O objeto que guardava duas Hóstias consagradas permaneceu no mesmo lugar, mesmo depois que a estrutura de madeira debaixo dele foi consumida pelo incêndio.

Uma igreja tomada pela fumaça. Uma estrutura de madeira reduzida a cinzas. E, acima dos destroços, um ostensório que permanecia no ar, sem estar apoiado em nada.
Esse é o centro do Milagre Eucarístico de Faverney, ocorrido entre os dias 26 e 27 de maio de 1608, em uma abadia beneditina na atual França.
Para compreender o acontecimento, é preciso conhecer o que os religiosos haviam preparado para a festa de Pentecostes.
Como o Santíssimo Sacramento estava exposto
Naquele ano, os monges organizaram um lugar especial para a adoração dos fiéis dentro da igreja.
Montaram uma estrutura de madeira, semelhante a um pequeno altar provisório, adornada com tecidos. Sobre ela, colocaram um ostensório, o objeto sagrado usado para expor a Hóstia consagrada à adoração.
Dentro daquele ostensório estavam duas Hóstias consagradas. Para a fé católica, depois da consagração na Santa Missa, a Hóstia é verdadeiramente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Durante o domingo de Pentecostes, os fiéis passaram pela igreja para adorar o Santíssimo Sacramento. Ao fim dos ofícios, os religiosos fecharam o templo. Duas lamparinas de óleo permaneceram acesas.
Naquela noite, um incêndio atingiu o lugar onde estava o ostensório.
O fogo consumiu aquilo que sustentava o ostensório
Na manhã de segunda-feira, 26 de maio, o sacristão abriu a igreja e encontrou muita fumaça. A estrutura de madeira havia queimado, deixando cinzas e destroços.
Os religiosos começaram a procurar o ostensório entre os restos do incêndio. Como ele estava colocado sobre a madeira que havia sido consumida, seria natural encontrá-lo caído entre os escombros.
Mas o irmão Antoine Hudelot olhou para cima e o avistou no mesmo lugar onde havia sido colocado antes do incêndio.
A madeira debaixo dele já não existia. Mesmo assim, o ostensório não havia caído.
Ele permanecia suspenso no ar, sem apoio, com as duas Hóstias consagradas em seu interior. É essa suspensão extraordinária, após a destruição do suporte, que constitui o ponto central do milagre relatado em Faverney.
A suspensão durou 33 horas
Segundo o relato, o ostensório permaneceu imóvel e ligeiramente inclinado. A notícia se espalhou, e moradores de Faverney e das localidades vizinhas começaram a chegar à igreja.
Durante 33 horas, o ostensório permaneceu suspenso no ar, sem apoio, enquanto os fiéis se reuniam na igreja para rezar diante do Santíssimo Sacramento.
Como o milagre terminou
Abaixo do ostensório, foi preparado um lugar para recebê-lo, com um corporal, o pano de linho usado na liturgia para colocar os vasos sagrados com a Eucaristia.
Na terça-feira, 27 de maio, o padre Nicolas Aubry, pároco de Menoux, celebrava a Santa Missa na igreja.
Durante a celebração, o ostensório, que estava ligeiramente inclinado, endireitou-se. Em seguida, desceu suavemente e pousou sobre o corporal.
A Conferência dos Bispos da França informa que isso aconteceu no momento da consagração, diante de cerca de mil pessoas. O caso foi submetido a uma investigação episcopal, com a coleta de 54 depoimentos escritos.
Depois dessa apuração, em 10 de julho de 1608, o arcebispo de Besançon, Dom Ferdinand de Rye, declarou o milagre autêntico. A informação consta no relato publicado pela Conferência dos Bispos da França.
Um chamado a reconhecer Nosso Senhor na Eucaristia
O ostensório de Faverney chamou a atenção por permanecer suspenso no ar. Mas o verdadeiro prodígio estava em seu interior: Nosso Senhor Jesus Cristo, realmente presente, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, nas Hóstias consagradas.
Essa mesma fé deve orientar a participação na Santa Missa, o cuidado na preparação para a Comunhão e a reverência diante do sacrário.
Padre Pio também viveu uma profunda devoção à Eucaristia. Seu exemplo inspira os fiéis a perseverar na oração e a dar à Santa Missa um lugar central em suas vidas.
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Fontes:
Conferência dos Bispos da França: quarto centenário do Milagre Eucarístico de Faverney.
Prefeitura de Faverney: as Santas Hóstias preservadas das chamas em 1608.




