Todos os Caminhos Levam a Deus?

Conheça a resposta católica clara a uma ideia muito difundida atualmente.

Você já deve ter ouvido alguém dizer: “Todos os caminhos levam a Deus”, sugerindo que diferentes religiões podem conduzir igualmente à salvação.

Essa afirmação costuma aparecer como forma de relativizar a necessidade de reconhecer Jesus Cristo como Deus e Senhor, ou colocar em dúvida o ensinamento católico de que, em circunstâncias normais, fora da Igreja não há salvação.

Mas será mesmo verdade? Por trás dessa ideia está a tentativa de moldar Deus e o caminho da salvação às próprias convicções, algo típico do relativismo contemporâneo.

A resposta da fé católica pode soar dura, mas é clara: não, nem todos os caminhos levam a Deus.

Deus revelou um único Caminho: Jesus Cristo, que fundou uma Igreja visível, a Católica, “seu Corpo Místico” (Col 1,24), como prolongamento de sua presença salvadora na Terra.

Por que há tantas religiões diferentes?

No íntimo do coração, o ser humano busca por Deus. Sentimos um vazio que apenas o Infinito pode preencher, como ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC, § 27).

Contudo, afastados de Deus pelo pecado original, a humanidade, ao longo da história, criou diversas filosofias e religiões na tentativa de responder a esta sede de Deus.

No entanto, Deus não nos abandonou à nossa própria busca. Ele mesmo tomou a iniciativa de Se revelar, progressivamente, indicando o caminho.

A Carta aos Hebreus confirma:

“Muitas vezes e de muitos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas; ultimamente, nestes dias, falou-nos por seu Filho” (Hb 1,1-2).

Desse modo, os homens não caminham às cegas: é possível ter certeza de que há um único caminho porque o próprio Deus o revelou.

Por que só Jesus Cristo é o único caminho?

Jesus Cristo é o único caminho porque Ele mesmo o afirmou e de maneira clara:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6).

Essa afirmação é categórica e, para muitos, desconcertante, mas provém da boca do próprio Deus feito homem.

Logo, ou aceitamos que Jesus Cristo disse a verdade, ou afirmamos que Ele não era quem disse ser. Mas, conforme se reza no Ato de Fé: “Deus não pode enganar-Se nem nos enganar”.

Assim, a fé católica reconhece que Jesus Cristo fez uma afirmação que não pode ser negada e, portanto, ele é o único caminho que conduz a Deus.

Por que, em circunstâncias normais, fora da Igreja Católica não há salvação?

Se Jesus Cristo é o Caminho único, a Igreja é seu Corpo Místico, como afirmou o apóstolo São Paulo, e ela está intimamente unida ao mistério da salvação.

Toda a salvação de Cristo-Cabeça, que “morreu na cruz em resgate de todos os homens” (1Tm 2,6), provém d’Ele e flui através deste Corpo.

Negar o papel essencial da Igreja seria como pretender unir-se à cabeça separando-a do corpo, o que é incoerente, senão impossível.

Jesus Cristo se encarnou uma vez para sempre para a nossa salvação, padeceu e morreu na cruz, derramando Seu sangue precioso.

Só o sacrifício de Jesus Cristo na cruz pode nos ligar novamente a Deus, e só podemos participar plenamente da graça proveniente desse sacrifício redentor unidos ao Cristo inteiro.

E é na Igreja fundada por Ele, que encontramos os meios indispensáveis para isso: os sacramentos, que nos conferem a graça para trilhar o caminho rumo ao encontro definitivo.

Consequentemente, não poderiam ser salvos os que, sabendo que a Igreja foi fundada por Jesus Cristo e é o Seu corpo místico, recusam entrar nela ou perseverar nela.

A Associação Regina Fidei trabalha para que a fé católica alcance cada vez mais almas, com clareza e fidelidade. Se desejar apoiar nosso apostolado, clique aqui e ajude-nos com uma doação.

A ideia de que todas as religiões salvam nega a Cruz

Se fosse verdade que todos os caminhos religiosos são igualmente válidos, a Cruz de Jesus Cristo perderia seu sentido universal e único.

Tornar-se-ia um evento histórico supérfluo, uma opção entre tantas outras. Mas o Apóstolo São Pedro, o primeiro papa, declarou sem hesitação que Jesus Cristo é o salvador e que “não há salvação em nenhum outro” (At 4,12).

Como, então, poderiam conduzir a Deus doutrinas que rejeitam ou ignoram esse Redentor?

Afirmar que todas as religiões são boas ou levam igualmente a Deus equivale a misturar a verdade com o erro, e isso é uma forma de adultério espiritual.

Relativismo Religioso: Uma mentira diabólica

Dizer que todas as religiões são caminhos para Deus, portanto, é dizer que a verdade e a mentira podem coexistir. Afirmar isso é incoerente.

Se admitimos que Jesus Cristo é a Verdade, pois Ele mesmo disse ser, é logicamente impossível que todas sejam caminhos válidos para o mesmo Deus.

Dizer-se católico e acreditar nisso é relativizar a verdade que se professa no Credo.

A Regina Fidei existe para defender, ensinar e transmitir a fé católica sem concessões. Doe agora e ajude a manter vivo nosso apostolado.

Se Deus prescreveu caminhos precisos e instituiu meios definidos para a salvação, a resposta justa e necessária do homem é a obediência filial ao que Ele ensinou.

Fazer e propagar o contrário, ou seja, que todas as religiões levam a Deus ou são iguais, não é um simples equívoco; é uma revolta aberta contra o próprio Deus.

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