Nicarágua: Quando a Fé é Tratada Como Crime

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Um povo que resiste em silêncio à perseguição religiosa, enquanto o mundo finge não ver

 

A perseguição religiosa que se intensifica na Nicarágua não é apenas um drama nacional: é um aviso ao mundo católico de que os erros denunciados por Nossa Senhora em Fátima continuam vivos e operantes.

A ditadura que quer dobrar a Igreja

A repressão no país tem um nome, um rosto e uma meta: a ditadura de Daniel Ortega e seu desejo de submeter a fé católica até torná-la irreconhecível ou silenciosa.

O que está em curso na Nicarágua é mais do que autoritarismo: é uma ofensiva sistemática contra o último reduto de liberdade e verdade na sociedade.

Sacerdotes são obrigados a comparecer semanalmente à polícia para pedir permissão de celebrar a Missa, como se fossem criminosos em liberdade condicional.

Bispos e seminaristas foram presos, ordens religiosas expulsas, relações com a Santa Sede rompidas. Até mesmo as celebrações da Quaresma estão sob controle.

Procissões foram proibidas. Sermões, vigiados. Palavras ditas em homilias se tornam provas de traição. Crer passou a ser perigoso. É a fé que se quer eliminar.

Repressão sistemática contra a fé

Esse controle absoluto visa não apenas silenciar opositores, mas remodelar consciências.

O Estado busca se apresentar como único juiz da verdade e senhor das almas, substituindo Deus por uma tirania ideológica.

Em 2024, mais de 220 violações da liberdade religiosa dos cristãos foram registradas.

E, para manter o povo sob vigilância constante, Ortega criou uma força paralela de 76.800 “policiais voluntários”, mais do que o dobro da polícia regular.

A investida contra Jesus Cristo

No fundo, não se trata apenas de uma campanha contra a Igreja institucional, mas contra o próprio Jesus Cristo.

O regime sabe que não pode dominar um povo que ainda crê. Por isso tenta destruir o que resta de fé viva, especialmente aquela que não se dobra.

Essa realidade exige de nós mais do que comoção: exige reação. O silêncio é cumplicidade. E o combate que se impõe é espiritual, pela liberdade das consciências e pela honra de Deus.

A mensagem de Fátima interpreta os fatos

Ao contemplar esse quadro, não se pode deixar de recordar as palavras de Nossa Senhora em Fátima.

Quando a Virgem Santíssima disse que “a Rússia espalharia seus erros pelo mundo”, Ela se referia precisamente ao tipo de mentalidade que hoje domina o regime nicaraguense: o materialismo, o laicismo militante, o desprezo à autoridade da Igreja e o desejo de instaurar uma nova ordem sem Deus.

Embora a Rússia soviética tenha oficialmente caído, seus princípios corrosivos seguem ativos sob outros nomes e bandeiras.

O regime ditatorial hoje instalado no país centro-americano é uma das expressões mais evidentes dessa herança ideológica.

A perseguição religiosa na Nicarágua é a continuidade exata do que Nossa Senhora advertiu em Fátima: se os homens não se convertessem, viriam castigos, não apenas físicos, mas também espirituais, morais e culturais.

Um povo que não abandona a fé

Apesar da opressão, o povo nicaraguense não renega sua fé.

Reza em silêncio, organiza procissões escondidas, protege seus sacerdotes. Recorda as catacumbas romanas. O heroísmo popular — sem armas, mas com terços nas mãos — mostra que a graça ainda age.

E isso nos interpela: diante de tantas concessões que vemos nos países livres, onde igrejas são transformadas em centros culturais, onde doutrinas são relativizadas, onde o fervor esfria, será que não devemos aprender com esses irmãos perseguidos?

Eles arriscam tudo para manter a fé; nós, muitas vezes, a deixamos escorrer entre os dedos por comodismo ou vergonha.

O silêncio dos que deveriam falar

A covardia é generalizada. As grandes potências permanecem em silêncio. Os jornais ignoram. Os organismos internacionais hesitam.

Até mesmo setores da hierarquia eclesiástica, que deveriam ser os primeiros a defender o rebanho, emudecem ou emitem comunicados mornos, burocráticos.

Essa omissão é terrível. Porque quando os bons se calam, os maus avançam. E é exatamente isso que os inimigos da Fé querem: vencer não pela força, mas pela inércia dos que poderiam resistir.

Aplicações práticas para nossas vidas

Diante dessa realidade, o que devemos fazer?

Primeiro: rezar pelo povo nicaraguense. Rezar com fervor, oferecendo sacrifícios, pedindo a Nossa Senhora que fortaleça os que resistem e converta os que perseguem.

Segundo: divulgar os fatos. Muitos não sabem o que se passa. Cabe a nós romper o muro de silêncio. Compartilhar informações, conversar, escrever, alertar. Cada católico bem informado torna-se um ponto de luz na escuridão.

Terceiro: reforçar nossa vida espiritual. Se a perseguição um dia chegar até nós, estaremos preparados? Sabemos por que devemos resistir? Estamos prontos para sofrer pela verdade? O tempo de comodismo acabou. É preciso formar almas fortes, lúcidas e fiéis.

A promessa de Nossa Senhora é certeza de vitória

No meio da noite, a luz de Fátima brilha como nunca.

A Santíssima Virgem não prometeu que seria fácil, mas prometeu a vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará.”

Essa frase é mais do que uma esperança: é uma certeza.

Mas para que esse triunfo venha, é necessário que se levantem apóstolos, mártires, confessores da fé. Católicos que não se vendem, não se acovardam, não se deixam iludir.

Fátima explica o que vivemos hoje

Diante disso, as palavras de Nossa Senhora em Fátima soam com clareza profética: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja…”

Embora a Rússia soviética tenha oficialmente ruído, seus princípios não morreram. Continuam ativos sob nomes como “progressismo” ou “justiça social”. O regime atual da Nicarágua é um exemplo cruel desses erros em ação.

A perseguição em curso é, portanto, parte dos flagelos anunciados em Fátima. Não apenas castigos físicos, mas também morais, espirituais e culturais. Uma advertência ignorada atrai consequências.

Um povo que se agarra à fé

Apesar de tudo, o povo nicaraguense não desiste. Reza em silêncio, organiza procissões clandestinas, protege seus padres.

É uma fé que lembra as catacumbas dos primeiros cristãos.

Esse heroísmo silencioso interpela o Ocidente. Onde está o fervor dos que ainda gozam de liberdade?

Onde está a coragem de manter viva a doutrina, a liturgia, a fidelidade? Quantas concessões têm sido feitas em nome da comodidade?

O silêncio dos poderosos é vergonhoso

Enquanto a tirania avança, os grandes do mundo calam. A imprensa omite. Organismos internacionais hesitam. E setores da Igreja falam pouco, ou nada.

Essa omissão é trágica. Pois, quando os bons se calam, os maus se fortalecem. É exatamente o que os inimigos da fé esperam: vencer pela passividade dos justos.

O que podemos fazer?

  • Primeiro, rezar com fervor pelo povo nicaraguense.
  • Segundo, divulgar os fatos. Romper o silêncio. Compartilhar, denunciar, mobilizar.
  • Terceiro, reforçar nossa vida espiritual. Conhecer a doutrina. Formar almas fortes, prontas para o combate.

A promessa de Nossa Senhora é certeza de vitória

Nossa Senhora não nos prometeu facilidade, mas triunfos: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. Mas esse triunfo exige de nós empenho, coragem, entrega.

***

O mal que destrói igrejas e silencia cristãos lá fora… já começa a rondar nossas casas.
Não espere que a perseguição bata à sua porta para reagir.

Peça proteção para sua fé, sua casa e sua família na MISSA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.

Ligue 0800 006 1223, se estiver no Brasil ou 707 502 677, caso esteja em Portugal.

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