Celebrada no dia de hoje, conheça as 18 aparições que transformaram uma gruta esquecida em fonte viva de misericórdia.

Um inverno rigoroso e uma menina frágil
Era 11 de fevereiro de 1858. O frio cortava a pele em Lourdes, pequena cidade do sul da França.
Foi nesse cenário que Bernadette Soubirous, uma menina de saúde frágil e marcada por crises constantes de asma, decidiu sair de casa para buscar lenha.
A mãe hesitou, pois sabia que a filha não estava bem. Mas, após insistir, Bernadette conseguiu permissão, com a condição de não se expor ao frio das águas.
Para acompanhá-la, foram sua irmã Antonieta e a amiga Joana. O caminho era conhecido, mas seria preciso passar pela gruta de Massabielle, um lugar esquecido, usado como lixeira, à margem do rio Gave.
Nada ali indicava que aquele ponto, tão comum e desprezado, seria escolhido pela Mãe de Deus para trazer uma mensagem ao mundo.
A Primeira Aparição de Nossa Senhora
Ao chegarem ao rio, Antonieta e Joana atravessaram as águas geladas. Bernadette ficou para trás, recordando o pedido da mãe e temendo agravar sua frágil saúde.
Foi então que algo inesperado aconteceu: Bernadette viu uma luz forte vinda de dentro da gruta.
A própria Bernadette descreveu o momento com palavras simples, mas carregadas de assombro:
“Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-La.
Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé. Saudou-me inclinando a cabeça.
Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse”.
Apenas Bernadette via a Senhora. Antonieta e Joana nada viam.
A Senhora não se identificou. Em silêncio, conduziu a menina à oração, convidando-a a rezar o terço. O modo como fez o sinal da cruz impressionou profundamente Bernadette.
Após rezarem juntas o Rosário, a visão desapareceu. Assim, sem explicações, aconteceu a primeira das 18 aparições.
As outras Aparições de Nossa Senhora em Lourdes
Seguiram-se àquela, outras 17 aparições que Nossa Senhora faria à menina Bernadette.
Estes encontros, distribuídos até julho daquele ano, aconteceram em datas precisas: nos dias 11, 14 e de 18 a 28 de fevereiro; depois, em 1, 2, 3, 4 e no crucial 25 de março; e ainda em 7 de abril e 16 de julho de 1858.
Nelas todas, a Bela Senhora insistiria no mesmo pedido: oração e penitência pela conversão dos pecadores.
No dia 18 de fevereiro, na terceira aparição, a Senhora perguntou a Bernadette se ela estaria disposta a voltar à gruta durante quinze dias. Bernadette respondeu que sim.
A partir desse consentimento simples e obediente, a Senhora continuou aparecendo ao longo de 15 dias na gruta de Massabielle.
Pouco a pouco, a notícia das aparições começou a se espalhar pela cidade e cada vez mais pessoas passaram a acompanhar Bernadette.
Ninguém via a Senhora, mas muitos percebiam que ali se passava algo fora do comum. Havia uma presença difícil de explicar.
— Ela não parecia ser deste mundo — disse uma testemunha, ao comentar sobre o que acontecia na gruta.
Se hoje você também sente o desejo de rezar, de confiar intenções à Mãe de Deus, una-se espiritualmente a milhões de fiéis que recorrem à sua intercessão.
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A Fonte Milagrosa
Em uma das aparições, a Senhora pediu algo desconcertante: que Bernadette cavasse o chão.
A menina obedeceu. Cavou, cavou e cavou e só saiu lama e poeira. Nada mais!
As pessoas riram e a chamaram de louca, até que do solo sujo e desprezado, começou a brotar água pura e cristalina.
No início, apenas um filete que aos poucos se tornou uma fonte. Aquela água, até hoje, continua a jorrar.
Pessoas do mundo todo que vinham à Gruta de Massabielle eram curadas de suas doenças ao se banharem nesta fonte.
Mas o que se via ali não era só cura do corpo: gente voltava a rezar, mudava de vida, convertia-se, aprendia a aceitar o sofrimento.
“Eu sou a Imaculada Conceição”
No dia 25 de março, durante a 16ª aparição, Bernadette insistiu: queria saber quem era aquela Senhora.
Até que a Senhora lhe respondeu em dialeto local, clara e solene:
“Que soy era Immaculada Councepciou” — Eu sou a Imaculada Conceição.
O dogma, proclamado apenas quatro anos antes pelo Papa Pio IX, tornava-se carne de visão para uma pastorinha analfabeta.
A notícia correu rápido. Multidões começaram a chegar a Lourdes: fiéis, curiosos, céticos que voltavam diferentes, com o coração mudado pela graça que emanava daquele lugar.
O Venerável Papa Pio XII na sua Encíclica “Le pèlerinage de Lourdes” afirma:
“Os menos fervorosos tomam consciência da sua tibieza e reencontram o caminho da oração; não raras vezes os pecadores mais empedernidos e os próprios incrédulos são tocados pela graça.”
Se você carrega pedidos no coração: pela saúde, pela família ou pela fé — clique e acenda uma vela a Nossa Senhora de Lourdes, colocando suas intenções sob o olhar materno da Imaculada.
O reconhecimento da Igreja e um manancial que não seca
A Igreja investigou cuidadosamente os fatos. Examinou a vida de Bernadette, sua humildade, sua obediência e os frutos espirituais das aparições.
Em 18 de janeiro de 1862, veio o reconhecimento oficial. O bispo declarou:
“A Virgem Imaculada realmente apareceu a Bernadette Soubirous”.
Hoje, milhões peregrinam à Gruta. Banham-se na água fria, rezam o terço, acompanham a Procissão das Tochas.
Unem-se, assim, a uma corrente de fé que atravessa o tempo, confiando suas dores e esperanças à materna intercessão da Imaculada.
E assim, a Imaculada escolheu uma gruta lúgubre e uma jovem doente para, através delas, fazer jorrar sobre o mundo um manancial de misericórdia.




