Como os fenômenos místicos do Santo de Pietrelcina nos convidam a acordar da letargia espiritual e a defender a fé com coragem

Por Equipe Programa Padre Pio
Vivemos uma época de profunda confusão espiritual. Leis iníquas avançam, a vida é banalizada e o laicismo corrói as bases da sociedade.
Diante desse cenário, muitos católicos se sentem marginalizados e, infelizmente, silenciosos.
Mas Deus não nos deixou órfãos. Ele nos enviou São Pio de Pietrelcina não apenas como um intercessor, mas como um guia para arrancar as almas das garras do inimigo. Hoje, queremos refletir sobre a força deste santo, seus milagres recém descobertos em terras francesas e o remédio que ele nos oferece contra o grande mal do nosso tempo: a omissão.
O Grande Perigo: O Pecado da Omissão
Se formos francos e objetivos como o Padre Pio sempre foi, precisamos perguntar: de onde vem essa degradação moral que vemos hoje?
Ela vem, em grande parte, da fraqueza dos bons.
Há cerca de 60 anos, instalou-se uma mentalidade de que apenas “sorrir” resolve os problemas. Calamos diante do erro, olhamos para o outro lado.
Isso tem nome: Pecado de Omissão. Sabemos que se peca por pensamentos, palavras, atos e omissões. A omissão dos católicos, em todos os níveis de responsabilidade, agravou a situação do mundo.
A natureza tem horror ao vácuo: quando a fé católica recua e se cala, outras ideologias avançam e ocupam o espaço.
A palavra do Padre Pio sempre foi franca, quadrada, firme. Seguir seus passos significa ter a coragem de não se omitir e de ser um “traço de união” entre Deus e as almas.
Foi para não serem omissos que muitos católicos decidiram unir-se espiritualmente ao Padre Pio, colocando suas vidas sob sua proteção constante.
Clique aqui e inscreva-se como Filho Protegidos do Padre Pio. Assuma um compromisso concreto de não cruzar os braços diante do avanço do mal.
Padre Pio e a França: Uma Ligação Mística
Embora fisicamente o Padre Pio nunca tenha saído da Itália, sua alma viajou o mundo. Ele tinha uma predileção especial pela “filha primogênita da Igreja”, a França, e uma devoção profunda por Santa Teresinha do Menino Jesus.
Conta-se um belo fioretti. Entre 1918 e 1922, uma senhora pediu ao Padre Pio que abençoasse uma foto da carmelita de Lisieux. Ele olhou a foto e a devolveu respeitosamente, dizendo:
“Não posso abençoá-la, pois a Igreja ainda não se pronunciou sobre suas virtudes. Mas você tem razão em rezar a ela. É uma grande santa e um dia a Igreja a reconhecerá.”
Vejam a humildade! Mesmo sabendo da santidade dela por seus dons místicos, ele se submetia à autoridade da Igreja. Ele não queria “ser original”, queria ser obediente.
O Mistério da Bilocação: Em Roma e Lourdes
Mas a ligação com Santa Teresinha não parou por aí. No dia da beatificação da santa (29 de abril de 1923) e depois em sua canonização (17 de maio de 1925), testemunhas idôneas — como Dom Luigi Orione e o Arcebispo Camacho, do Uruguai — viram o Padre Pio na Basílica de São Pedro, em Roma. Ao tentarem se aproximar, ele desaparecia.
Era o fenômeno da Bilocação. Para a lógica humana, estar em dois lugares ao mesmo tempo é impossível (princípio da não-contradição). Mas para Deus, que é Todo-Poderoso, nada é impossível. Deus pode permitir que um anjo tome a aparência de alguém ou, por um mistério divino, fazer sua criatura estar onde sua Vontade deseja.
Padre Pio viajava em espírito para salvar almas, impedir suicídios e até desviar bombardeios durante a guerra. E ele também visitava os santuários que amava.
Certa vez, alguns frades brincaram: “Padre, vamos a Lourdes, nós o levaremos conosco”.
Ele respondeu:
“Ah, eu amo muito Lourdes. Mas vocês acham que eu não conheço a Virgem Branca? Conheço aquele lugar melhor que vocês. Não é preciso trem para viajar.”
Ele descrevia o santuário com detalhes que só quem esteve lá poderia saber.
O Milagre de Alençon: O Menino e o “Padre do Livro”
Um dos casos mais documentados de bilocação na França ocorreu em 1958, na cidade de Alençon (terra natal de Santa Teresinha).
O pequeno Daniel Batonnier, de apenas 6 anos, estava morrendo com uma meningite gravíssima. Às 13h30, a família enviou um telegrama urgente ao convento de San Giovanni Rotondo pedindo socorro.
Às 15h00, o menino entrou em agonia. A febre passava dos 41 graus. Porém, às 16h00, inexplicavelmente, a febre desapareceu. No dia seguinte, os médicos declararam a criança salva, sem sequelas.
A mãe de Daniel, que não era praticante, acabou comprando uma biografia do Padre Pio após o ocorrido. Ao deixar o livro sobre a cama do filho já recuperado, o menino olhou a capa e sorriu:
“Mãe, eu conheço esse padre! Ele veio me ver duas vezes hoje de manhã. Ele cantarolava baixinho para eu não ter medo e depois saiu pela porta, igual a você.”
O Padre Pio foi até o quarto daquele menino moribundo para curá-lo. Este milagre não só salvou o corpo da criança, mas converteu a família, levando os pais ao matrimônio religioso tempos depois.
Não tenhamos medo
O Padre Pio é este santo “enviado por Deus” para tempos difíceis. Ele nos ensina que a distância física não é barreira para a Graça e que Deus continua operando milagres.
Mas ele também nos pede ação. Não sejamos católicos do “sorriso silencioso”.
Assumamos a decisão de viver como católicos que combatem varonilmente. E a primeira decisão prática pode ser inscrever-se como Filhos Protegidos do Padre Pio.
Que tenhamos a coragem de defender a Verdade, de propagar a fé e de confiar que, se nos deixarmos guiar pelo Padre Pio, ele nos conduzirá seguramente a Deus.





