Na simplicidade do cotidiano, Jesus, Maria e José ensinam que a santidade reside em viver com o olhar fixo em Deus.

Celebrada no domingo após o Natal, a Festa da Sagrada Família apresenta ao mundo o modelo insuperável do que devem ser as famílias.
Esta festa ilumina a vocação primeira de toda sociedade: a família, fundada na união indissolúvel entre homem e mulher, aberta à vida, ao auxílio mútuo e à proteção.
Sobretudo, ela proclama uma verdade comovedora: o próprio Filho de Deus, o Verbo Encarnado, quis viver no seio de uma família. Dessa forma, Ele santificou para sempre a vida familiar.
O Dia a Dia Vivido em Santidade
O apóstolo da Eucaristia, São Pedro Julião Eymard, dedicou profundas reflexões a esse mistério.
Ele buscou penetrar na intimidade de Nazaré para desvendar o cotidiano da mais santa das famílias. Qual era sua finalidade? Quais eram suas metas? Jesus era o centro absoluto.
Para Nossa Senhora e São José, como descreve São Pedro Julião, “Era-lhes indiferente estar em Belém, ou em Nazaré, ou no Egito; possuir Jesus era tudo para eles”.
Jesus não era apenas o filho amado; Ele era a própria finalidade de suas vidas. Tudo o que faziam (cada ação simples, cada tarefa cotidiana) tinha n’Ele seu motivo.
O Trabalho que era Oração
Durante a maior parte da sua vida, Jesus partilhou as experiências mais simples da condição humana.
Trabalhou com as mãos, rezou nas sinagogas e viveu as tradições do seu povo. Foi nesta normalidade, porém, que a santidade da Sagrada Família brilhou com força única.
Imagine, então, o contentamento de São José em seu ofício. Cada labuta, cada esforço manual para ganhar o pão cotidiano, eram atos de amor puro.
“As dificuldades se lhe tornavam agradáveis porque tinham a Jesus por objeto”, reflete São Pedro Julião. Para São José, o salário era mais que um sustento; era um meio de cuidar do Salvador e de Sua Mãe.
Esse mesmo espírito de recolhimento e oferta também marcava a vida de Nossa Senhora. O Evangelho diz que ela “observava todas as coisas e guardava em seu coração” (Lc 2,51).
Sua felicidade brotava da simples contemplação de Jesus: vê-Lo trabalhar, admirá-Lo em oração, testemunhar Sua obediente humildade.
Ela admirava, com especial devoção, Sua total submissão à autoridade d’Ela e de São José.
A Meta Única: A Glória do Pai
Em Nazaré, via-se um Deus feito homem que, continuamente, procurava e preferia as ocasiões de praticar as virtudes.
Maria e José admiravam essa fidelidade total, a forma como Jesus referia tudo à maior glória de Deus Pai, sem reivindicar para Si qualquer louvor humano.
Na verdade, os três corações batiam em uníssono por uma única meta: glorificar Deus.
Nas nossas famílias, a realidade costuma ser outra. Permanecer voltado para essa mesma meta exige decisão e auxílio espiritual concreto.
Muitos recorrem ao Padre Pio para que ele conduza seus lares no caminho de Deus.
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Nesse contexto de intimidade, é comovente pensar que era São José quem ensinava a Jesus os usos e costumes judaicos, os mandamentos da Lei de Deus.
Além disso, na simplicidade daquele lar, as conversas certamente giravam em torno das Escrituras, das Promessas de Deus e, quem sabe, da felicidade eterna que nos aguarda no Céu.
O Que a Sagrada Família Ensina às Nossas Famílias?
Aqui reside a força perene desta festa. Os ensinamentos da Sagrada Família são preciosos e atemporais.
Com eles, aprendemos a essência do que é ser família. O papel do pai, na provisão protetora de São José. O papel da mãe, com Nossa Senhora, que tudo fazia para zelar pelo bem de Nosso Senhor e do Seu Esposo.
E com Jesus, o papel do filho, na obediente e amorosa submissão a Seus Pais, no cumprimento perfeito do quarto mandamento.
Mais do que isso, aprendemos também que a santidade se constrói nos gestos comuns: no trabalho honesto, no cuidado mútuo, na paciência do dia a dia e na oração partilhada.
Não importam os desafios que a família moderna enfrente: a pressão do mundo, as crises de relacionamento, a falta de tempo.
A Sagrada Família de Nazaré permanece, acima de tudo, como uma bússola segura. Ela aponta, ontem como hoje, o caminho que conduz a Deus.
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