Qual o Verdadeiro Nome do Diabo?

Resposta do Padre Pio revela que nosso inimigo pode estar muito mais perto do que se imagina.

Ao longo da história cristã, muitos nomes foram usados para designar o inimigo da alma: Satanás, Lúcifer, Belzebu, demônio.

Todos eles evocam imagens fortes, assustadoras, quase sempre associadas a algo externo, distante, facilmente identificável.

No entanto, um relato atribuído ao Padre Pio propõe uma reflexão desconcertante e obriga o leitor a olhar para dentro.

Uma pergunta simples no Recreio dos Capuchinhos

O episódio teria ocorrido de forma despretensiosa. Padre Pio caminhava pela horta do convento, acompanhado de outros frades.

O ambiente era tranquilo. Conversas corriqueiras preenchiam o silêncio do fim de tarde.

De repente, sem alterar o tom de voz, o frade capuchinho interrompe a caminhada com uma pergunta direta:

— Vocês sabem como se chama o diabo?

A pergunta causa surpresa. Um a um, seus confrades respondem com os nomes mais conhecidos: Satanás, Belzebu, demônio, Lúcifer.

Padre Pio escuta cada resposta com serenidade. Então, balança a cabeça e diz, com firmeza calma:

— Não. Não é isso.

O grupo se cala. Algo naquela negativa pede explicação.

— Então, como se chama o diabo, Padre Pio? — pergunta um deles.

É nesse momento que vem a resposta que muda completamente o eixo da conversa.

O nome que ninguém esperava ouvir

Segundo o relato, Padre Pio responde com precisão cirúrgica:

— Quando dizemos: “eu faço”, “eu digo”, “eu posso”, “eu alcanço”, “eu conquisto”… Eu, eu e eu. Isto é o verdadeiro diabo.

Não há gritos, nem imagens aterradoras. Apenas uma constatação.

O mal, ali, não aparece como uma força externa, mas como uma lógica interior. Um movimento silencioso do coração humano, que se coloca no centro de tudo.

A resposta, curta e direta, permanece ecoando. Porque não fala de monstros. Fala de hábitos cotidianos.

O orgulho: a raiz do mal

Ainda que não exista uma fonte documental precisa que comprove esse diálogo específico, a resposta atribuída ao Padre Pio está em plena sintonia com seus escritos.

Em uma carta datada de 26 de novembro de 1914, Padre Pio escreve:

“Recusar-se a submeter o próprio julgamento ao dos outros, especialmente aos que realmente entendem do assunto em questão, é um sinal que possuímos muito pouca docilidade e um sinal gritante de orgulho secreto.”

Padre Pio sabia que a raiz de todo mal provinha da soberba, do orgulho, do amor-próprio desmesurado.

Esta não era apenas sua opinião pessoal, mas ecoava a própria Sagrada Escritura que adverte:

“Porque o princípio do orgulho é o pecado, e o que o conserva derrama uma torrente de abominações” (Eclo 10,15).

Não por acaso, a tradição cristã ensina que foi pelo orgulho que Lúcifer se rebelou e que foi, por esse pecado, que Judas incapaz de confiar na misericórdia, caiu no desespero.

E é pelo mesmo orgulho que tantas almas, ainda hoje, se perdem lentamente.

Sempre começa do mesmo jeito. Com o “eu”.

Quando o “eu” ocupa o lugar de Deus

O amor-próprio desordenado não se apresenta como algo claramente mau. Pelo contrário, ele costuma se disfarçar de segurança, autonomia, mérito pessoal.

Aos poucos, a pessoa deixa de se reconhecer como criatura. Passa a agir como se fosse o centro, o critério e a medida de tudo.

É exatamente esse movimento que Padre Pio combateu ao longo de toda a sua vida espiritual.

Como confessor, diretor de almas e intercessor incansável, ele sabia identificar onde o mal realmente se infiltrava.

Talvez seja por isso que esse relato (verdadeiro ou não nos detalhes) seja tão divulgado, pois ele traduz, uma verdade que vez por outra queremos ignorar.

Padre Pio, que passou a vida inteira lutando pelas almas, certamente queria fazer um alerta.

Porque o maior combate espiritual, quase sempre, é contra nossos próprios vícios.

Se você deseja caminhar com mais vigilância e proteção espiritual, o grupo Filhos Protegidos do Padre Pio está aberto a você.

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