Há um ser celestial ao seu lado agora. Padre Pio o chamava de amigo, confidente e guia. Você o trata como tal?

Em 15 de julho de 1915, Padre Pio escreveu uma carta a uma de suas dirigidas espirituais. A carta tratava de um tema que a maioria dos cristãos considera devoto, mas abstrato: o Anjo da Guarda.
O que ele escreveu não era abstrato.
- “Nunca digas que estás sozinha na batalha contra os teus inimigos. Nunca digas que não tens ninguém com quem te possas abrir e confiar. Isso seria uma grande ofensa que se faria a este mensageiro celestial.”
Leia de novo. Isso seria uma grande ofensa.
Padre Pio não estava sendo preciso.
Um Guarda que Não Tira Folga
Quando Nosso Senhor Jesus Cristo enviou os Doze em missão, advertiu-os de que as crianças tinham anjos que contemplavam o rosto do Pai Celeste continuamente.
A tradição católica, aprofundando esse texto, ensinou que cada alma recebe, desde o nascimento, um anjo destinado a acompanhá-la até a morte.
Não um anjo de turno. Um anjo seu.
Esse guardião não dorme quando você dorme. Não desanima quando você desanima. Não perde a fé quando você perde a fé. Está ali, diante do trono de Deus, intercedendo, e ao seu lado, invisível mas presente.
Para Padre Pio, essa realidade era teologia concreta. Ele mesmo cultivou uma relação profunda com seu anjo da guarda ao longo de toda a vida, desde os anos de formação no seminário até os últimos dias de vida.
A Confiança Que Nunca Vacila
Nossa Senhora permaneceu de pé ao pé da Cruz.
Quando os apóstolos fugiram. Quando Pedro negou. Quando os discípulos duvidaram. Ela ficou. Acreditando na ressurreição quando não havia nenhuma evidência sensível para isso. Confiando quando tudo o que os olhos viam era morte e fracasso.
A tradição a honra com o título de Nossa Senhora da Confiança exatamente por isso.
Ela é o modelo máximo do que Deus pode fazer numa alma que decide não vacilar. E o Anjo da Guarda, ao lado de cada fiel, aponta para esse mesmo modelo. Ele não está ali para nos poupar das batalhas. Está ali para que não enfrentemos as batalhas sem apoio sobrenatural.
Como Padre Pio Orientava o Relacionamento Com o Anjo
As instruções que Padre Pio deixou são práticas e diretas.
Mantenha o anjo sempre diante dos olhos da alma. Agradeça a presença dele. Ore com ele. Nos momentos de maior angústia, confie a ele os sofrimentos que não consegue nem colocar em palavras. E tome cuidado para não ferir, com pensamentos ou ações impuras, a santidade desse companheiro que não abandona.
Padre Pio dizia: sob o olhar do anjo da guarda e sob o manto de Nossa Senhora, a alma encontra o porto seguro da salvação.
Não é uma imagem literária. É uma realidade espiritual que os santos viveram de forma concreta.
O Que Isso Tem a Ver Com a Confiança
A maioria das pessoas que vive angustiada e ansiosa está, no fundo, se sentindo sozinha. Sem ninguém que realmente entenda. Sem apoio que realmente sustente. Sem presença que não falhe.
A revelação cristã diz o contrário.
Você tem um Pai Celeste que conhece cada fio de cabelo da sua cabeça. Você tem um Salvador que passou pela pior dor imaginável para que nada o separasse de você. Você tem uma Mãe que ficou de pé quando todos fugiram. E você tem um anjo que não para, não descansa e não desiste.
A solidão, para o cristão, é uma ilusão cultivada pelo inimigo.
Padre Pio sabia disso. E passou a vida devolvendo às almas a consciência de uma companhia que elas já tinham, mas haviam esquecido.
Nossa Senhora da Confiança, rogai por nós.
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