Em Fátima, Nossa Senhora pediu que rezássemos o Terço todos os dias.
São Luís Maria de Montfort, Santo Antônio Maria Claret e São Pio de Pietrelcina nos ajudam a compreender o valor dessa devoção.

Hoje, 7 de outubro, a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora do Rosário.
É uma ocasião especial para recordar a importância dessa oração tão recomendada pelos santos e, sobretudo, para atender ao pedido de Nossa Senhora em Fátima: rezar o Terço todos os dias, contemplando com Maria os mistérios da vida de seu Filho Jesus.
Na aparição de 13 de outubro de 1917, em Fátima, Nossa Senhora revelou aos três pastorinhos: “Sou a Senhora do Rosário.” Na mesma ocasião, pediu que continuassem a rezar o Terço todos os dias.
Os santos compreenderam o valor dessa oração e procuraram ensiná-la a outras pessoas.
São Luís Maria de Montfort testemunhou conversões e mudanças de vida entre pessoas que começaram a rezar o Rosário diariamente.
Santo Antônio Maria Claret aprendeu a rezá-lo ainda menino e conservou essa devoção durante toda a vida, inclusive nos anos em que trabalhou como tecelão.
São Pio de Pietrelcina, o Padre Pio, tinha sempre o Rosário consigo e recorria constantemente a essa oração, recomendando-a também a seus filhos espirituais.
O exemplo desses santos pode nos ajudar a compreender por que uma oração tão simples acompanhou suas vidas e como o Rosário pode nos aproximar de Nosso Senhor e de Nossa Senhora.
São Luís Maria de Montfort
“Depois da Santa Missa, o Rosário é a ação e a oração mais santas que podemos oferecer.”
Métodos para rezar o Rosário, quinto método, n. 38.
Conhecido por seus ensinamentos sobre a devoção a Nossa Senhora, São Luís Maria explica a razão dessa afirmação: o Rosário nos leva a contemplar os mistérios da vida, da Paixão e da glória de Jesus e Maria.
Ao meditá-los, o fiel aprende a reconhecer suas próprias faltas e a imitar as virtudes de Nosso Senhor.
Na Anunciação, pede a humildade; diante de Jesus carregando a cruz, pede paciência para suportar os próprios sofrimentos.
Para São Luís Montfort, portanto, a meditação dos mistérios deve produzir frutos na vida de quem reza.
Ele determinou que seus missionários explicassem ao povo as orações e os mistérios do Rosário, recorrendo também a imagens, e que rezassem publicamente com os fiéis. Queria que as pessoas aprendessem a rezar e conservassem esse hábito.
Em O segredo admirável do Santíssimo Rosário, conta que conheceu pessoas que haviam ouvido pregações sem mudar de vida, mas se converteram depois de começarem a rezar o Rosário diariamente.
Quando retornava às paróquias anos depois, observava a diferença: onde os fiéis haviam perseverado nessa oração, encontrava pessoas avançando na prática das virtudes.
Santo Antônio Maria Claret
“Esta santa devoção que, depois da Santa Missa, é a mais proveitosa.”
Autobiografia, n. 45; trecho em tradução para o português.
Na infância, Santo Antônio Maria Claret encontrou em casa um livro com imagens e explicações dos mistérios do Rosário.
Aprendeu a rezá-lo e, quando seu professor soube disso, colocou-o ao seu lado, na igreja, para conduzir a oração.
Os outros alunos também aprenderam. Logo, passaram a se revezar nessa tarefa.
A devoção acompanhou Santo Antônio Maria Claret também durante os anos em que trabalhou como tecelão.
Enquanto os companheiros continuavam suas atividades, ele conduzia a oração. Rezavam uma parte antes do café da manhã, outra antes do almoço e a última antes de voltar para casa.
Claret também recorda que permanecia diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário, conversando com ela com a confiança de um filho que sabe que sua mãe o escuta.
O Rosário não era, portanto, uma oração reservada apenas à igreja ou aos momentos de recolhimento. Acompanhava o trabalho e as ocupações de cada dia.
São Pio de Pietrelcina
Poucos santos contemporâneos ficaram tão associados ao Rosário quanto Padre Pio.
Quem convivia com ele frequentemente o via com o terço nas mãos. Entre suas numerosas ocupações, a celebração da Santa Missa, as confissões e o atendimento às pessoas que o procuravam, encontrava tempo para recorrer repetidamente a essa oração.
Para Padre Pio, o Rosário era uma arma espiritual: uma maneira de permanecer unido a Nossa Senhora e, por meio dela, aproximar-se de Jesus.
Também recomendava essa oração às pessoas que recorriam a ele, especialmente diante das dificuldades e dos sofrimentos.
Essa perseverança nos ensina algo importante. Não é preciso procurar orações complicadas para crescer na vida espiritual.
As mesmas Ave-Marias, repetidas com fé enquanto contemplamos os mistérios da vida de Cristo, podem acompanhar os momentos mais simples e também os mais difíceis de nossa vida.
O exemplo de Padre Pio mostra ainda que o Rosário não deve ser abandonado quando chegam o cansaço, as distrações ou as provações.
É justamente nesses momentos que perseverar na oração se torna um ato de confiança.
São Luís Maria de Montfort encontrou no Rosário um caminho de conversão e crescimento nas virtudes.
Santo Antônio Maria Claret levou essa oração da infância para o trabalho e para toda a sua vida.
São Pio de Pietrelcina fez dela uma companhia constante e uma arma espiritual.
São exemplos diferentes, mas todos apontam para a mesma realidade: o Rosário nos leva a contemplar Jesus com os olhos de Maria.
Foi essa oração simples que Nossa Senhora recomendou em Fátima quando pediu aos pastorinhos que rezassem o Terço todos os dias.
O terço que uma criança aprende a segurar pode acompanhá-la por toda a vida. A oração ensinada em família pode permanecer nos dias de trabalho e sustentar a confiança nos momentos de sofrimento.
Nossa Senhora do Rosário, ajudai-nos a rezar com atenção, a perseverar nas dificuldades e a amar cada vez mais vosso Filho Jesus.
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