Em meio ao frio, à solidão e às tentações, São Rafael Arnaiz encontrou uma resposta que desmontou o Inferno: “Descasco nabos… por amor a Jesus Cristo”.

Uma história que começa com frio e termina em fogo de amor
Imagine um jovem, sozinho num mosteiro, num sábado sombrio e chuvoso. A missão dele? Descascar nabos.
Com as mãos congeladas e o coração sendo invadido por lembranças do aconchego do lar, dos pais, da liberdade que deixou para trás…
São Rafael Arnaiz, monge trapista espanhol, não estava apenas lidando com legumes naquele momento. Estava enfrentando um combate espiritual.
Essa cena quase cinematográfica, descrita por ele mesmo em seus escritos, revela um campo de batalha onde a matéria é simples, mas o espírito está em guerra.
Os demônios vermelhos das lembranças doces
Ele não viu figuras horrendas, não ouviu vozes. Foi algo muito mais perigoso: uma saudade sutil, melancólica, quase encantadora.
- “Um demônio pequenininho e muito sutil, que se insinua dentro de mim e de maneiras suaves me lembra da minha casa, de meus pais e irmãos…”, escreveu São Rafael.
É assim que muitos abandonam suas cruzes: não por grandes pecados, mas por pequenas seduções. Um conforto. Um atalho. Uma volta à zona de segurança.
A resposta que fez os demônios se esconderem
No auge do desânimo, algo mudou.
São Rafael sentiu como se uma luz invadisse sua alma e uma pergunta ecoasse em seu íntimo: “O que você está fazendo?”
Sua resposta veio sem hesitação:
- “Santa Virgem!… Descascar nabos!… para quê?”
E a resposta do seu coração foi como uma espada de fogo:
- “Por amor… por amor a Jesus Cristo.”
E então, o impossível aconteceu: ele começou a rir. Uma risada santa, desarmadora, tão intensa que os “demônios vermelhos” — como ele mesmo chamou — fugiram apavorados e se esconderam entre os sacos e cestas do armazém.
Fazer o pequeno com amor é vencer o Inferno
O que São Rafael nos ensina é profundamente contrário aos dias de hoje.
Num mundo que valoriza apenas o que aparece, o que brilha, o que rende curtidas — ele mostra que Deus se esconde no pequeno, no banal, no trabalho sem aplausos.
- “Deus pode me tornar tão santo descascando batatas, quanto governando um Império.”
É preciso uma fé madura e um amor profundo para enxergar isso. E talvez seja justamente essa fé silenciosa, humilde e heroica que o mundo tanto despreza… e que tanto falta nos dias de hoje.
Padre Pio também conhecia esses demônios silenciosos
Ao ler essa história, não podemos deixar de pensar em Padre Pio, outro combatente das sombras, que também enfrentou demônios — não só visões e ataques físicos, mas os assaltos internos, as insinuações contra a fé, a vontade de fugir da cruz.
Ambos, cada um à sua maneira, nos mostram que a verdadeira santidade não está em fazer milagres espetaculares, mas em amar profundamente aquilo que é difícil, rotineiro, pequeno.
Quantas vezes você também se sentiu tentado a largar tudo?
Você talvez não esteja num mosteiro.
Talvez esteja num escritório, numa casa cheia de filhos, num hospital, numa luta constante contra o pecado.
Mas os “demônios vermelhos” também te visitam.
Eles te dizem: “Vai embora. Não vale a pena. Deus não está aqui.”
Mas Ele está.
E se você, como São Rafael, responder com amor — mesmo em meio aos nabos da vida — os demônios fogem.
Faça também um pequeno gesto por amor a Jesus e Maria
Um simples “sim” pode ser a semente de grandes graças. Hoje, você tem a oportunidade de fazer algo pequeno, mas cheio de significado: apoie o apostolado da Regina Fidei com uma doação – mesmo que modesta.
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Seu gesto ajudará a levar a verdadeira Doutrina Católica a quem precisa de luz e a resgatar os afastados, mostrando-lhes o caminho de volta à Igreja.
Não subestime o poder de uma pequena oferta feita com fé. Como dizia São Rafael Arnaiz Barón: “Faço isso por amor a Jesus Cristo”.





