Sociedade em Risco: O Preço de se Desvalorizar a Família

Redescobrir o valor da célula familiar é a chave para restaurar a civilização cristã.

Quando ruíram os impérios, o que ficou?

A queda de Roma e de Atenas deixou um vácuo que jamais foi preenchido. Suas glórias políticas, militares e culturais não foram suficientes para evitar o colapso.

Ao contrário dos antigos pagãos, os povos cristãos receberam meios de regeneração capazes de restaurar até os escombros mais profundos de uma sociedade em ruína.

Ainda assim, continuamos afundando. Por quê?

Porque erramos no foco. Por mais de um século, governos, educadores e líderes sociais apostaram todas as fichas no indivíduo.

Lutaram por seus direitos, seus prazeres, suas liberdades absolutas. E se esqueceram da célula essencial de toda civilização: a família.

Ao abandonar a família, destruímos o berço da verdadeira humanidade.

Sem famílias, não há civilização possível

Um dos clamores mais repetidos em nossos dias é: “Já não temos homens!” E de fato, há uma crise generalizada de coragem, integridade, fé e honra.

Mas não há como formar homens virtuosos em lares desestruturados, sem autoridade paterna, sem oração em comum, sem o senso de sacrifício que a vida familiar exige.

A sociedade atual, fundada no culto ao prazer e à independência, não prepara ninguém para os verdadeiros desafios da vida.

A família, no entanto, sempre foi o ambiente onde se forjam os autênticos homens e mulheres, onde se dão os primeiros passos na fé, na virtude e no senso do dever.

Foi no seio de lares profundamente cristãos que surgiram santos como Santa Teresinha do Menino Jesus, reis como São Luís IX da França, rainhas como Santa Isabel de Portugal e os santos pastorinhos de Fátima.

A família, quando centrada em Deus, é o berço por excelência da santidade e da verdadeira grandeza.

A tradição cristã sempre soube disso

Na Roma Antiga, o cidadão só era reconhecido como parte de uma gens, ou seja, uma grande família. O homem isolado simplesmente não existia no mundo jurídico e político.

O mesmo se aplicava à França medieval: quem não estava inserido em uma estrutura familiar estava, na prática, excluído da vida social.

Essa sabedoria antiga está em perfeita consonância com a doutrina da Igreja. Leão XIII afirmou com clareza profética na encíclica Sapientiae Christianae:

“A família é o berço da sociedade civil, e é dentro desse círculo doméstico que se prepara, em grande parte, o destino dos Estados.”

E reforçou na Quod Multum:

“A sociedade familiar contém e fortifica os princípios e, por assim dizer, os melhores elementos da vida social. Portanto, é disso que depende em grande parte a tranquilidade e a prosperidade das nações.”

Quem governa bem uma casa, governa bem uma cidade. Quem destrói a vida familiar, destrói os alicerces do país.

Padre Pio: o lar como santuário da fé

O Santo Padre Pio, ao receber tantos peregrinos, notava a dor de mães abandonadas, de jovens perdidos, de esposos feridos.

Seu conselho para essas almas quase sempre envolvia restaurar a oração em família, o perdão dentro de casa, a fidelidade ao papel de pai, mãe ou filho.

Ele sabia que a conversão pessoal não se sustenta sem um lar estruturado. Porque o lar é o santuário natural da graça.

Nas confissões e aconselhamentos, Padre Pio percebia com clareza: grande parte dos pecados, vícios e desordens espirituais tinha raiz em lares quebrados.

Sem oração em família, sem o exemplo do pai, sem a doçura firme da mãe, as almas se tornavam frágeis diante das tentações do mundo.

Por isso, o santo recomendava que cada casa tivesse um oratório, que cada família rezasse o terço unida, que Cristo fosse o centro do lar.

Ele sabia que o mal ataca primeiro as famílias. E que a resistência começa dentro delas.

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O erro fatal do individualismo moderno

Inspirados pelas ideias de Rousseau, filósofo francês do século XVIII, os pensadores modernos passaram a ver o Estado como uma máquina de garantir direitos individuais, esquecendo-se da ordem natural.

Criou-se assim uma sociedade onde a figura do pai é ridicularizada, a autoridade da mãe é combatida e o casamento é relativizado.

Mas o homem não é uma ilha. Nenhuma sociedade sobrevive baseada em cidadãos atomizados.

O Estado não foi feito para gerar prazer, mas para garantir o bem comum. E o bem comum só existe quando as famílias são protegidas, respeitadas e incentivadas a cumprir sua missão.

O que resta fazer?

Se queremos reconstruir a civilização cristã, não podemos mais ignorar o campo de batalha principal: o lar.

Sem lares católicos, não há futuro católico.

É no silêncio do lar, no convívio das refeições, nas pequenas cruzes do cotidiano familiar que se forma o espírito cristão.

Não se trata de uma ideia nova. Trata-se, justamente, de redescobrir a ordem que Deus estabeleceu desde o princípio.

Como ensinava Louis de Bonald, pensador católico, filósofo e político francês dos séculos XVIII e XIX, se há leis para as abelhas e formigas, muito mais as há para os homens.

Leis naturais, imutáveis, sagradas. Leis que colocam a família como modelo e fundamento da ordem social.

Não basta converter indivíduos. É preciso reacender os altares domésticos, restaurar os vínculos naturais e sobrenaturais entre pais, filhos e esposos.

O mundo não se salvará com teorias políticas. Ele se salvará com lares santos.

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