Uma festa que recorda a manifestação de Cristo a todos os povos.

Celebrada no início de janeiro, no domingo entre os dias 01 e 06 de janeiro, a Epifania do Senhor ocupa um lugar particular no calendário litúrgico da Igreja.
A palavra “epifania” vem do grego e significa a manifestação de Jesus como Filho de Deus e Salvador do mundo.
Neste caso, trata-se da manifestação do Messias, nascido na obscuridade de Belém, mas reconhecido por homens vindos de longe, estrangeiros à fé de Israel, atentos aos sinais de Deus e dispostos a segui-los.
Uma das celebrações mais antigas do cristianismo
Desde os primeiros séculos, os cristãos contemplam neste dia a manifestação de Jesus Cristo às nações, simbolizada pela visita dos Magos ao Menino Jesus em Belém.
Nos primeiros tempos, a Epifania reunia diversos momentos em que Jesus Cristo se deu a conhecer ao mundo: o nascimento em Belém, a adoração dos Magos, o batismo no Jordão e até o primeiro milagre em Caná.
Com o tempo, o Ocidente concentrou a celebração sobretudo na visita dos Magos, enquanto o Oriente manteve uma compreensão mais ampla.
Ainda assim, o núcleo da festa permaneceu o mesmo: Deus se deixa reconhecer, não apenas por Israel, mas por todas as nações.
Os Magos segundo a Tradição da Igreja
O Evangelho de São Mateus fala de “Magos vindos do Oriente”, sem indicar número ou nomes.
A Tradição cristã, porém, transmitiu os nomes Gaspar, Melquior e Baltasar, associando-os às diferentes regiões do mundo conhecido na época.
Ao longo dos séculos, passaram a ser representados como reis. Essa representação não era mera fantasia, mas uma forma visual de sublinhar o cumprimento de profecias como a de Isaías, que anunciava:
“As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora.” (Is 60,3)
Movidos por essa luz, segundo São Beda, o Venerável (que viveu entre os anos de 673 e 735), esses homens vieram de diferentes lugares, movidos pela mesma luz que haviam avistado no céu.
Melquior veio da Caldeia (atual Iraque) e ofereceu ouro a Jesus, reconhecendo sua realeza.
Gaspar veio da região do mar Cáspio (região da atual Georgia ou Armênia) e ofereceu incenso, confessando sua divindade.
E Baltasar veio do Golfo Pérsico e ofereceu mirra, anunciando o mistério de sua humanidade e do sacrifício que o aguardava.
Em conjunto, os três dons compõem uma simbologia completa: uma profissão de fé silenciosa, revelando quem é aquele Menino: Rei dos Reis, Deus verdadeiro e Messias destinado ao sacrifício.
A estrela e o caminho até Belém
A estrela que guia os Magos ocupa lugar central no relato da Epifania. Ela expressa a iniciativa de Deus, que se antecipa à busca humana e oferece sinais àqueles que estão dispostos a segui-los.
O caminho até Belém não é direto nem triunfal. Os Magos passam por Jerusalém, encontram a inquietação e a inveja do rei Herodes, enfrentam a incerteza.
Somente ao chegarem ao lugar simples onde estava o Menino é que reconhecem Aquele que procuravam e se prostram em adoração.
Jesus não veio salvar somente um povo ou um grupo religioso, mas ele nasce para salvar os homens de todas as culturas e nações.
O que essa festa nos ensina?
A solenidade da Epifania do Senhor nos ensina, antes de tudo, que a glória de Deus se manifesta em Jesus Cristo, feito homem por amor a nós.
Se a obra da criação é tão maravilhosa e esplêndida, a obra da redenção se revela ainda mais bela e extraordinária, pois Deus enviou seu único Filho para morrer por nós e nos dar a vida eterna.
A Epifania revela, assim, que Jesus veio por todos e para todos, e que a salvação não é para um povo em específico, mas para todo aquele que crer e se entregar a Ele, independente da origem ou etnia.
Essa manifestação universal de salvação ecoa na missão dos santos, que são sinais vivos de Jesus Cristo para todas as gerações.
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