A religiosa que apareceu em chamas a Santa Faustina

Uma irmã falecida voltou três vezes para falar com a santa. O encontro começou com uma visão assustadora e terminou com um pedido para que ela continuasse rezando pelas almas.

Representação da visão de Santa Faustina de uma religiosa falecida envolvida em chamas

Uma noite, Santa Faustina Kowalska recebeu uma visita que a deixou estremecida. Diante dela apareceu uma religiosa de sua própria congregação, falecida havia dois meses.

A irmã estava inteiramente envolvida em chamas, com o rosto contraído pelo sofrimento. A religiosa se apresentava numa condição tão terrível que Faustina não sabia dizer se ela sofria no Purgatório ou no inferno.

A aparição durou apenas alguns instantes. Depois, a figura desapareceu, deixando Faustina diante de uma pergunta angustiante:

O que poderia fazer por aquela alma?

Sem compreender inteiramente o que havia presenciado, ela tomou uma decisão. Redobrou suas orações pela irmã falecida, procurando socorrê-la com os meios que estavam ao seu alcance.

O episódio, registrado no número 58 de seu Diário, teria uma continuação ainda mais desconcertante.

Uma resposta que Faustina não conseguiu compreender

Na noite seguinte, a religiosa voltou. Faustina a viu envolvida em chamas ainda mais intensas, com uma expressão de desespero no rosto.

A visão a deixou perplexa: havia redobrado suas orações pela irmã e agora a encontrava numa aparência ainda mais dolorosa.

Faustina dirigiu-lhe então uma pergunta:

“Não lhe ajudaram as minhas orações?”

Segundo a santa, a irmã respondeu que suas preces não a haviam ajudado e que tampouco a ajudariam.

Faustina perguntou também pelas orações oferecidas por toda a congregação em sufrágio daquela falecida. A resposta foi igualmente desconcertante: aquelas orações haviam beneficiado outras almas.

Diante disso, Faustina pediu que a religiosa não voltasse a procurá-la se suas orações não lhe traziam auxílio.

A aparição desapareceu imediatamente. Mas o encontro não fez a santa abandonar aquela alma. Depois de relatar a conversa, ela escreveu uma frase breve, que dá a medida de sua perseverança:

“No entanto, eu não cessava de rezar.”

O Diário não explica por que a religiosa apareceu envolvida em chamas ainda mais intensas, apesar das orações de Faustina, nem por que afirmou que essas orações não a haviam ajudado.

O que Faustina deixou registrado é sua decisão de perseverar, mesmo sem compreender o que acontecia.

A terceira visita trouxe uma surpresa

Faustina continuou oferecendo suas preces. O Diário não informa quantos dias transcorreram, nem descreve quais orações ela fez durante esse intervalo. Conta apenas que, depois de algum tempo, a religiosa voltou a visitá-la durante a noite.

Dessa vez, sua aparência estava transformada. As chamas haviam desaparecido. O rosto antes contraído pela dor estava radiante, e os olhos brilhavam de alegria.

A figura que causara tanto temor agora trazia palavras de reconhecimento e esperança.

A irmã disse que Faustina possuía verdadeiro amor ao próximo e confirmou que muitas outras almas haviam sido beneficiadas por suas orações.

Incentivou-a a perseverar nas preces pelos que sofrem no Purgatório e acrescentou que ela própria já não permaneceria ali por muito tempo.

Uma oração pode alcançar quem já partiu

O relato deixa uma pergunta sem resposta: por que a religiosa apareceu sofrendo ainda mais, apesar das orações de Santa Faustina, e afirmou que essas preces não poderiam ajudá-la?

O Diário conserva essa pergunta sem oferecer uma explicação. Ainda assim, o desfecho traz um pedido muito claro: continuar rezando pelas almas do Purgatório.

Foi o que Santa Faustina fez. Mesmo sem compreender tudo o que acontecia, permaneceu fiel àquela obra de misericórdia.

Sua caridade alcançou também outras almas, conforme a própria visitante lhe comunicou.

Ao recordar essa história, podemos pensar nas pessoas cujos nomes ainda pronunciamos com saudade: nossos pais, avós, irmãos, amigos e tantos outros que fizeram parte de nossa vida.

A lembrança de cada um deles pode se tornar uma intenção de oração.

Confie seus falecidos às orações da Liga das Almas

Neste mês de novembro, a Liga de Resgate das Almas do Purgatório convida você a unir suas orações às nossas e a apresentar os nomes daqueles que deseja recordar na Santa Missa.

Os membros da Liga poderão inscrever os nomes de seus falecidos em um Oitavário de Missas: oito Santas Missas celebradas de 1º a 8 de novembro, em sufrágio das almas.

Quem você gostaria de confiar a essas celebrações?

Traga à memória as pessoas de sua família, os amigos que partiram e aqueles por quem talvez já ninguém se lembre de rezar.

Faça parte da Liga de Resgate das Almas do Purgatório e apresente os nomes de seus falecidos para o Oitavário de Missas.


QUERO FAZER PARTE DA LIGA DAS ALMAS

Fontes:

Santa Faustina Kowalska, Diário, nº 58.

Catecismo da Igreja Católica, §§1030–1032.

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