Em seis cidades brasileiras, o Rosário foi a resposta diante de uma das maiores feridas morais do nosso tempo

No dia de Nossa Senhora de Fátima, católicos brasileiros foram às ruas para rezar contra o aborto.
A iniciativa, organizada pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, reuniu momentos públicos de oração em Anápolis, Belo Horizonte, Campos, Brasília, Curitiba e São Paulo. O gesto aconteceu no dia 13 de maio, data da primeira aparição da Virgem Maria em Fátima, em 1917.
Em Fátima, Nossa Senhora pediu oração, penitência e conversão. Pediu o Rosário. Pediu que os homens voltassem para Deus antes que o mundo colhesse as consequências do pecado.
Hoje, diante da cultura da morte, essa mensagem continua atual.
O aborto é uma ferida aberta
O aborto não pode ser tratado como simples tema político.
Ele toca o coração da moral cristã, porque envolve a vida de uma criança inocente, indefesa, escondida no ventre materno.
A Igreja sempre ensinou que a vida humana deve ser respeitada desde a concepção. Não por conveniência. Não por estratégia. Mas porque cada vida pertence a Deus.
Quando uma sociedade começa a discutir a morte de inocentes como se fosse um direito, algo muito grave já aconteceu na consciência do povo.
O aborto não elimina uma dificuldade. Elimina uma vida.
Também não cura a dor de uma mãe. Não apaga o abandono, a pobreza, o medo ou o pecado. Ao contrário, acrescenta uma nova ferida, muitas vezes silenciosa, profunda e carregada por anos.
Uma sociedade verdadeiramente cristã protege a mãe e o filho.
Rezar em público é um ato de coragem
Em tempos de covardia moral, rezar o terço em público é um testemunho.
Não é provocação. Não é espetáculo. É súplica.
Cada Ave-Maria rezada contra o aborto recorda ao Brasil que nenhuma criança no ventre materno é descartável. Cada mistério do Rosário aponta para Nosso Senhor Jesus Cristo, que também entrou no mundo pelo ventre de uma Mulher.
Por isso, quem ama a Virgem Maria não pode ser indiferente à vida dos inocentes.
A devoção mariana verdadeira forma católicos mais fiéis, mais firmes e mais conscientes. Ela não anestesia a alma. Ela desperta.
A omissão também fala
Muitos católicos se calam diante do aborto por medo de parecerem duros.
Mas defender a vida não é dureza. É caridade.
Duro é abandonar uma mãe desesperada. Duro é chamar a morte de solução. Duro é permitir que uma criança inocente seja eliminada porque sua existência incomoda.
O católico não pode aceitar essa linguagem falsa.
A vida humana não depende da aprovação dos fortes. Não depende do desejo dos adultos. Não depende de circunstâncias sociais, afetivas ou econômicas.
Desde a concepção, existe ali uma alma querida por Deus.
O Brasil precisa voltar ao Rosário
A oração pública realizada nessas cidades é um sinal de esperança.
Mostra que ainda há católicos dispostos a se levantar, com respeito, firmeza e fé, diante de uma cultura que tenta normalizar a morte dos inocentes.
Mas não basta admirar esses gestos de longe.
É preciso rezar mais. Falar com mais clareza. Formar os filhos. Apoiar mães em dificuldade. Defender a vida nas conversas, nas famílias, nas escolas, nas paróquias e na vida pública.
Nossa Senhora de Fátima não pediu silêncio.
Pediu conversão.
Que o Brasil volte a rezar o Rosário.
Que as mães em sofrimento encontrem amparo verdadeiro.
Que as crianças no ventre sejam protegidas.
E que nenhum católico se acostume com a morte dos inocentes.
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.




