Milhares se unem em 12 cidades para proclamar: toda vida merece proteção – desde o ventre até o fim natural

Portugal mobiliza consciências e corações pela dignidade humana
No último sábado (29), milhares de portugueses ocuparam pacificamente as ruas de 12 cidades — Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Santarém e Viseu — para dar testemunho de um princípio inegociável: a vida é sagrada e precisa ser protegida em todas as suas fases.
A Caminhada pela Vida, promovida pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV), foi mais do que um protesto — foi um clamor nacional por justiça aos mais indefesos.
Com faixas, cânticos e orações, os participantes — entre eles muitas famílias e jovens — caminharam juntos, unindo fé e ação num momento crucial para o país.
Um apelo claro no meio da crise política
A manifestação ocorreu num cenário político delicado. Após a queda do governo e a dissolução do Parlamento, Portugal se prepara para eleições legislativas antecipadas em 18 de maio.
Para o vice-presidente da FPV, António Pinheiro Torres, o momento exige firmeza moral:
“Especialmente agora, é essencial que as ruas se encham de vozes que recordem aos políticos que a vida humana precisa ser amparada.”
Essa exigência ressoa como um eco das palavras de Padre Pio, que constantemente advertia contra a indiferença diante do sofrimento dos inocentes. Em tempos de escuridão moral, a luz da verdade deve brilhar ainda mais forte.
Revogar a eutanásia e proteger as mães: prioridades da nova legislatura
O organizador-geral da caminhada, José Seabra Duque, foi direto: é preciso revogar a lei da eutanásia e impedir a ampliação dos prazos para o aborto.
Ele também pediu que a nova legislatura ofereça apoio real às mulheres em dificuldades — uma exigência que não pode mais ser ignorada.
“Enquanto houver uma mulher que aborta porque não tem quem a apoie, nós continuaremos a sair à rua”, declarou Seabra Duque à Rádio Renascença.
Esse tipo de compromisso lembra os gestos concretos de caridade promovidos por Padre Pio, que sempre ensinou que amar a vida é também sustentar aqueles que mais sofrem.
Presença jovem marca as ruas e dá esperança ao futuro
Em Lisboa, a caminhada teve início na Praça Luís de Camões e encerrou-se diante da Assembleia da República, como um apelo direto aos legisladores.
No Porto, o percurso foi da Sé até a Ribeira. Em ambas as cidades, uma presença chamou atenção: a juventude.
A estudante Madalena Dias, uma das participantes, resumiu com simplicidade o sentimento geral:
“Na minha idade, não sou política, mas posso marcar a minha posição estando aqui presente. É importante defender a vida de todas as maneiras possíveis.”
O engajamento dos jovens mostra que há uma geração disposta a levantar a bandeira da vida, mesmo quando a cultura dominante empurra para o comodismo ou para a neutralidade.
Como você pode fazer parte dessa defesa pela vida
A Caminhada pela Vida acontece anualmente desde 2012, sempre no início da primavera. Mas a causa que ela representa não tem data nem estação.
A defesa da vida começa todos os dias — dentro de casa, nas urnas, nas conversas, nos apoios concretos às mães, aos idosos e aos doentes.
Você também pode fazer a diferença. Reze pelos que estão em risco, informe-se, fale sobre isso com coragem. E, se possível, apoie movimentos que trabalham com gestantes em crise ou promovem a cultura da vida.
Se estivesse entre nós hoje, Padre Pio sem dúvida repetiria o que tantas vezes disse:
“O dia em que as pessoas perderem o horror pelo aborto será o dia mais terrível para a humanidade. O aborto não é apenas um homicídio, é também um suicídio”.
Que essa verdade siga ecoando pelas ruas — e pelos corações.