O Som da Chave no Cadeado

O instante em que a porta se fecha e a eternidade se torna a sua única morada.

O rangido de uma porta de ferro ecoa pelo corredor vazio da memória. O cheiro de incenso frio e de flores murchas de um velório esquecido sobe pelas narinas. No centro da sala, a chama de uma única vela de cera luta contra a escuridão, projetando sombras que parecem julgar cada movimento seu.

Você já parou para ouvir o tic-tac de um relógio de parede em uma casa vazia e percebeu que aquele som é o martelo da justiça batendo contra a sua própria negligência? A vida é um sopro que apaga a vela, mas o que acontece quando a luz se apaga e você descobre que não tem para onde correr?

A tapeçaria rasgada da vaidade

Passamos os dias bordando uma imagem de perfeição para os outros. Compramos roupas que não precisamos, discutimos política como se fôssemos donos da verdade e escondemos nossas misérias sob o verniz da educação.

O mundo é um mercado de ilusões onde o preço de entrada é o seu tempo e o prêmio de consolação é o esquecimento.

Nosso Senhor Jesus Cristo não se impressiona com os títulos que você ostenta ou com a conta bancária que você protege. Diante d’Ele, a sua importância social é como palha seca jogada ao fogo.

Cada minuto desperdiçado em diversões estéreis é uma traição contra o Sangue que Ele derramou para resgatar a sua alma da lama.

O tempo não perdoa quem o trata como um brinquedo sem valor.

O silêncio que grita a verdade

Imagine-se agora, imóvel, com o suor frio escorrendo pela têmpora. O barulho das máquinas do hospital silencia e, subitamente, você está diante do Trono de Deus.

Não há música de fundo, não há plateia para aplaudir suas desculpas. A Santíssima Virgem, que poderia ter sido sua advogada, olha para as mãos vazias que você apresenta – mãos que nunca se uniram em oração sincera, e muito menos para fazer apostolado.

O julgamento não é uma negociação. É a revelação de quem você realmente foi no escuro do seu quarto, longe dos olhos do mundo.

Cada olhar de luxúria, cada palavra de soberba e cada omissão covarde surgem com a clareza de um relâmpago no meio da noite. A justiça divina é um cristal puríssimo que estilhaça qualquer máscara de hipocrisia.

O inferno é o eco eterno do seu próprio “não” dito à vontade de Deus.

O homem que construiu muros e esqueceu o teto

Lembro-me de um senhor que dedicou trinta anos para erguer a casa mais imponente da vila. Ele conferia cada tijolo, sentia a textura da argamassa e se orgulhava da solidez dos seus muros.

“Aqui estou seguro”, ele dizia, enquanto o cheiro de mofo da sua própria alma crescia no porão do coração. Ele nunca abriu as janelas para a luz da confissão, temendo que a poeira de seus pecados fosse vista.

Certa noite, um vento gelado soprou por debaixo da porta principal. O homem tentou trancar a entrada, mas suas mãos tremiam e a chave de bronze parecia pesada demais.

Ele morreu segurando o metal frio, cercado por paredes de pedra que não puderam impedir a entrada da morte. Ele construiu uma fortaleza para o corpo, mas deixou a alma desabrigada sob a tempestade da eternidade.

A morte é a única visita que nunca aceita um “volte amanhã”.

O abismo de fogo e a última tábua de salvação

O inferno é um lugar de ódio absoluto, onde o remorso rói as entranhas como um ácido que nunca para de corroer. É o deserto onde a sede nunca é saciada e o fogo é apenas o reflexo do incêndio das paixões desordenadas que a pessoa cultivou em vida.

Lá, a solidão é total, e o único som é o choro de quem percebeu, tarde demais, que trocou a glória do Céu por um instante de prazer imundo.

Mas o braço de Nosso Senhor Jesus Cristo ainda está estendido para todos nós. A saída real do labirinto da perdição é a humilhação do arrependimento.

Sob o manto da Santíssima Virgem, há refúgio para quem decide, agora mesmo, abandonar a mediocridade e lutar pela santidade. Não há meio-termo: ou você é de Deus, ou o abismo já começou a reclamar o seu nome.

Seja um Missionário de Fátima e una-se a esta milícia pacífica de oração e reparação. É chegada a hora de corresponder ao apelo da Virgem e formar um exército de almas dispostas a tudo pela conversão dos pecadores.

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Oração: Ó Santíssima Virgem, pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, livrai-me das trevas eternas e ensinai-me a odiar o pecado. Amém.

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