O segredo da mulher que sobreviveu apenas com a Eucaristia e o que isso revela sobre a sua própria fome espiritual.

Imagine um quarto pequeno, mergulhado no cheiro de cera e no silêncio cortante de uma vila portuguesa. Ali, em uma cama de dor, uma mulher não toca em comida ou água por treze anos. O único som é o do sino da paróquia ao longe, e o único alimento que atravessa seus lábios é a Hóstia Consagrada.
Alexandrina de Balazar não é uma lenda medieval; ela morreu em 1955, desafiando a ciência e esfregando na nossa cara uma verdade que tentamos esquecer: o homem não vive só de pão.
Você já sentiu aquele vazio no peito, mesmo com a mesa cheia e o celular brilhando com notificações? Por que buscamos saciedade em banquetes que nos deixam cada vez mais famintos?
O Convite que o Mundo Odeia
Alexandrina recebeu um chamado que faz o homem moderno tremer: amar, sofrer e reparar. No dia 13 de outubro, enquanto o sol bailava em Fátima, Deus consolidava em Balazar uma missão idêntica. Não se trata de masoquismo, mas de um amor tão violento que transborda a própria capacidade humana.
Entre 1938 e 1942, todas as sextas-feiras, aquela mulher paralisada revivia a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eram três horas de agonia física real. Enquanto o mundo se perdia em guerras e prazeres fugazes, uma alma solitária segurava o braço da justiça divina com o peso do próprio sofrimento.
A Graça não é um conceito abstrato; ela tem peso, tem sangue e tem rosto.
Uma Escolha Entre Dois Banquetes
Pense em um jovem hoje, perdido entre prazeres rápidos e o medo do futuro. Ele corre, consome, peca e se cansa. Alexandrina, presa a uma cama, era mais livre do que qualquer um de nós. Ela escolheu o banquete do Altar.
Certa vez, um médico cético tentou provar que ela comia às escondidas. Vigiaram-na dia e noite. O resultado? O diagnóstico de que a ciência não explica como um corpo permanece vivo apenas com a Eucaristia. Alexandrina não queria provar nada para a medicina; ela queria provar para nós que Nosso Senhor Jesus Cristo está vivo e é, de fato, o Pão da Vida.
A escolha dela foi radical. A sua, hoje, será de indiferença ou de busca?
O Pedido que o Papa Ouviu
Engana-se quem pensa que Balazar é apenas um caso isolado de misticismo. Foi através de Alexandrina que Jesus pediu a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Sim, a mesma mensagem de Fátima ecoava naquele quarto simples.
Em 1942, o Papa Pio XII atendeu a esse pedido. Nossa Senhora não aparece para nos dar entretenimento espiritual, mas para nos convocar à batalha.
Ela aponta para o Sacrário e para a necessidade urgente de conversão. Não há meio-termo: ou nos voltamos para Deus, ou seremos engolidos pelo caos que nós mesmos criamos.
O Santuário que hoje se ergue em Balazar não é para turistas, é para pecadores que buscam o perdão.
O Túmulo Voltado para o Rei
Até mesmo na morte, Alexandrina deixou uma ordem clara: seu túmulo deveria estar voltado para o Sacrário. Ela queria continuar adorando mesmo quando seus olhos carnais se fechassem. Isso é sede de Deus. Isso é o que falta em nossas igrejas mornas e em nossas orações mecânicas.
A vida da Beata Alexandrina é uma catequese viva que anda pelas ruas da nossa consciência. Ela nos pergunta: “Onde está o seu tesouro?”. Se o seu alimento não for a vontade de Deus, você continuará morrendo de inanição espiritual em meio à abundância.
Hoje, não fique só na curiosidade. Dê um passo.
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Ato de Oração
Santíssima Virgem, por intercessão da Beata Alexandrina, dai-me a graça de amar a Eucaristia acima de todas as coisas e a coragem de reparar as ofensas cometidas contra o Vosso Imaculado Coração. Amém.
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