Como Padre Pio viveu, em sua própria vida, aquilo que Nossa Senhora pediu em Lourdes.

Um desejo pessoal que acompanhou Padre Pio por longos anos de sua vida era visitar a Gruta onde Nossa Senhora de Lourdes apareceu a Santa Bernadette em 1858.
Na impossibilidade de fazer esta peregrinação, não deixava de transmitir à sua “cara Mammina” os seus afetos, agradecimentos e pedidos.
O amor de Padre Pio por Nossa Senhora de Lourdes aparecia, em particular, pela presença, em sua cela, de uma bela imagem da Virgem Imaculada dos Pirineus.
Mas por que Padre Pio gostava tanto de Lourdes?
A resposta não está em uma devoção meramente afetiva, mas na profunda sintonia entre a Mensagem de Lourdes e a missão que Deus lhe confiou.
Por que Lourdes tocava o coração do Padre Pio?
O Venerável Papa Pio XII parece nos dar a resposta na sua Encíclica “Le pèlerinage de Lourdes” quando afirma que:
“Em parte alguma, talvez, tanto quanto em Lourdes, a gente se sente levado ao mesmo tempo, à oração, ao esquecimento de si e à caridade. […]
Dos peregrinos ajoelhados diante da gruta, os melhores são empolgados pelo atrativo de uma vida mais totalmente dada ao serviço de Deus e de seus irmãos;
os menos fervorosos tomam consciência da sua tibieza e reencontram o caminho da oração; não raras vezes os pecadores mais empedernidos e os próprios incrédulos são tocados pela graça”
Ora, a conversão dos pecadores, o afervoramento dos tíbios e encaminhar almas para o serviço de Deus, não eram justamente as maiores alegrias do santo Padre Pio?
Era exatamente por esses frutos que ele se consumia diariamente, gastando todo o seu tempo e o melhor das suas energias, confessando e aconselhando as almas por mais de doze horas ao dia.
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Padre Pio e o Apelo à Penitência
A devoção do Padre Pio a Nossa Senhora de Lourdes, porém, não se expressava apenas em recorrer a ela para obter graças, mas traduzia-se na prática dos ensinamentos da Mãe celeste.
Nessas aparições a Virgem Santíssima fez três pedidos que são a essência da Mensagem de Lourdes: apelo à conversão, à oração do Santo Rosário e à penitência pelos pecadores.
A esses apelos não atendeu fielmente Padre Pio, fazendo de toda a sua vida uma resposta concreta a esse tríplice chamado que, mais tarde, a Virgem reiteraria também em Fátima?
Ecoando esses mesmos apelos, o Venerável Papa Pio XII comenta na sua Encíclica:
“A Virgem Imaculada por três vezes lança o seu apelo premente: ‘Penitência, penitência, penitência! Ide beijar a terra em penitência pelos pecadores’”.
É impossível mensurar o quanto Padre Pio se penitenciava pelos pecadores e como buscava, com vigilância constante, novas ocasiões de sacrifício.
Por isso, tantas e tantas vezes, ele comentava, após alguma confissão ou milagre realizado: “Você me custou muito caro!”
Padre Pio e o Apelo à Oração pelos Pecadores
À penitência, porém, unia-se inseparavelmente a oração. Na visão de Pio XII, o pedido da Virgem é claro:
“‘Rogareis a Deus pelos pecadores.’ […] E quem ousaria dizer que esse apelo perdeu, nos nossos dias, a sua atualidade?”
Este apelo à oração pelos pecadores encontrou eco perfeito no coração do Padre Pio, que o acolheu com radicalidade, rezando mais de 30 Rosários todos os dias.
Um dia, o Padre Guardião perguntou ao Padre Pio por que o Rosário era a sua oração interminável, e ele respondeu:
“Se a Virgem Imaculada em Lourdes e ainda mais o Imaculado Coração em Fátima recomendaram insistentemente a oração do Rosário, isso não quer dizer que o Rosário tem um valor excepcional para nós e para os nossos tempos?”
Padre Pio viveu Lourdes no dia a dia
Padre Pio não foi um mero entusiasta das aparições de Lourdes.
Ele compreendeu que as exigências feitas pela Mãe de Deus a Santa Bernadette, coincidiam profundamente com seu desejo de juventude: “oferecer-se como vítima” para resgatar os pecadores do abismo.
Por isso, o caminho que a Imaculada apontou a Santa Bernadette em Lourdes, São Pio de Pietrelcina procurou palmilhar fielmente todos os dias da sua longa existência.
Assim, no altar da Santa Missa, no confessionário e em sua cela, ele realizou aquela peregrinação que o corpo nunca teve a oportunidade de fazer.




