O homem franziu a testa, meio assustado, meio confuso. Rasgou o envelope com impaciência.

Ao desdobrar o papel, seu rosto empalideceu e seus olhos ficaram fixos naquelas linhas. Era a caligrafia de seu pai, falecido há muitos anos.

Assustado e confuso, olhou para aquela pobre mulher com os olhos arregalados.

— Quem lhe deu essa carta? — perguntou, a voz falhando.

— Um ancião, ao sair da igreja — respondeu ela, e completou, com simplicidade: — Ele era muito parecido com o retrato que o senhor tem em sua sala.

O defunto alcançara de Deus a permissão para vir agradecer à sua benfeitora e pagar-lhe a sua caridade.

A Mensagem do Além

Com as mãos trêmulas, o homem leu as palavras escritas pelo próprio pai:

“Meu filho querido, teu pai passou do Purgatório para o céu graças à missa que esta pobre mulher mandou celebrar pelas Santas Almas. Recomendo-a à tua bondade e agradecimento, pois ela está passando grande necessidade.”

Lágrimas escorreram pelo rosto daquele homem rico, que pela primeira vez se sentiu pequeno diante do mistério de Deus.

Leu e releu aquelas linhas, traçadas por aquela mão que lhe era tão cara, por um pai que agora estava entre os eleitos.

Pensou que ele poderia ter mandado celebrar dezenas de Missas de Réquiem pela libertação da alma de seu pai.

Compreendeu, naquele instante, que a generosidade daquela mulher pobre foi a chave que libertou a alma de seu pai das penas do Purgatório.

Hoje, a Associação Regina Fidei perpetua essa mesma obra de caridade, permitindo que você possa oferecer Missas, orações e sufrágios constantes por aqueles que já partiram.

Clique aqui e inscreva-se na Liga de Resgate das Almas do Purgatório.

A recompensa da Generosidade com as Santas Almas

Olhando para aquela mulher humilde, também emocionada, ele disse:

— A senhora fez a felicidade do meu pai. Eu agora farei a sua e a de sua família.

Cumpriu cada palavra: pagou a fiança do marido, que foi libertado da prisão. Providenciou casa, comida e tudo o que era necessário para que aquela família não passasse mais necessidade.

Tornou-se, dali em diante, um amigo e protetor.

Tudo porque uma mulher pobre, em vez de guardar sua única moeda para si, entregou-a pelas almas que ninguém lembrava.

E Você, o Que Faria com Sua Última Moeda?

Hoje, esta história nos interpela diretamente: no que temos investido nossas pequenas moedas? Temos pensado apenas no pão que perece, como é justo, ou também nas almas esquecidas?

As Almas do Purgatório dependem da nossa compaixão e generosidade para alcançarem a felicidade eterna. Quem sabe um parente ou amigo esteja aguardando o seu sim?

Inscreva-se na Liga de Resgate das Almas e permita que essa caridade seja constante, fiel e perseverante.

Santa Catarina de Bolonha afirmava que as almas do Purgatório, uma vez no céu, jamais esquecem quem rezou por elas e intercedem intensamente por seus benfeitores.

E as almas do Purgatório demonstram a sua gratidão até por meio de favores temporais, pois, à semelhança de Nosso Senhor, também não se deixam vencer em generosidade.

Lembremo-nos de que o menor ato de caridade para com os membros da Igreja Sofredora é precioso aos olhos de Deus e pode atrair sobre nós auxílios que jamais imaginaríamos receber.

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