Padre Pio e a família Savino: quando o Céu toca a carne

Três palavras que esmagam o desespero: “Nada é impossível a Deus.”

São Pio de Pietrelcina rodeado de crianças, após uma primeira comunhão – Foto: Reprodução

Há histórias que não servem para entreter. Servem para acordar a alma. Quando a dor bate na porta e a medicina encosta no limite, o homem moderno fica nu: ou se ajoelha, ou enlouquece.

Na Itália do Sul, no pós-guerra, uma família simples aprendeu isso do jeito mais brutal e mais belo.

Uma casa, oito filhos, e um santo por perto

Giovanni Savino e Rosa Savino tinham oito filhos. Gente do povo. Trabalho duro. Fé de quem não fala bonito, mas segura a cruz.

Poucas semanas depois do casamento, conheceram Padre Pio. Tornaram-se seus filhos espirituais. Giovanni, operário, ajudou com a própria força a levantar partes do convento. O santo, por sua vez, levantava coisas mais difíceis: corações, famílias, esperanças esmagadas.

E então vieram os golpes.

Lina no chão, o sangue por dentro, e a impotência humana

Um dia, a filha Lina foi atropelada por uma mobylette. No pronto-socorro: traumatismo craniano, hemorragia interna. Coma. E, para piorar, não havia hospital próximo para onde correr.

Rosa fez o que uma mãe cristã faz quando a terra acaba: olhou para o Céu. Correu ao “seu capuchinho” e implorou ajuda.

O santo não fez teatro. Não deu garantia barata. Ele olhou para o alto “como quem vê outra realidade” e disse o essencial:

“Rezemos e deixemos tudo nas mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Três dias depois, Lina abriu os olhos. Recuperação completa.

Não é isso que a fé faz? Ela não remove a dor como mágica. Ela coloca a dor dentro das mãos de Deus.

O segundo golpe: Giuseppe também cai… e também volta

Alguns anos depois, o filho Giuseppe foi atropelado por uma moto. Outra vez: ferimento na cabeça. Outra vez: coma.

Outra vez: a oração do santo.

E o menino voltou a si, como a irmã.

Duas crianças devolvidas à família. Quem tem fé não chama isso de “coincidência”. Chama pelo nome: misericórdia.

Três avisos seguidos: “Rezo para que você não seja morto”

Giovanni tinha um costume santo: assistia à Missa do padre de manhã e, antes de ir ao trabalho, pedia uma bênção extra.

Então aconteceu algo estranho e pesado.

Em 12 de fevereiro de 1949, Padre Pio disse a ele:

“Giovanni, rezo ao Senhor para que você não seja morto.”

No dia 13, repetiu.
No dia 14, repetiu de novo.

Giovanni ficou assustado. Pediu explicação. O capuchinho ficou em silêncio.

No dia 15 de fevereiro, Giovanni foi preparar uma explosão de rochas para obras. Colocou dinamite, acendeu o pavio. A carga não explodiu. Passado o tempo de segurança, aproximou-se para conferir.

Foi quando explodiu.

Ferimentos graves, sobretudo no rosto. Fragmentos no olho esquerdo. O olho direito… a órbita vazia. Destruído.

Aquela frase do padre não era dramatização. Era caridade profética: Deus avisando, e ao mesmo tempo segurando a mão.

“Senhor, eu Te ofereço um dos meus olhos por Giovanni”

Padre Pio expôs o Santíssimo como fazia todos os dias, mas ali rezou “de um modo especial”. Sua oração foi ouvida:

“Senhor, eu Te ofereço um de meus olhos por Giovanni, porque ele é pai de família.”

Isso é santidade. Não é emoção. É amor sacrificial, amor que se mede em sangue invisível.

Dias depois, Giovanni sentiu um perfume forte, “aroma do Céu”, daqueles sinais que aparecem na vida dos santos como um toque delicado de Deus para dizer: “Eu estou aqui.” Ele sentiu também a presença do padre junto dele, como se o visitasse.

E então, esmagado pela dor e pelo futuro escuro, Giovanni rezou com a sinceridade crua de um homem:

“Padre… devolva-me a vista ou deixe-me morrer. Não posso viver assim.”

Não é uma oração “bonitinha”. É a oração de quem está no limite. E Deus acolhe até o grito.

O médico incrédulo e o impossível diante dos próprios olhos

O oftalmologista veio. Homem “sem fé, sem religião”, daqueles que só aceitam o que os instrumentos confirmam.

Examinou, conversou. Giovanni, inquieto, soltou:

“Doutor, eu estou vendo o senhor com o meu olho direito… onde não há nada.”

O médico respondeu seco: impossível. O olho direito não existe mais.

Giovanni fez a prova: tampou o olho esquerdo… e via. Tampou o esquerdo e, com o direito “vazio”… via.

O exame mais profundo obrigou o médico a engolir o orgulho:

“Agora eu também creio em Deus, porque isso aconteceu diante dos meus olhos.”

Giovanni ficou internado até junho de 1949. Saiu. Voltou a ver com aquele olho direito até morrer, em 1979.

Deus não precisava fazer isso. Fez porque quis. Para quê? Para esmagar a nossa soberba, para lembrar que o mundo não é um laboratório fechado.

“Não procure prova científica: olhe para o testemunho e tema a superficialidade”

Há quem sempre corra para a desculpa: “Ah, mas hoje não dá para verificar tudo… então não vale.”

Essa postura, quando vira vício, costuma esconder outra coisa: a alma não quer se ajoelhar.

Milagre não é “truque” para convencer quem não quer fé. Fé é graça. E Deus dá sinais conforme Seu desígnio. A nós cabe a atitude certa: humildade, atenção aos fatos, e sobretudo fugir do veneno moderno: a superficialidade de crer só no que se vê, só no que se mede, só no que dá para postar.

Essa superficialidade mata a oração. Esfria a relação com o Anjo da Guarda. Abafa a devoção aos santos. Faz o homem viver como bicho elegante.

Se histórias assim ainda chegam até você, é porque existe um apostolado que se recusa a deixar a fé ser esquecida.

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Gemma di Giorgi: enxergar sem pupila

Entre os casos que atravessaram décadas, há o de Gemma di Giorgi, nascida no Natal de 1939 sem pupilas, portanto cega de nascença. Em 1947, ao ser levada até o padre, ele tocou seus olhos e ela passou a ver normalmente, apesar de continuar “sem pupilas”.

Não é conto para “gente impressionável”. É um chamado ao essencial:

Deus é Todo-Poderoso.

E a frase que deve ficar gravada na memória, como ferro em brasa, é a do Anjo a Nossa Senhora:

“Nada é impossível a Deus.”

Um pequeno gesto, uma penitência, e a prova de que o invisível é real

Um homem decidiu parar de fumar e oferecer isso em penitência. Todas as noites, diante de um retrato do padre, mostrava um maço fechado:

“Padre, mais um dia sem abrir. Amanhã será igual.”

Depois de 81 dias, encontrou o santo e disse: “Padre, já faz 81 dias.”

A resposta veio como lâmina:

“Eu sei. E você ainda me fez contar os maços toda noite.”

Quem vive só na casca do mundo ri disso. Quem tem fé entende: o Céu é mais próximo do que a gente imagina. E Deus usa seus santos para puxar a nossa alma para cima.

Bilocação e uma frase que corta o orgulho humano

Falando sobre bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo), o padre teria explicado que a pessoa sabe o que quer e para onde vai, mas não sabe se é o corpo ou o espírito que é transportado. E acrescentou algo crucial: isso acontece sob obediência, em urgências, quando há alma ou corpo a salvar.

Num círculo, alguém mencionou que Napoleão Bonaparte faria várias coisas ao mesmo tempo. O capuchinho cortou:

“Eu não sou Napoleão. Mas eu posso fazer três ao mesmo tempo: rezar, confessar e dar a volta ao mundo.”

Não era vaidade. Era ironia santa contra o culto ao “grande homem”. A grandeza verdadeira está em servir.

E no fim da vida… levitação?

Um capuchinho americano, Joseph Pius Martin, relatou um episódio impressionante: perto do fim, o padre estava tão debilitado que precisava ser carregado para celebrar a Missa. Num dia, ao levantá-lo, percebeu que o peso parecia nada. Olhou para baixo: os pés do padre estariam cerca de 15 cm acima do chão.

Não conversaram sobre isso. Apenas souberam. Há coisas que o Céu permite que a gente veja… e outras que permite que a gente cale.

O que Deus quer de você com tudo isso

Ele não quer curiosidade. Ele quer conversão.

Se você vive morno, isso é um aviso. Se você reza pouco, isso é um puxão. Se você acha que a realidade é só o que entra pelos olhos, isso é uma humilhação misericordiosa.

E se você está carregando uma dor dentro de casa, uma doença, uma crise, um filho perdido, um casamento ferido: ajoelhe. Peça a intercessão dos santos. Confesse-se. Reze o Rosário. Faça penitência. Deus continua sendo Deus.

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