Sexta-Feira Santa: Você Abraça a Cruz… ou Luta Contra Ela?

Diante da Paixão de Jesus, cada cristão é convidado a responder se carrega a cruz com amor ou com revolta.

A Sexta-Feira Santa chega envolta em um silêncio que não se confunde com qualquer outro.

É um silêncio pesado, denso, que não pertence apenas a um dia do calendário, mas que atravessa os séculos e toca o coração de quem se dispõe a contemplar.

Neste dia, o Filho de Deus foi entregue, julgado, condenado e conduzido à morte na Cruz.

E é justamente diante dessa cena que a alma é obrigada a tomar posição: permanecer espectadora… ou entrar no mistério da Cruz.

A Cruz abraçada com Amor

Para compreender esse mistério, é preciso voltar os olhos para Jerusalém, naquela manhã que mudaria a história da humanidade.

Após a sentença de Pilatos, Jesus foi entregue nas mãos dos soldados e conduzido ao lugar do suplício.

Ao sair, Ele tomou a cruz nos ombros.

Mas não a recebeu como um peso imposto pela força, mas a abraçou livremente, com um amor que ultrapassa qualquer entendimento humano, como se dissesse, em seu íntimo:

“Ó cruz desejada de minha alma! Tu és o objeto dos meus desejos e dos meus suspiros; Tu és o altar sobre o qual me quero sacrificar, para remir o mundo, dando a vida.”

Jesus recebeu a sua cruz não como quem se resigna, mas como quem a deseja, movido pelo anseio de padecer por amor dos homens.

Essa é a primeira lição que a Sexta-Feira Santa oferece e que o Padre Pio ensinava: a cruz precisa ser abraçada com amor.

E diante disso, um questionamento se impõe: com que gosto e com que alegria levas tu a tua cruz?

A pressa dos algozes e o silêncio do Cordeiro

Se de um lado está o Amor que se entrega, do outro se revela a pressa cruel daqueles que desejam silenciá-Lo.

Ao chegar ao monte Calvário, não deram ao Salvador nem tempo para respirar, mesmo vendo-o quase morto. Tudo foi preparado pelos guardas às pressas.

O objetivo era claro: tirar-Lhe a vida quanto antes pois seus inimigos O odiavam com uma frieza que espanta.

Observa-se, então, a violência dos detalhes: com que raiva O desamarram, com que brutalidade Lhe arrancam a veste, com que pressa O lançam sobre o madeiro.

Os grossos cravos furam suas mãos, mas nenhum lamento escapa de seus lábios. Exausto, com o corpo feito uma chaga viva, ainda Lhe oferecem vinho misturado com mirra e fel.

Até a garganta, que permanecera intacta, Ele quis que sofresse por nós.

Diante de tamanho sofrimento, uma contradição fica exposta: quantos ainda hoje vivem para satisfazer a carne? Quantos fazem do templo do Espírito Santo morada do demônio?

E enquanto tantos se afastam, alguém precisa permanecer. Sustentar, manter viva, fazer com que a Paixão de Jesus continue sendo anunciada.

Ajude a manter este apostolado.

O Salvador, porém, coberto de sangue e miseravelmente desfigurado, levanta os olhos ao céu e oferece-se novamente como vítima.

Por amor de todos, inclusive daqueles que em nome dos prazeres terrenos perdem a alma e o corpo.

O perdão que desce do Alto da Cruz

Quando a cruz foi erguida e a deixaram cair naquela cova, quem pode compreender as dores causadas por esse movimento? Quanto sofrimento em um corpo com todos os membros desconjuntados?

Era a hora sexta, densas trevas cobriram toda a terra; a lua tingia-se de vermelho-sangue pois os homens haviam consumado o Deicídio.

Jesus que até então permanecera calado, abre então a boca para oferecer perdão com palavras imortalizadas pelos séculos.

Ele perdoaria nao apenas os algozes que ali estavam, mas todos aqueles que, através dos séculos, seriam causa de sua morte: eu e você, com nossos pecados.

Por isso, com amor e com gemidos, Ele disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23,34)

Diante de cena tão sublime, uma pergunta se levanta com urgência: e tu, cristão, como ages?

A cruz rejeitada pelo cristão

Contemplando o Redentor pregado na cruz, entre chagas e dores atrozes, torna-se impossível não voltar os olhos para a própria vida.

Se estás enfermo, já não queres as dores com que Deus te purifica. Quando te contradizem, repreendem ou injuriam, rapidamente te aborreces.

Se te causam algum dano ou prejuízo nas tuas coisas, lanças palavras duras contra quem te causou esse prejuízo.

Não te humilhas, nem sofres com paciência a cruz que Deus te deu. Antes, queixas-te, enchendo-se de ira!

É assim, cristão, que imitas o Redentor no Calvário? Será isso viver como cristão e imitar a Jesus Cristo?

O pecador, por ter se rebelado contra Deus, merece castigo e tu, por causa dos teus pecados, quantos sofrimentos não mereces?

Porque Deus é justo, e o pecador há de ser castigado, ou neste mundo ou no outro. Mas neste mundo o castigo é mais leve e, como dizia o Padre Pio, aqui tudo são graças que Deus faz aos pecadores.

A escolha que ninguém pode evitar

Há uma verdade da qual não se pode escapar: a cruz, de uma forma ou de outra, todos tem que carregar, quer queiram, quer não.

Se o homem a carrega com paciência por Deus, é menos pesada; porém se a leva de má vontade, torna-se pesada.

Portanto, o melhor é sofrer tudo por Deus, oferecer tudo a Deus e ter paciência em tudo.

Porque, diante da Cruz, não há neutralidade: ou o homem a abraça com amor… ou a arrasta com revolta.

E dessa resposta depende não apenas esta vida… mas a eternidade.

E essa escolha não se faz só em palavras… se sustenta também em atitudes concretas.

Se este apostolado te ajuda a permanecer firme, ajude a mantê-lo de pé.

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