Padre Pio e a Paixão de Cristo: o segredo que moldou sua santidade

O vice-postulador da causa de canonização do Padre Pio revela como a imitação de Jesus na cruz era o centro de sua vida espiritual.

Quem deseja conhecer verdadeiramente um santo precisa olhar não apenas para os feitos extraordinários, mas para o que há de mais íntimo: sua alma.

Foi com esse propósito que Frei Gerardo di Flumeri, que conviveu com o santo e atuou como vice-postulador de sua causa de canonização, escreveu o livro “La vita devota di Padre Pio”. 

Frei Gerardo quis desvendar o segredo da santidade do Padre Pio: como ele vivia a fé no dia a dia, qual era o centro de sua oração e o que movia cada um de seus gestos.

E o que ele revela é que a chave para compreender o santo está na sua devoção à Paixão de Nosso Senhor.

A verdadeira Devoção é a Imitação

Para revelar como o santo era devoto da Paixão e Morte de Jesus, escreveu:

“Padre Pio compreendia que a verdadeira devoção passa pela imitação. Desde o noviciado, reconheceu que estava chamado a imitar Nosso Senhor na Sua Paixão”.

Numa carta ao padre Agostino, seu confessor, afirmou:

Para que a imitação ocorra, é necessária a reflexão cotidiana sobre a vida daquele a quem se propõe como modelo. Da reflexão brota a estima das suas obras, e da estima, o desejo e a força da imitação (Epistolário I, 1000).

A Paixão de Jesus Cristo Se Tornava Viva

Essa meditação não permanecia apenas nos momentos de oração.

Padre Pio meditava na Paixão de Nosso Senhor não apenas na Quaresma, mas continuamente, dia após dia.

Seja por meio da leitura dos Santos Evangelhos ou de livros como os “Pensamentos e Afetos sobre a Paixão de Jesus Cristo” do Frei Gaetano Maria de Bergamo, que circulava na Ordem quando Padre Pio era um jovem religioso.

E o que se passava na alma alcançava também o corpo.

Como Nosso Senhor, Padre Pio derramou lágrimas. Suou sangue, sofria a flagelação quando era açoitado pelos demônios.

A coroação de espinhos durante a Santa Missa era um espetáculo oculto, mas que Deus permitiu a alguns assistir.

A chaga do ombro: o sofrimento secreto

Mas havia uma chaga, secreta e que lhe causava muito sofrimento: a dor aguda da chaga do ombro, causada pelo peso da cruz.

Ao seu confessor, Padre Pio escrevia:

“Sofro, sofro muito… Mas não desejo que a cruz me seja aliviada, porque sofrer com Jesus é muito agradável para mim. Contemplando a cruz sobre os ombros de Jesus, experimento uma santa alegria” (Epistolário I,303).

Padre Pio sentia-se feliz ao sofrer essas dores, pois assim sabia que elas eram a prova de que Jesus o amava.

Como ele confessou ao Padre Agostino:

“Jesus, quando quer mostrar que me ama, faz-me participar das feridas, dos espinhos, da angústia de Sua Paixão…” (Epistolário I, 335).

Do Calvário à Confissão: o fruto da meditação

Esse amor ao Salvador o inflamava de tal modo que não podia guardá-lo apenas para si.

A devoção do Padre Pio à Paixão de Nosso Senhor era tão grande e tão profunda que ele a propagava.

À Anita Rodote, sua filha espiritual, o santo escreveu:

“Sejamos amantes de Jesus na Sua Paixão. Meditemos frequentemente nas dores do Homem-Deus, e não tardará a acender-se, em nós também, o profundo desejo de sofrer cada vez mais por amor a Jesus” (Epistolário III,67).

Aos seus filhos espirituais, Padre Pio repetia:

“Uma coisa, sobre todas as demais, desejo de vós: que vossa meditação diária gire em torno da vida, paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Epistolário III,63s).

Porque, como Padre Pio explicava:

“Ao meditar com frequência as dores do Homem-Deus, acender-se-á em vós o desejo de padecer cada vez mais por amor a Jesus” (Epistolário III,63s).

E é justamente nesse ponto que a alma começa a ver o que antes evitava enxergar: o próprio pecado, causa única da Paixão de Nosso Senhor.

Por isso Padre Pio insistia tanto na Confissão.

E para ajudar a viver este sacramento, a Regina Fidei publicou o manual “Padre Pio te ensina a confessar”, um guia simples que mostra como se confessar segundo as orientações do próprio Padre Pio.

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A Meditação da Paixão sustenta a Fidelidade

Quem se afasta da Paixão de Nosso Senhor perde a medida do sofrimento e aos poucos esfria na fé.

Mas quem volta continuamente ao Calvário compreende o valor da dor oferecida, o sentido da cruz, e a profundidade do amor de Cristo.

É ali, diante de Jesus Crucificado, que a alma aprende a permanecer, mesmo quando a dor pesa e custa.

O Santo Padre Pio aprendeu essa lição nos livros e a testemunhou na sua própria carne.

Afinal de contas, é aos pés do Calvário que se decide seguir a Jesus ou abandoná-Lo.

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