Livro ilustrado deturpa as Sagradas Escrituras, lança acusações infames contra Nossa Senhora e atribui a Nosso Senhor a aprovação da prostituição.
Diante dessa afronta, a America Needs Fatima promove uma vigorosa campanha de protesto.

Há ataques à fé que procuram esconder sua violência sob a aparência de pesquisa, arte ou liberdade de interpretação.
O livro ilustrado Mary Wept Over the Feet of Jesus — Maria chorou sobre os pés de Jesus, em tradução livre — ultrapassa todos os limites.
Publicado pela editora canadense Drawn & Quarterly, escrito e ilustrado por Chester Brown, o livro apresenta uma interpretação sexualizada e profundamente ofensiva de episódios da Sagrada Escritura.
Seu objetivo declarado é defender a prostituição por meio de uma completa deformação da Bíblia.
Para alcançar esse propósito, o autor dirige suas acusações contra a honra da Santíssima Virgem e contra a santidade do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo.
A descrição da obra apresentada pela própria editora afirma que o autor procura estabelecer uma relação entre diversas mulheres da Bíblia e a Virgem Maria para questionar a moral cristã acerca da prostituição.
Portanto, a blasfêmia pertence à própria tese da obra, e não a alguma leitura equivocada feita por seus crítico.
Uma acusação infame contra a Mãe de Deus
Em entrevistas concedidas por ocasião do lançamento, Chester Brown afirmou que a Virgem Maria teria sido prostituta.
A acusação é monstruosa. Custa até pronunciá-la, porque fere profundamente todo aquele que ama e venera a Mãe de Deus.
Maria Santíssima foi escolhida por Deus para ser a Mãe do Verbo Encarnado.
A Igreja a proclama Virgem antes, durante e depois do parto, cheia de graça, preservada do pecado original e inteiramente consagrada à missão que recebeu do Altíssimo.
Foi em seu seio virginal que o Filho de Deus assumiu a natureza humana.
Foi de seu sangue puríssimo que se formou o Corpo de Nosso Senhor.
Foi ela quem permaneceu ao pé da Cruz quando quase todos fugiram.
Lançar contra a Virgem Imaculada uma acusação dessa natureza constitui uma blasfêmia abominável contra a Mãe de Deus e uma afronta direta à sua pureza e dignidade.
O livro pretende arrastar a figura puríssima de Nossa Senhora para o terreno da obscenidade e transformá-la em instrumento de propaganda ideológica.
A falsificação é revestida de ilustrações, notas e referências para adquirir uma falsa aparência de seriedade.
A blasfêmia atinge também Nosso Senhor
O autor também afirmou que Jesus Cristo seria favorável à prostituição e que o cristianismo seria responsável pela condenação moral dessa prática.
Aqui, a deturpação da fé alcança o próprio Filho de Deus.
Nosso Senhor acolheu os pecadores para conduzi-los à conversão. Perdoou a mulher adúltera e lhe ordenou: “Vai e não tornes a pecar”.
Elogiou a pecadora arrependida que banhou seus pés com lágrimas porque nela havia encontrado contrição, amor e desejo de uma vida nova.
A misericórdia de Jesus Cristo jamais foi aprovação do pecado.
Transformar o perdão oferecido por Nosso Senhor em consentimento com a imoralidade significa inverter completamente o Evangelho.
É apagar o arrependimento, suprimir a conversão e fabricar um falso Jesus Cristo, moldado segundo as conveniências morais de cada época.
O Jesus apresentado por Chester Brown serve às ideias de Chester Brown. O verdadeiro Jesus Cristo ensinou: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”.
Uma falsificação da Sagrada Escritura
O escândalo torna-se ainda mais grave porque o livro emprega histórias bíblicas como matéria-prima para sua campanha.
Passagens sobre Raab, Tamar, Rute, Betsabé, Maria de Betânia e outras personagens são reinterpretadas de maneira sexualizada. O autor procura construir, por meio delas, a tese de que a Bíblia conteria uma defesa velada da prostituição.
Trata-se de uma violência contra o texto sagrado. A Escritura é arrancada de seu contexto, submetida a hipóteses extravagantes e forçada a declarar aquilo que o autor já havia decidido defender.
A verdade revelada deixa de ser recebida com humildade e passa a ser manipulada para justificar uma posição ideológica.
O procedimento é perverso: primeiro se escolhe a conclusão; depois se retorcem as palavras da Bíblia até que pareçam confirmá-la.
O resultado é uma caricatura obscena do cristianismo.
A provocação foi deliberada
Quando questionado sobre a possibilidade de os cristãos se sentirem ofendidos pelas imagens de nudez e pelas cenas sexualmente explícitas da obra, o autor demonstrou indiferença.
Essa resposta revela muito. A ofensa não surgiu por acidente. O sofrimento causado aos fiéis não foi um efeito imprevisto. A provocação fazia parte do projeto.
A fé católica parece ter se transformado em alvo livre. Nossa Senhora pode ser insultada. Nosso Senhor pode ser apresentado como defensor do vício. A Bíblia pode ser convertida em peça de propaganda sexual.
E o católico ainda deve permanecer calado, para não ser acusado de intolerância. Essa exigência de silêncio é inaceitável.
Se os responsáveis por essa blasfêmia invocam a chamada liberdade de expressão para publicar suas ideias, essa mesma liberdade assegura aos católicos o direito de repudiá-las publicamente, protestar contra sua comercialização e pedir às empresas que deixem de lucrar com uma obra que ultraja sua fé.
A meritória reação da America Needs Fatima
Diante desse ataque, a organização católica norte-americana America Needs Fatima lançou uma petição exigindo que a editora Drawn & Quarterly e as empresas Amazon, Walmart e eBay retirem o livro de circulação.
Até o momento, a petição já recolheu 127.830 assinaturas e avança em direção à meta de 150 mil protestos.
A iniciativa merece todo o nosso apoio, reconhecimento e gratidão.
Em uma época na qual tantos se calam diante das mais abomináveis ofensas contra Nosso Senhor e Nossa Senhora, a America Needs Fatima teve a coragem de levantar a voz, mobilizar os católicos e transformar sua indignação em uma vigorosa manifestação pública.
https://americaneedsfatima.org/petitions/recall-this-most-impure-blasphemous-illustrated-book-ee26611?pkg=EE26611a&_ccCt=gr21-d0ox8-gvftpz-sz22ux3
Enquanto tantos escolhem o silêncio confortável, a America Needs Fatima chama a blasfêmia pelo nome. Sua campanha alerta os fiéis, denuncia a gravidade da obra e pede às empresas que assumam responsabilidade pelo material que colocam à venda.
Essa reação mostra que os católicos ainda são capazes de levantar a voz em defesa da honra de Jesus e de Maria.
O protesto pacífico, firme e numeroso possui grande importância. Ele demonstra às editoras e às grandes redes comerciais que a fé católica não é uma relíquia indefesa, pronta para ser profanada sem resposta.
Cada assinatura diz:
- Nossa Senhora não será insultada em nosso silêncio.
- Nosso Senhor não será transformado em instrumento de propaganda imoral sem que protestemos.
- A Sagrada Escritura não será falsificada sem que a verdade seja proclamada.
A omissão também produz consequências
Alguns poderão dizer que o melhor seria ignorar o livro. Essa atitude entrega todo o terreno aos blasfemadores.
Uma obra distribuída por grandes empresas alcança leitores, recebe publicidade, circula nas redes sociais e ajuda a tornar aceitável aquilo que ontem ainda provocava repulsa. A repetição enfraquece a capacidade de indignação.
A blasfêmia tolerada hoje prepara uma blasfêmia ainda pior amanhã. O silêncio dos bons raramente apazigua os inimigos da fé. Ele lhes comunica que podem avançar sem encontrar resistência.
Defender a honra de Nossa Senhora constitui um dever de amor e de justiça.
Se reagiríamos imediatamente diante de uma calúnia lançada contra nossa própria mãe, com quanto maior vigor devemos responder quando a ofendida é a Mãe de Deus?
É hora de levantar a voz
A campanha da America Needs Fatima oferece aos católicos um meio concreto, legítimo e pacífico de protestar.
Assinar e divulgar essa petição significa recusar a normalização da blasfêmia.
Significa mostrar às empresas que os católicos existem, estão atentos e não aceitam que o lucro seja colocado acima do respeito devido a Nosso Senhor, à Santíssima Virgem e à fé de milhões de pessoas.
A covardia disfarçada de tolerância abandona tudo aquilo que deveria defender.
Chegou o momento de falar. Chegou o momento de protestar. Chegou o momento de exigir que as empresas interrompam a distribuição dessa obra blasfema e impura.
A America Needs Fatima teve a coragem de iniciar essa reação. Cabe agora aos católicos fazer com que ela seja ouvida.




