Saiba por que o céu está chorando e o que você precisa fazer antes que as luzes se apaguem.

O silêncio na capela era interrompido apenas pelo estalar discreto das velas de cera, cujo cheiro se misturava ao ar pesado de uma tarde de Sexta-feira Santa em 1954.
Ali, entre sombras e o brilho vacilante das chamas, a Beata Helena Aiello não via apenas imagens de gesso. Ela via o céu se abrir em dor. Nossa Senhora apareceu-lhe vestida de luto, com o rosto banhado em lágrimas e sete espadas atravessando o seu Coração Imaculado.
A cena não era um consolo suave, mas um grito de socorro de uma Mãe que vê seus filhos caminhando para o abismo. O mundo lá fora, entre o barulho das máquinas e a pressa das ruas, não ouvia.
Mas Elena ouviu: “Uma tempestade de fogo cairá sobre a terra”. Você já parou para pensar se a sua alma está pronta para o que está por vir?
O Peso do Silêncio que Condena
Nossa Senhora foi direta com a Beata Helena: “Anuncia, grita em voz alta!”. Existe um pecado terrível em nossos dias, que é o silêncio daqueles que conhecem a verdade, mas preferem a “pantufla quentinha” do conforto. Muitos sacerdotes e leigos se calaram, enquanto a humanidade se tornava obcecada pelo pecado.
Essa obsessão não é apenas cometer um erro, é a sede de permanecer nele, de ignorar a voz de Nosso Senhor Jesus Cristo para satisfazer caprichos passageiros. O mundo hoje parece um barril de pólvora, e a mecha já foi acesa pela nossa própria indiferença.
A justiça divina está suspensa por um fio — o manto de Maria — mas esse fio não será segurado para sempre se não houver conversão. A pergunta é: você será um eco dessa voz ou um cúmplice do silêncio?
A Micro-História: O Homem que “Não Achava Nada”
Certa vez, um homem de boa aparência e vida estável foi questionado sobre a necessidade de confessar seus pecados graves antes de comungar. Ele sorriu com desdém e disse: “Eu não acho que Deus se importe com isso, a Igreja é que precisa se adaptar ao meu tempo”.
Ele vivia o que a Beata Elena descreveu como a “teimosia do pecado”. Meses depois, diante de uma tragédia familiar que lhe tirou o chão, ele se viu no escuro, sem a luz da graça para guiá-lo. O seu “eu acho” tornou-se cinzas quando a realidade da vida eterna bateu à porta.
Muitos vivem assim: tratam a Sagrada Eucaristia como um pedaço de pão comum e a lei de Deus como uma sugestão opcional. É essa soberba que atrai a tempestade. O castigo não é um desejo de Deus, mas o fruto amargo que o homem planta com as próprias mãos.
70 Horas de Trevas e a Luz da Graça
A profecia de Elena Aiello fala de um período de 70 horas – aproximadamente três dias – onde o poder da luz enfrentará o poder das trevas de forma visível.
Não se trata de uma cena de ficção científica, mas de um acerto de contas espiritual. Os ateus e os céticos, que hoje zombam da fé, serão esmagados pela própria realidade que negaram.
Mas há uma promessa de esperança. Nossa Senhora afirmou que, através da oração, da penitência e da devoção ao seu Imaculado Coração, o mundo poderá ser salvo, ao menos em parte. O fogo que cairá não atingirá aqueles que estão sob o abrigo da Santíssima Virgem.
A preparação não é comprar mantimentos ou estocar lanternas, mas limpar a alma. É trocar o pecado pela virtude, o vício pela oração constante. O tempo da misericórdia está batendo à porta, mas o ruído que ouvimos ao longe já é o do julgamento que se aproxima.
Oração: Santíssima Virgem, pelas vossas sete dores, dai-nos a graça da verdadeira conversão e protegei-nos na hora da tempestade. Amém.





